Não tem aquela história de que o que te engorda não é o que você come entre o Natal e o Ano Novo, mas sim o que consome entre o Ano Novo e o Natal? A indústria da boa forma sabe que você sabe disso muito bem, mas provavelmente não vai fazer muita coisa para mudar velhos hábitos. Daí que entra novembro e sai todo mundo correndo em desabalada carreira pras academias e nutricionistas, procurando aquela super mega fórmula milagrosa que faça desaparecer instantaneamente o Michelin de tecido adiposo que está aí, acumulando na sua ex-cinturinha de pilão há meses, quiçá anos. As academias, as revistas especializadas e os fabricantes de shakes com gosto de serragem esfregam as mãos e enxergam cifrões, muitos cifrões.
A matemática para perder peso é tão simples que até assusta: ela é o contrário do sucesso financeiro. Para a conta bancária ficar em dia, você precisa ganhar mais do que gasta, certo? Para emagrecer, é gastar mais do que ganha. Mas isso não tem glamour nenhum quando vem acompanhado de torrada com ricota, folhas de alface, natação e abdominais. So last season. O que você precisa é de um shake exclusivo + cápsulas de vitamina de alguma fruta do alto Xingu, aliados a alguma nova modalidade de exercícios físicos que incluam as palavras power e fitness.
Como essa geringonça aí do lado, chamada Kangoo Jump. Você fica pulando como se fosse um canguru atrás do trio elétrico da Ivete Sangalo e ainda queima umas 600 calorias/hora. Eles deviam incluir o boxe nessa equação (os cangurus são famosos por suas brigas, lembra?) e oferecer algo como o Ultra Kangoo Jump Power Boxing.
Perto dele, o Extreme Circuit (sempre combine palavras como extreme e training e o nome da atividade em questão – em inglês, naturalmente, porque running é muito mais cool do que corrida) parece coisa de amador: cordas, bolas, exercícios abdominais e para a postura, maior jeitão de aula de Educação Física do colégio. Não é à toa que só queima 100 míseras calorias. Mas o nome impressiona.
E imagina, agora dá até pra fazer caiaque na piscina! Aliás, é Kayak Training. Deve ser tão emocionante quanto assistir à transmissão de uma melhor-de-três de par-ou-ímpar, mas também, né? tem gosto pra tudo. Qual é a graça de ficar remando de lá pra cá com a água paradinha no mesmo lugar? Eu só entendi o apelo das águas de verdade quando resolvi (resolvi, nada, eu não sabia no que estava me metendo, quando ‘dei por si’, já estava indo rio abaixo) descer umas corredeiras caprichadas. Devo ter perdido umas 500 calorias só com o susto.
Mas enfim, tem de tudo pra todo mundo, e aqui tem mais algumas ideias. Eu até animo o dia em que criarem o Power Yoga ou o Extreme Pilates. Super radical.
Mônica, minha linda, podem inventar o que for de parafernália com os nomes mais esquisitos desse mundo, não importa qual a língua, mas meus pneus são da Goodyear (duram o ano inteiro, quiça anos e mais anos) kkkkkkkkkk.
Bjos de montão.
Cláudio,
o dia que inventarem um Power Circuit de rede + água de côco, eu até me animo a aderir diconforça!!!
bjk
Concordo com o claudio… meus pneus Pirelli de última geração vão continuar para todo o sempre… HAHAHAHAAHAH!
É só a gente tomar cuidadinho pra não virar de trator, né?
Saudações! Sou praticante de “heavy chess”. Não funciona para queimar calorias mas mantêm a boca fechada por um bom tempo.
Pergunto: quem comprar dois “Ultra Kangoo Jump Power Boxing” ganha “a free bag of small frogs” como iscas para pescar?
Heavy chess deve ser ótimo pra queimar neurônios, né?