
Rússia, 12 de agosto de 2000. O presidente Vladimir Putin recusa a ajuda de outros países para tentar resgatar a tripulação presa no submarino Kursk, acidentado no Mar de Barents, apesar dos apelos insistentes da comunidade internacional e das famílias das vítimas. Número de mortos: todos os 118 tripulantes.
Nova Orleans, 29 de agosto de 2005. O presidente George W. Bush e a Defesa Civil americana ignoram a gravidade da situação na cidade depois da passagem devastadora do furacão Katrina, um dos maiores da história, pelo sul dos Estados Unidos. No rastro da destruição em vários estados, aproximadamente 2.000 pessoas morrem e outras milhares perdem tudo.
Mianmar, 3 de maio de 2008. A junta militar que comanda com mão de ferro o país asiático resolve da própria cabeça impor limites e condições para que organizações de ajuda humanitária possam prestar auxílio às vítimas do ciclone tropical Nargis, que arrasou a região do delta do rio Irrawaddy. Os mortos ainda estão sendo contados, mas a expectativa é de que o número ultrapasse 100 mil; os desabrigados chegam a 1 milhão e meio.
É. Na balança da imbecilidade e da arrogância de muitos governantes, a vida humana não pesa absolutamente nada mesmo.