Klaatu Barada Nikto – repeat!

gort

“Klaatu Barada Nikto”. Taí uma frase que a gente não aprende nos cursos de idiomas, provavelmente porque ninguém por aqui parece estar muito entusiasmado com a idéia de aprender línguas alienígenas. Tudo bem que, se Hollywood estiver mesmo certa, todo ET é fluente em inglês, mas minha experiência me diz que não custa nada aprender umas frases prontas, pra qualquer eventualidade.

Porque, gente, essa é uma daquelas frases que podem decidir muitas coisas no âmbito interplanetário. Por exemplo, destruir ou não destruir a Terra? Na hora H, no último momento, faltando um segundo pro apito final, um beiço de pulga antes de mandarem tudo pelos ares, você diz “Klaatu Barada Nikto”. O que significa eu não sei, e nesses quase 58 anos ninguém também foi capaz de deicfrar, embora existam verdadeiros tratados, artigos científicos exaustivos e mesas-redondas com discussões acaloradas  sobre o assunto. Mas funcionou que foi uma beleza em 1951, quando a Terra parou pela primeira vez e certamente vai funcionar agora. Pelo menos, eu espero.

Não sei quando vi o ‘O Dia Em Que a Terra Parou’ original. Sei que não foi no cinema, e só muito tempo depois é que eu percebi que o filme é que era em preto-e-branco, não a televisão da minha casa. Mas eu me lembro que morri de medo do Gort. Na hora em que ele saiu da nave, abriu a janelinha do capacete e começou a atirar seu laser contra o exército de prontidão, eu pensei que ali estava um sujeito que era melhor o pessoal levar a sério. Só não viramos poeira cósmica porque a mocinha falou a famosa frase a tempo. Mas eles saíram daqui com um alerta: comportem-se, façam as pazes, parem com essas brigas tolas, senão a gente volta.

Tremei, portanto. Eles voltaram e hoje estarão no cinema mais perto de você. E com um puxão de orelhas a mais: além de não termos nos comportado, parece que eles ficaram meio putos com o estrago que estamos fazendo no meio ambiente. Deve estar causando um desequilíbrio cósmico, sei lá. O que me faz pensar que o Al Gore pode ser um deles – até o nome é meio parecido.

Mandaram um Klaatu vestido de Keanu Reeves. Muito espertos. Aquela cara insossa e aquela vozinha totalmente sem inflexão podem muito bem nos enganar. Se ele viesse com a pinta do Clint Eastwood e a voz do James Earl Jones, aí a gente ‘tavafu’, como diria o Luis Inácio. Mas não se deixem enganar, atrás (êpa!) do bonitinho tem o Gort. Agora  em technicolor, dolby estéreo e efeitos especiais digitais – muito mais pânico por fotograma quadrado.

Os críticos detonaram essa versão e eu não me entusiasmo por filme nenhum que tenha o Keanu Orrívis como protagonista. Mas tem o Gort, né… Eu não sei quanto a você, mas eu já memorizei a tal frase. Sei lá, só pra me garantir.

 

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14 respostas em “Klaatu Barada Nikto – repeat!

  1. Eu assisti o original na época da tv à carvão e fiquei com medo do Gort. Eu tinha pesadelos com ele derretendo todo mundo. Sinistro.

    Mas duvido que Gort 2.0 meta medo em alguém, ao menos se não fizerem algo bem freak. Patético.

  2. Eu também acho que o Gort 2.0 não vai fazer nem BUU. Às vezes o que não é mostrado mete muito mais medo do que o que está escancarado e freak demais… Eu quero rever o original, assisti às cenas da chegada da nave no parque, os (d)efeitos especiais eram de última geração, né? Achei o máximo…

  3. Que nada, Gilson, tenho um monte de filmes bacanas pra assistir agora, mas eu quero ver essa nova versão também… Nem que seja pra falar mal depois! Vai ser divertido ver como eles fizeram a ‘releitura’ (blargh!) do original, que obviamente virou cult…

    Mas se esses caras não vieram de Tonga, Mironga ou Kabuletê, deve ter sido dali de perto!

  4. Eu não vi o filme original, mas gostei deste, principalmente dos efeitos. Também achei o Keanu Reeves bom como o extra terrestre, mas talvez o impacto dessa versão não seja o mesmo do original. Como ficção é um bom filme, mas essas refilmagens de clássicos realmente são difíceis de fazer!

  5. Concordo, Raul, o Keanu está perfeito – mas não porque atua bem como ET, mas porque aquela é a cara dele mesmo, rsrs… Eu acho ele um daqueles atores super consistentes: é sempre ruim!!! 😛

    Esta é mesmo uma versão para a América de Obama, né? Preocupação com o meio ambiente, crítica ao uso da força no lugar da diplomacia, crítica à intolerância e ao que é diferente… Você reparou quantas vezes – e de quantas maneiras diferentes – eles falam que ‘a gente pode mudar’? Essa foi a tônica da campanha do Obama, né, um novo país, novos tempos, todos trabalhando juntos, e não uns contra os outros. Bacana na teoria, vamos ver como vai funcionar na prática…

    Quantos aos efeitos, realmente tiro o chapéu. Se eu já morri de medo do Gort original com aquela roupitcha prateada, o desta versão foi de dar pesadelo! O problema é que a gente já se acostumou tanto com CGI, que depois de uma certa hora vira lugar-comum (acho que esse hífen ainda está aí…).

    Refilmar clássicos é mesmo dar a cara a tapa. O dia em que algum maluco tiver a audácia de fazer uma nova versão pro 2001, então, vai ser uma loucura. Confissão a fazer: não achei a menor graça no original, então eu teria boas chances de apreciar uma ‘releitura’ (ô palavrinha chata essa…)

    Abraços!

    • Credo! 🙂 Acho que um filme desses não me pega não…
      Acho que ainda prefiro a frase na versão original de O Dia em que a Terra Parou, que é de 1951. De lá pra cá, imagino que muita gente tenha ‘se apropriado’ dela, né?

  6. O mais interessante deste filme é que na época eles não tiveram a coragem de colocar o final original do livro (onde o robô afirma que ele é o mestre e não Klaatu)….

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