O amigo do Rosa

Ah, não; amigo, para mim, é diferente. Não é um ajuste de um dar serviço ao outro, e receber, e saírem por este mundo, barganhando ajudas, ainda que sendo com o fazer a injustiça dos demais. Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou – amigo – é que a gente seja, mas sem precisar de saber o por quê é que é.”

                                       Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas

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7 respostas em “O amigo do Rosa

  1. Grande Guimarães!…
    Na minha humilde visão, da qual me orgulho muito, tudo o que está escrito ou está nas entrelinhas daquele livro está absolutamente certo. Aliás, com todo respeito, seu título poderia até mesmo ser “Grande Certão: Veredas”…
    Sorry,
    Paulo

    • Pois é, Paulo. Eu abro o meu livro (que já está um caco!) em qualquer página que seja e sempre encontro uma fala do Riobaldo que traduz absolutamente tudo em meia dúzia de palavras… ‘Certão’ mesmo!!!

      Estive outro dia mesmo visitando a casa de Guimarães Rosa em Cordisburgo, tão lindinha…
      Abraços,

  2. Ah, a casinha do Guimarães Rosa.
    Me dá uma saudade da Lagoa da Prata, destamaninho e das minhas tias…
    Ou da Formiga mesmo, uai, que lá tinha casinhas daquele naipe e de montão.
    Ah, a casinha do Rosa…
    Beijo,

    Stélio

    PS: hoje todas elas teem cercas altas e – pasmem – interfone!

    • É bonitinha por demais, né? Imagina, se Cordisburgo ainda é aquele espirro hoje, imagina como era quando ele era criança!

      Minha (primeira) infância foi em apartamento, depois descontei numa casa enoooooorme. Mas mesmo nos anos de apê, a rua era super tranquila e a gente podia brincar na rua e dar sumiço o dia todo, sem que mãe e pai se descabelassem. Bons tempos…

      bisous

  3. Mônica, ando tão velho que me lembro até de fazer “represas” com a água das enxurradas, na rua de terra batida que morei, certo tempo, na infância.

    Ah, e aproveitava a chuva pra jogar finco e bolinha de gude.

    Agora mesmo o Paulo Guimarães aparece por aí e debocha de mim. Mas ele também cometia estes pecadilhos, só que com muita elegância e propriedade, com calção limpinho e até com vinco. Era meu ídolo.

    Abração, nostálgico como um tango de Gardel…

    Stélio

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