Para todo o resto existe Mastercard

Quem me conhece sabe bem da minha quase compulsão por viagens. Vai dando a hora das férias, o pessoal começa a falar em botar o pé na estrada, eu já vou logo abrindo o atlas, separando o passaporte, checando a previsão do tempo, comprando guia de viagem. Infelizmente meu bolso ainda não consegue acompanhar com muita destreza a minha mala e eu acabo tendo que pisar no freio de vez em quando. Aliás, ‘de vez em frequentemente’…

Mas o bom mesmo de viajar, além da oportunidade de conhecer gente diferente, novas culturas, ficar perdido no meio da rua com o mapa aberto na calçada, tentando entender pra que lado fica o hotel, é que vira e mexe a gente se depara com situações que fazem valer o preço da passagem. Aqui estão 20 das muitas coisas de que não me esqueço:

– ficar sentada na mureta vendo o pôr-do-sol em Santorini às 9 e meia da noite, tomando uma taça de vinho tinto e saboreando um petisco grego cujo nome não me lembro mais, mas era delicioso.

– sair da estação de metrô pela primeira vez na vida e dar de cara com a Torre Eiffel toda iluminada, bem do meu lado.

– caminhar de madrugada pelas ruas desertas e geladas de Ouro Preto, aquela neblina tornando a luz dos lampiões mais difusa. Se não fosse por um ou outro carro estacionado na rua, eu podia jurar que estava no século 18. Depois fazer o mesmo em Carcassone, só que aí eu estava voltando ao século 13…

– assistir ao ‘Messias’ de Haendel na Catedral de St. Paul. Horas em pé na fila com aquela chuvinha fina (afinal, estava em Londres!) viraram poeira quando soaram os primeiros acordes.

– ver as Cataratas do Iguaçu em toda a sua força e beleza.

– ouvir o silêncio total nos Andes, na fronteira Chile-Argentina. O frio era tanto que todo mundo preferiu ficar dentro da casinha da imigração. Quase congelei do lado de fora, mas valeu a pena…

– andar pela praia deserta de Carneiros, em Pernambuco. Por mim, praia podia ser sempre assim.

– dançar contradança na festa de casamento da minha irmã americana. Nunca me diverti tanto! Acho que os dançarinos mais experientes ficaram aliviados quando o salto agulha falou mais alto e eu tive que parar, mas pelo menos dei minha indiscutível contribuição para a bagunça generalizada.  Quando tudo funciona direitinho, como neste vídeo de um grupo na Pensilvânia, é mais bacana ainda!

– jantar com a minha mãe num restaurante bacanão na Piazza San Marco, em Veneza, com orquestras se revezando no palco, pra comemorar o aniversário dela.

descer o rio Deschutes (Oregon) fazendo rafting (a viseira verde sou eu). Tinham me dito que íamos descer de caiaque – e eu, ingenuamente, acreditei. Mas as corredeiras do rio são fantásticas. A ignorância é realmente uma benção, não sei se tenho coragem de fazer isso de novo.

– sair do túnel Rebouças e cair na Lagoa Rodrigo de Freitas com o sol se pondo. É o Rio de Janeiro como devia ser sempre.

– ver os pingüins na ilha de Chiloé, na Patagônia chilena. Deu a maior vontade de trazer um pra colocar em cima da geladeira aqui de casa!

– admirar a beleza gigantesca das redwoods no norte da Califórnia.

– ouvir um grupo no Chile cantando uma música inspirada em um poema de Neruda, um dos eventos musicais que mais me marcaram na vida.

– ficar boquiaberta diante da beleza indescritível da Vitória da Samotrácia.

– dançar um tango em Buenos Aires, no melhor estilo Al Pacino/Gabrielle Anwar em ‘Perfume de Mulher’. Só que o tango era o ‘El Choclo’.

– conversar durante horas e aproveitar os incríveis picnics com minha ‘família’ americana.

– assistir à Missa de Natal na Catedral de Notre Dame, em Paris.

– andar morro abaixo e morro acima em San Francisco. Quando o vento (e que vento!) soprava contra, era um sufoco.

– dar de cara com o Phil Collins numa loja em Londres. E achar que eu conhecia aquele sujeito de algum lugar, mas não me lembrava de onde… 🙂

Pra todo o resto, existe Mastercard. Pra essas lembranças, não existe preço.

Algumas das minhas fotos de viagem estão aqui. E quais são as suas lembranças?

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