Pois é, o tal brainstorm. Geralmente acontece quando eu já estou pronta pra dormir, bem quentinha e quietinha debaixo de um sanduíche triplo do tipo super-hiper-mega-blaster de manta + cobertor + edredon, mãos guardadas nos bolsos do pijama, pés enfiados nas meias de lã, nem morta que eu vou me levantar da cama… Não dá pra virar pro lado e fazer aquela vozinha ‘môôô, busca meu caderninho de anotações e uma caneta, pfavô…’, não tem como fazer soar a sineta e chamar alguém da criadagem lá na ala oeste do chatô e pedir ‘meu caderninho de anotações e uma caneta esferográfica, por favor. Ah, sim, e uma xícara de chá de camomila.’ Não existe delivery de caderninho de anotações + caneta e, mesmo que tivesse, eu teria que sair do meu casulo pra desligar o alarme e abrir a porta…
Então fico torcendo pra eu me lembrar das coisas no dia seguinte, as grandes ideias que eu acabei de ter agorinha mesmo, as soluções perfeitas para probleminhas e problemões que tinham passado o dia todo me cutucando, posts inteiros vindo à mente, ítens importantíssimos na minha lista de pendências para a manhã seguinte, tudo isso vem numa enxurrada de pensamentos que dura aproximadamente cinco minutos, que é o tempo máximo que eu levo pra desligar, apagar, arriar com os qutro pneus e o sobressalente. Sim, a palavrinha insônia não faz parte do meu repertório lexical.
E aí, no dia seguinte, o que acontece? Eu não me lembro de mais nada, pelo menos não com aquela força, objetividade e nitidez da noite anterior. Algumas ideias ainda ficam por ali, antes de fazerem puf! e desaparecerem de vez. Às vezes dá tempo de laçar algumas, anotar as pendências, escrever umas palavras-chave pra eu lembrar mais tarde. Depois vem a doidolândia do resto do dia e todas aquelas imagens, sons, palavras e ideias simplesmente vão ficando mais fraquinhas, até desaparecerem quase que por completo. Até chegar a hora de dormir, aqueles últimos cinco minutinhos de overdose sináptica, antes que eu me desligue e apague de vez.
Mônica, você deve saber que as melhores ideias que infiltram nossas cabeças chegam como uma avalache (ou “toró”, como você disse), mas infelizmente se evaporam num piscar de olhos (prestes a pegar no sono), quando não temos como anotá-las. Assim, já perdi as contas de quantas ideias para atividades de sala de aula, textos inteirinhos que, num determinado momento, estavam firmes e fortes na minha mente e puf!… sumiram. Ah esse bloco de notas!!! Bjos de montão. Cláudio.
Pois é, Claudio, estou precisando de um blocão! Na hora a gente pensa que vai lembrar tudinho no dia seguinte, aí… babau!
Moniquinha!!!!!
Não use blocos de notas, deixe um gravadorzinho na cabeceira da cama. Pq pelo amordideussssssss escrever antes de dormir é o maior despertador da paroquia. Use um gravador, é mais fácil e mais tranquis.
Bjs
Valery
Valery!!!!! (adorei a overdose de ‘pontos espantativos’!)
Sei não, mas bloquinho de notas não faz nem cócegas pra me despertar. Procê ter uma ideia, sábado passado eu acordei cedinho no pulo, porque tinha me esquecido de colocar o lixo pra fora. Vesti uma roupa, passei um pente no cabelo (vai que eu encontro algum vizinho no caminho, né?), levei o lixo láááá na rua, voltei pro quarto, coloquei meu pijaminha de novo e tchibum debaixo das cobertas, que aqui nas montanhas tá fazendo um frio de rachar… Mas até que a ideia do gravador é boa, hein?
bjk
Também gostei da ideia do gravadorzinho. Não custa tentar.
Eu usava gravador nos meus tempos de adolescente. Tenho umas 30 “fitas-cassete” dentro de uma caixinha láááá no fundo da estante do quarto. Antes de dormir eu levava o tal gravador, deixava ele na cabeceira e ali ia contando as minhas divagações. O problema é minha voz, parecia uma gasguita. Então, deixei de gravar.
Hahahahaha!
Rê, eu acho é que no meu caso, com a soneira braba que me acomete quando vou pra cama, provavelmente eu não iria fazer o menor sentido na hora de gravar…