Vampiros já meteram medo, primeiro com Bela Lugosi, mais recentemente com o Gary Oldman – e, por causa disso, até hoje não consigo enxergar o moço como o padrinho bacana do Harry Potter. Vampiros já foram engraçados, como no filme ‘A Dança dos Vampiros’, do diretor Roman Polanski. Já foram até didáticos, como o Count von Count, o vampiro da Vila Sésamo, que ensina as crianças a contar. Também tentaram ter sex-appeal, mas francamente não sei de onde foi que o Neil Jordan tirou que o Tom Cruise podia fazer o Lestat, de ‘Entrevista com o Vampiro’; o meu imaginário hollywoodiano sempre me disse que ele seria, no mínimo, o Daniel Day-Lewis.
Mas agora, quem diria, descubro que os vampiros também amam. Mais do que isso, são românticos, cavalheiros, têm bom coração, são sexy e lindos de morrer. Podem até mesmo ser ‘vegetarianos’, se considerarmos veggies os vampiros que não se alimentam de sangue humano. Muito digno.
Eu não li o livro, então, quando entrei no cinema para assistir ‘Crepúsculo‘, não fazia a mínima idéia do que iria aparecer na telona. A favor, o fato de que 10 entre 10 adolescentes estão devorando os três primeiros livros, e isso deve querer dizer alguma coisa. E também o fato de ter como protagonista o bonitinho do Robert Pattinson, que já foi o Cedric Diggory no filme do Harry Potter. Por outro lado, filmes sobre criaturas chupívaras nunca foram exatamente a minha praia. Mas uotdarrél, domingão é mesmo pra histórias que não coloquem meus neurônios em estado de alerta.
Pois gente, e não é que o filme é uma gracinha e desperta o lado mulherzinha adormecido em todas nós? Pensa bem, o moço é lindinho, tímido, super fashion, um gentleman (daqueles que abrem a porta do carro pra você e te carrega nos braços), romântico (do tipo que fica parado um tempão vendo você dormindo e tem todo aquele repertório de frases românticas prontinhas pra te dizer), quer porque quer te decifrar (sorry, Robert/Edward: pelo que os homens contam, você não está sozinho nessa empreitada), está pronto pra te defender de todo e qualquer perigo, de pick-ups ensandecidas a grupos de adolescentes engraçadinhos de péssima índole e vampirões malignos, e ainda por cima usa um batom e lápis de olho di-vi-nos. Não é à toa que a Bella se apaixonou perdidamente por ele, juntamente com 90% das meninas que estavam na sessão.
No mais, tem a tradicional gangue de vampiros duzinfernu (e que são visíveis nos espelhos, contrariando a primeira lei da física do vampirismo) com um vampiro negão de nome francês, talvez querendo dizer que vem de Nova Orleans; um tempozinho miserável no noroeste dos Estados Unidos (não é à toa que o Mark Twain disse que o melhor inverno da vida dele tinha sido um verão que ele passou em Seattle); um eventual merchandising aqui e ali (laptop da Apple, a livraria onde a garota compra o livro); uma leve e sutil campanha em favor do vegetarianismo (Bella também é vegetariana, vai ver que é por isso que o Edward não consegue ler sua mente, fica faltando alguma proteína pra dar a liga); e um vampiro lindão que não dorme nunca, o que poderia dar várias idéias a esses dois adolescentes com hormônios saindo por todos os poros. O problema é que o bonitão não come carne. Nenhuma. Se é que você me entende…
Boa retrospectiva vampiresca. Eu dificilmente me lembraria do vampiro da Vila Sésamo.
Agora, tentando lembrar de algum, eu acrescentaria Nosferatu, do Murnau, um vampiro pré-Gollum; e Drácula, do Coppola, um vampiro mais classudo, sem nenhuma invencionice.
Taí um filme que não vejo pagando ou enquanto não chegar no Cinema 20xx da Globo, e que na verdade só passam no ano seguinte.
Pra não dizer que é implicância gratuíta eu li (de graça) o primeiro capitulo do livro naquelas edições distribuídas em livrarias aos passantes.
A capa é do livro é dez. Uma bela composição visual. O conteúdo, porém, é fraco. Diferente do que você comentou sobre o vampiro galã no filme, Bella já cai de amores logo que vê Edward pela primeira vez no livro. Claro, não está escrito isso, que ela está apaixonada (ou ele), mas o comportamente de ambos é uma apaixonite aguda gritante.
Como o capítulo só fica nisso não há nenhum interesse em ler o resto. Aliás, comete-se o equívoco de nem dizer ou insinuar que é uma história de vampiro. A emoção maior é o tédio que ela sente de ter caído de para-queda naquela cidadezinha.
O que eu gostei é do prológo. Esse sim tem uma tensão imediata em poucos parágrafos. Em termos de cinema é como aqueles filmes de ação que oferecem um teaser emocionante no começo e segue meia hora de contextualização (enrolação para alguns) até o filme começar.
Bom, todo mundo sabe que a trilogia é um produto para adolescentes e o filme foi feito pensando em capturá-los. Sendo assim não custa taxar os dois produtos como superficiais.
O Count von Count eu não esqueço nunca, porque usava muito os programas do Sesame Street quando dava aulas de inglês para crianças (mas é verdade que os adultos também a-do-ram o sotaque dele, que é dez). O do Coppola é o aquele que o Drácula é feito pelo Gary Oldman, né? Foi ele que eu citei, se estivermos falando do mesmo. Mó medão do Oldman depois disso, nem consegui enxergá-lo como Beethoven – e só mesmo ‘Rosencrantz e Guildenstern are Dead’ pra ajudar a limpar um pouquinho a barra!
Claro, me esqueci totalmente do Nosferatu, e é dose dupla né, além do original do Murnau, tem o que o Herzog fez com o Klaus Kinski (que já nasceu com a cara pronta pra um personagem pavoroso).
No filme os dois lindinhos também se apaixonam de primeira, acho que nem Romeu vendo Julieta foi tão rápido. Aliás, uma das coisas que eu achei legal no filme foi justamente esse clima de hormônios à flor da pele, mas onde nada acontece pra valer. Imagino que na hora que a autora resolver dar uma força pro casal, vai ser uma loucura, rsrs…
É, o filme é pra adolescentes mesmo, bem domingão à noite. Foi falta de opção mesmo, o que eu ía ver estava com a sessão esgotada e a solução foi apelar pro Crepúsculo. Acho que dei mais sorte do que da última vez, quando despenquei pro xópin pra ver Gomorra, mas tinha saído de cartaz. No lugar, tive que encarar Keanu e seu fiel amiguinho Gort. Aí eu acho que saí no preju.
Oops, mancada.
Depois do Bela Lugosi eu fiquei rindo (lembrando do Ed Wood) e não li Gary Oldman logo em seguida. É o mesmo filme.
Desvio de atenção é fogo. Por isso que não acredito no amor à primeira vista… eu nunca vejo. kkkkkkk
kkkkkkk… Como diria minha avó, ‘tem que por sentido’, senão não vê!
amei o filme é lindo e romantico é maravilhoso !!!!!!!!!
Eu também gostei muito, Carine, principalmente porque eu não fazia a menor ideia do que iria ver na tela (ainda não li os livros, você leu?). O ator é uma gracinha e, quer saber? essa história de amor romântico, em um tempo em que as coisas andam tão sérias, pesadas e sem-graça, é uma delícia!
Caracas!A-D-O-R-E-I DEMAIS VOCÊ!!!!!!!!!!!! Disse tudo que eu queria ouvir e ajudou a clarear ainda mais minhas idéias!!!!! Posso colocar seu texto em meu blog com teu nome? De qualquer forma vou linkar seu blog ao meu! Demais teu blog! PARABÉNS!
Beijos!
Olá Aline,
obrigada e claro, pode inserir o texto no seu blog, que legal que você gostou! Agora deixa o endereço do seu blog pra eu fazer uma visitinha!
bisous
aehuaehuaeahe nunca ouvi falar bem desse filme, todos os comentarios sao ruins e de gente arrependida de ter ido ao cinema, eu ficava grilado, como um filme de vampiro podia ser tão ruim, apensar de eu preferir lobisomens/carnificina…
agora vc traduziu bem! é um filme feito pra “moças” que ainda desconhecem a vida…
imagine os livros!
BAH…em primeiro lugar eu queria falar que vc anda ouvindo coisas demais e que nao se pode julgar um filme pelo que os outros falam assista o filme primeiro..
e em segundo: vc acha que conhece bem a vida assim mas na verdade vc é uma completa desinformada vai viver um pouquinho mais vai…
Eu não li os livros, mas acho que a história passa a léguas de similares vampirescos como Drácula, Lestat, etc, que eu li e gostei muito. O pessoal detonou o filme, é? Acho que deviam estar com outra expectativa… Eu não esperava nada, então tudo que veio foi lucro!
Heheheeh, adorei o comentário! Adorei o Blog!!!!! Bjo grande!!!
Obrigada, Rê, volte sempre!
beijos
bah! (23:25:14) :
aehuaehuaeahe nunca ouvi falar bem desse filme, todos os comentarios sao ruins e de gente arrependida de ter ido ao cinema, eu ficava grilado, como um filme de vampiro podia ser tão ruim, apensar de eu preferir lobisomens/carnificina…
agora vc traduziu bem! é um filme feito pra “moças” que ainda desconhecem a vida…
imagine os livros!
Nao é ruim nao!!!É gente ignorante q provavelmente nunca assistiu!!!
Pois é, Beatriz, não dá mesmo pra ser unanimidade, né? Eu vi e me diverti, achei o casal fofo, revi paisagens super lindas do noroeste dos Estados Unidos e pra mim ficou de ótimo tamanho. Mas cada um tem uma expectativa, né? Eu, por exemplo, achei que o do Wolverine valeu mesmo pelos efeitos especiais e pela belezura do Hugh Jackman…
abraço!
Ahhhh concordo… O Wolverine (Hugh Jackman) tá demais no filme… Mas ontem eu vi “Austrália” em que está ele e a Nicole Kidman de protagonistas… Eu não sei se eu é que não entendi a “moral” do filme, mas sinceramente… eu achei o filme muito ruim, o que vale mesmo é as paisagens, a fotografia, porque o resto…
Bjos
Rê, você entendeu o filme direitinho. É que ele é ruim mesmo, kkk… Eu até falei do filme aqui. Vale pela fotografia (e pelo sotaque, adoro o australiano falando!). E pelo Hugh, lóóógico.
Ah não tinha visto que tu escreveu sobre ele, vou olhar agora!
Eu ja estou lendo o segundo livro e ainda não vi o filme. Normalmente os filmes tem a história um pouco modificada quando são feitos a partir de livros. Minha amiga disse que apesar de estar um pouco modificado, o filme ainda é bem parecido com o livro, são pequenos detalhes que o livro descreve que quando nós assistimos, ficamos tão encantados com o Edward Cullen que esses detalhes passam despercebidos. Realmente o primeiro livro do Crepusculo no inicio é meio intediante, mas assim que Bella começa se aproximar de Edward a historia começa a ficar intereçante. O engraçado é que ela sempre se mete em roubada, sempre se machuca ou sai com algum arranhão e o heroi é sempre o cara que deveria ser o vilão. Essa é uma historia muito confusa mas achei bem intereçante e não me apaixonei apenas pelo “galã”, ao contrario de outros livros que eu ja li, esse tem suspense, aventura, e muitas partes engraçadas e o melhor é que ele tem continuação e nela sempre tem alguma surpresa. Surpresa do tipo : Bella Swan e Edward Cullen se separam e Bella corre para os braços de Jacob, aquele amigo sempre disposto (porque está apaixonado pela atrapalhada) e nisso começa a quebrar promessas e se quebrar tambem. Logo de cara nos primeiros capitulos ela passa mal por causa do cheiro de seu sangue. O que ela estava fazendo? Leia . Não irá se arrepender !
Gabby, os livros estão na minha listinha pra ler nas próximas férias, se tudo der certo! Adaptar histórias assim para o cinema sempre significa deixar algumas coisas de fora, né? É muito complicado colocar tudo na tela e provavelmente muita coisa vai ficar pela metade ou mal desenvolvida. O roteirista tem mesmo que cortar algumas coisas, mudar outras, eu nunca assisto a um filme comparando com o livro original, é um outro meio. Depois me conta se gostou do segundo também!
abraço