É isso mesmo que você leu no título. Eu também fiquei olhado pra prateleira de ‘lançamentos’ na seção de CDs, tentando imaginar que pérolas do universo funk estariam incluídas numa coletânea dessas. Pensei até em consultar um dos vendedores da loja pra ter mais informações, talvez eu estivesse totalmente desinformada. Porque nada que eu já tenha visto ou ouvido em termos de funk me faz acreditar que possa existir algum exemplo desse tipo de música digno de entrar para uma galeria de ‘clássicos’.
Pra me confundir ainda mais, 8 das 17 músicas têm ‘rap’ no título, inclusive uma que deve ser realmente top de linha, o “Rap da Bundinha” (belo nome, deve ser maravilhosa). Ué, então rap e funk é tudo a mesma coisa? Sei não, mas desconfio que a galera do rap não vai ficar muito satisfeita de estar sendo colocada no mesmo balaio…
Eu sempre me considerei uma pessoa de gosto bastante eclético em termos de música. Aqui em casa tem de tudo, de ópera a axé e sambão, de música tibetana a heavy metal, passando por jazz, soul, MPB, chorinho e tudo o mais que você puder imaginar. Só ainda não consegui digerir esse funk que é tocado hoje em dia por aí, talvez seja uma falha minha. Mas é que me irrita o batidão repetitivo, a voz gritada sem qualquer inflexão, a ausência quase completa de melodia, as letras de baixíssimo nível. Ah, e o fato de que os funkeiros mais entusiasmados achem super legal sair circulando de carro por aí ouvindo esses ‘clássicos’ no volume máximo, crentes que estão é brindando o restante da população com algumas amostras de seu incrível bom gosto musical.
Faltou um tantinho assim pra eu levar o CD, por pura curiosidade. Mas aí eu pensei que, por R$8,50, até um lanchinho no insosso McDonald’s era melhor negócio.
Preciso defender o gênero…
Pensava mais ou menos como vc até começar a produzir um documentário sobre funk. Sabe que não é tão ruim? e tem clássicos sim… Tenta ouvir “Estrada da Posse”, “Endereço dos bailes”, “Rap das Armas”, “Rap da Morena”… Esses são os bons clássicos. Tem um livro muito bom tb, do SIlvio Essinger… Batidão – Uma história do funk.
A gente descobre muita coisa legal… Tem até o sax de Dire Straits em um funk. É quase um plágio, mas é legal descobrir essas coisinhas! hahahaha
Beijos
É… de repente eu é que estou ficando velha!
Não consigo achar graça em funk não… Sabe o que é, é que música, pra mim, tem três elementos: letra, ritmo e melodia. O funk só tem ritmo, e olhe lá… Bom saber que tem alguma coisa boa apesar de tudo, e eu é que ainda não descobri, kkkkkkk…
Bjk.