O moço vinha andando distraidamente pela calçada, o guarda-chuva aberto, sem a menor pressa. De repente, parou. Parou e olhou para mim dentro do carro, parada em fila dupla com a luz de ré e a seta pra direita indicando que eu iria estacionar naquela vaga. A cara dele era de ‘isso eu quero ver, a dona maria não vai conseguir enfiar o carro dela nessa vaga nem por decreto’. Eu olhei pra ele, ele olhou pra mim, calculou mentalmente o espaço e deve ter concluído que aquela era uma batalha perdida. Foi pra debaixo da marquise, fechou o guarda-chuva e ficou assistindo de camarote.
A vaga era pequenininha mesmo, mas tinha que ser suficiente. Eu já estava em cima da hora pra aula e a avenida, que até no ano passado era uma sucessão de lotes vagos, de uma hora pra outra virou um enorme canteiro de obras e agora os caminhões de concreto e as caçambas ocupavam boa parte do espaço pra estacionar. E aquela vaga era bem na frente do prédio, sei lá onde eu acharia outra?
Eu já estava pronta pra começar a manobra quando lá na frente um carro bem maior saiu de outra vaga. Pensei em mudar os meus planos e evitar a trabalheira de fazer um carro tamanho 40 ‘calçar’ uma vaga 38, mas agora o porteiro do prédio também me olhava assim, meio de rabo-de-olho, duvidando das minhas habilidades. Ah não, pois agora aquilo era uma questão de honra, eu tinha que estacionar naquele espaço!
Respirei fundo, um-dois-vamos-e-já e… voilà. De primeira! Manobrar nunca foi um grande problema pra mim, mas aquela tinha sido minha obra de arte, coisa pra dar replay em câmera lenta pra ninguém perder os detalhes da operação. Peguei minha bolsa, saí do carro com a tranquilidade de quem estaciona em microvagas todos os dias e passei pelo moço, que já abria o guarda-chuva para continuar seu caminho. Nem olhei pro lado dele, mas lá no fundo do ‘meu eu’ tinha uma vozinha dizendo ‘Nãnã nãnã nããã nããã…’. Dei bom dia pro porteiro e segui em direção ao elevador. E comecei a rir sozinha. Vou te contar, às vezes a gente tem um inexplicável ataque de bobeira…
HAHAHAHAHAHA!!!
Ótimo! Parabéns!
E não pensa que és só tu que fazes essas bobeiras, tem muito marmanjo por aí que faz dessas. (Nem sob tortura eu conto que já fiz o mesmo.)
hahaha,
do tipo ‘não vou nem citar nomes’, né???
Abafa o caso.
Não rolou baixar a calça e rebolar na hora do “na-na-nããã-na”, né?
(Aqueles sirizinhos da propaganda de cerveja, lembras?)
kkk… não, a bobeira não deu pra tanto!
Hahaha
Dá uma satisfação, né?
Bjs
Ôôô… nem te conto, kkk…!!!
bjk
HAHAHAHAH adorei!!!! Orgulho de si mesma é ótimooooo!
Yesssss!!!
Ah Mônica, podem até achar que foi bobeira…Mas olha, eu “lavei a alma” com o seu feito, a-do-rei!!rs Adoro qdo acontecem estas lições, mostrando que de “D. Maria” nós não temos nada!!rs
E faço coro: “Nãnã nãnã nããã nããã…”
Hahaha, acho que quem achou mais bobeira fui eu mesma, Carmen!
Mas eu fiquei feliz com minha proeza, a vaga era destamaninho.
Eu até nem ligo pra essa história de ‘dona maria’, porque geralmente quem parte pra essa é gente muito sem-noção, né? De qualquer maneira, me diverti horrores com a cara dos dois!
bjk.
Parabéns, Mônica, minha linda. Já vi muitas “Manobristas Radicais” desistirem de primeira. É isso aí, valeu mesmo.
Bjão no fundo coração.
Ainda bem que eu acertei de primeira, né?
bjk