É proibido morrer

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Cansada de ser mal compreendida pelo homem, a Morte decide suspender suas atividades. Ninguém mais morre e ponto final. O que a princípio é motivo de alegria e alívio para muitos, no final das contas se mostra como um grande abacaxi. Ninguém mais morre, e agora? Idosos e doentes agonizam em seus leitos sem poder ‘bater as botas’, companhias de seguro começam a ter problemas – como vender seguro de vida se ninguém mais vai passar desta para melhor?

Esse é o tema do livro ‘Intermitências da Morte’, de José Saramago, e foi dele que eu me lembrei ao ler outro dia uma notícia no mínimo curiosa: o prefeito do vilarejo de Sarpourenx (pop. 260), no sudoeste da França, proibiu a morte de qualquer morador que ainda não possua seu próprio jazigo no cemitério local, que já está lotado. Infartos, câncer, derrames, acidentes de qualquer natureza, cirurgias com eventuais complicações, assassinatos, está tudo terminantemente proibido. Quem não obedecer ao novo decreto e inadvertidamente abotoar o paletó, será severamente punido.

Já tinha visto maluquices dessa natureza vindas do papa Bento 16, que vira e mexe resolve da sua cabeça que o limbo não existe mais, ou que isto ou aquilo é pecado de agora em diante. Mas é a primeira vez que vejo alguém, literalmente, desafiar a Morte.

Sei não, vai que ela resolve colaborar com o prefeito…

  • Para ler a notícia, clique aqui.
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