Louca por sorvete

Sou eu. Consigo ser uma mulher não-viciada em chocolate, não tenho 438 pares de sapatos guardados no meu closet, não assisto novela e tenho pavor de Big Brother. Mas a coisa complica se eu tiver que passar do lado do carrinho da Kibon, na porta da sorveteria São Domingos ou pelos quiosques da Häagen Dazs. Confesso pra você: é impossível resistir. Pode estar nevando baldes do lado de fora, posso estar com 40 graus de febre e a garganta estourando, posso ter acabado de comer uma fatia maravilhosa de cheesecake na Fany e estourado em muito a cota de calorias e juízo da semana. Pode ser numa sobremesa daquelas que, de tão lindas de se ver, a gente fica com a maior dó de comer, ou só uma mistura de casquinha com gosto de papelão e sorvete de creme.

O Gary me entende perfeitamente. Assim como eu, ele é capaz de usar seu GPS interno para identificar, em questão de instantes, onde estão todas as sorveterias de uma cidade, mesmo que nunca tenha estado naquele lugar antes. Numa fração de segundos, já fez uma análise detalhada de todos os sabores disponíveis no local e quais combinações, mesmo que aparentemente estapafúrdias, parecem mais promissoras e dignas de uma investigação mais detalhada. São habilidades que levamos anos para aperfeiçoar, uma tarefa árdua que requer prática, disciplina e um certo senso de aventura.

Até o insosso McDonald’s, do qual geralmente passo longe léguas, porque não faço a menor questão de comer sanduíche com gosto de isopor com ketchup, conseguiu me fazer entrar na fila outro dia para experimentar o McFlurry Suflair. Gente, meio trash, mas bom demais da conta…

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6 respostas em “Louca por sorvete

  1. Então, Mônica, quando for ao Rio, tente localizar entre Ipanema e o Leblon o vendedor do Dragão. Isso mesmo, o vendedor, no singular, porque só tem um na praia que vende o Dragão. E o nome do picolé é esse mesmo… Simplesmente, o melhor picolé da área. Experimente o de côco, é o campeão. Mas o de manga não fica devendo nada. E tem muitos outros sabores deliciosos. Além de ser disparado o melhor, o Dragão custa a metade do preço do Itália, que já é mais barato do que o Kibon nas areias cariocas.

    • Nossinhora, olhao perigo aí! 🙂
      Com certeza vou procurar o tal Dragão, adoro esse marketing maluco de nomes (perto da casa de um tio tem a sorveteria Almeida, nunca achei que o nome ajudasse nas vendas, até um dia experimentar e achar ótimo!). Tem um bocado de tempo que não vou ao Rio, mas em breve vou ter um congresso por lá, e sairei à caça do Dragão!!! Thanks pela dica! bjk

  2. eu sou louca, tarada, rendida e vendida por um sorvete. Tradição de família, a começar pelo meu pai. Qdo minha sobrinha provou seu primeiro sorvete, aos dois anos, arregalou os olhos de contentamento. Estava provado: uma legítima dutra! rs uma prima sumida foi almoçar com a gente no natal. qdo viu que era sorvete, chegou a gemer na frente daqueles potes de haagen dazs, outra dutra de verdade! rs

    • Hahaha, entendo perfeitamente! Mas acho que sou a única na família com essa ‘coisa’ por sorvete (e nem precisa ser Haagen Dazs…). Vai no frio, no calor, com dor de garganta, de qualquer jeito! É irresistível!!! 🙂

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