Quaresmeiras

31 01 2009

As quaresmeiras de Belo Horizonte estão pouco ligando se o inicio oficial da quaresma este ano está marcado para o final de fevereiro. A Natureza segue seu próprio calendário e nos últimos dias as árvores, até mesmo as bem pequeninas, revestiram-se de tons de rosa e lilás, trazendo cor e delicadeza ao meu trajeto para o trabalho.

 

quaresmeira roxa

quaresmeirinha

 

E no inverno…
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8 respostas

31 01 2009
stélio

Moniquete,
no prédio em que moro havia uma vizinha que, tal como eu, observava aspectos menos urbanos, como as florações das árvores da cidade.
Sempre comentávamos as que mais se destacavam naquele ano e dizíamos: “Este é o Ano do Ipê”; “Este é o Ano do Flamboyant”; “Este é o Ano da Sibipiruna”…
Parecia um calendário chinês, porém sem animais, arbóreo.
Comentarei baixinho no seu ouvido: “Este é o Ano da Quaresmeira”.
Chic, né?
Beijim,
Stélio

31 01 2009
Monica

Definitivamente quaresmeiras vieram com tudo, Stélio, mas o ano ainda está começando, vai dar tempo dos ipês e sibipirunas tomarem providências, e nós é que vamos sair no lucro, né? Os flamboyants andam menos entusiasmados ultimamente, a rua onde eu morava na Pampulha tinha ‘flamboyants seculares’ que deixavam o calçamento coberto de vermelho, laranja e amarelo, era lindo. Não vejo isso há tempos. Aqueles da Olegário Maciel também andam tímidos. Ah, mas tem também as paineiras, como aquela perto da igreja de Santo Agostinho, lembra? E as bouganvilles, as azaléias… Na casa da sogra do meu irmão, quando é o ‘ano da azaléia’, o pessoal pára na porta pra tirar foto e tocar campaninha pra pedir uma muda. É lindo demais.
Bisous

ps- e elas não param. Hoje essa quaresmeira rosa (segunda foto de baixo pra cima) estava mais florida ainda…

31 01 2009
stélio

Uai, Mônica,
se você achou meu diagnóstico prematuro, dou uma sujestão pro blog mais descolado de Belzonte: você vai fotografando, ao londo do 2009, as florações mais bonitas daqui e faz um concurso no fim do ano para eleição da florada arbórea do ano.
Que tal?
Stélio

1 02 2009
Monica

Topado, Stélio! Aguarde… :-)

2 02 2009
Paulo

Lindas, lindas! Extremamente fotogênicas, by the way…

2 02 2009
Monica

aí pros seus lados, então, as ruas devem estar ainda mais lindonas, né?

3 02 2009
Paulo Guimarães

Mônica,

Você me fez lembrar – por mais incrível que isso possa parecer – da minha querida sogra, que partiu há muito tempo atrás.
Ela vinha sempre a São Paulo, junto com minha cunhada, para passar as férias conosco. Afinal de contas eu era seu genro mais querido. E o menos querido também: era o único.
Numa dessas viagens, na véspera da partida, ela saiu passeando pelo bairro, escolheu a árvore mais bonita que encontrou, colheu cuidadosamente uma muda e a levou para Belo Horizonte.
Como ela tinha mãos de fada para essas coisas, aquela muda, que foi plantada em frente à sua casa, se transformou numa árvore maravilhosa, de flores e perfumes inesquecíveis. Muitos dos que passavam por lá, encantados, pediam a ela para levar uma muda. E aquela árvore se multiplicou por Carlos Prates!…
Um dia um carro desgovernado bateu violentamente na árvore, que não resistiu e morreu. Pouquíssimo tempo depois minha sogra também se foi.
Mas Dona Juracy continua bem viva em vários pontos de Carlos Prates, em forma de perfumes e de beleza!…

Um abraço,
Paulo

3 02 2009
Monica

Que história bacana, Paulo! Lá em casa a gente também tinha montes de árvores, inclusive um pau-brasil, uma sibipiruna e-nor-me, quaresmeiras, flamboyants e uma acácia, que dava flores amarelas lindas! E duas cerejeiras vindas diretamente de Okinawa, mas infelizmente não duraram muito, acho que não conseguiram se aclimatar muito bem. Na calçada ainda tinha um pau-ferro e, se não me engano, uma amendoeira. Sem contar os pés de frutas no quintal: lima, goiaba, jabuticaba (essa ainda não deu), lichia, uma mangueira gigantesca, uma bananeira e um pé-de-maracujá que nasceu por conta própria, porque ninguém plantou! Morando hoje mais no centro e em apartamento, sinto falta dessa overdose de verde!

Abraço procê!

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