Bach e Ímã

Difícil te explicar o que eu gosto mais nessa coreografia do Grupo Corpo. Tem a peça em si – com o nome perfeito de ‘Ciranda’ – um milkshake musical montado pelo Marco Antônio Guimarães, usando trechos da obra de Bach (do Prelúdio da Suíte no.1 para violoncelo e da Cantata 140). Tem a voz limpíssima da soprano Conceição Nicolau. Tem a sequência de pas-de-deux, com os bailarinos dançando o tempo todo de mãos dadas alternando movimentos ‘limpos’ e ‘sujos’, como se estivessem mesmo brincando de roda. E tem a simplicidade dos figurinos, a iluminação em azul intenso e o cenário sóbrio (tubos metálicos pendurados no teto, lembrando um órgão de igreja), que se complementam sem desviar o foco do que é realmente importante ali no palco.

Mas acho que o que eu mais gosto mesmo é que ‘Bach’ foi a coreografia escolhida para abrir o novo espetáculo do Corpo, Ímã, cuja temporada começa amanhã em São Paulo. ‘Em casa’ (leia-se Belo Horizonte), eles dançam no começo de setembro. E aí, você tá esperando o quê pra comprar seu ingresso?

 

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8 respostas em “Bach e Ímã

  1. Mônica,
    o que mais me “irrita” no Corpo é que eles tornam facílimo, facim messsss, tudo que pra nós humanos é missão impossível.

    A fluência da dança deles é terrívelmente simples. Parece até que já nasceram assim.

    Ainda mais para mim que mal consigo dançar, na base do dois pra lá, dois pra cá, um “bolerão sintido”, daqueles que o Otim das Moças vive a anunciar no EASC…

    A nice day to you, fessora…

    Stélio

    • Stélio,
      o Fernando Bujones dizia que a diferença entre ele e um atleta é que o atleta podia fazer cara feia e cara de dor, enquanto ele tinha que fazer o mesmo esforço aparentando ser a coisa mais fácil do mundo.

      As coreografias mais ‘pesadas’ do Corpo – Onqotô e Breu, por exemplo – são uma paulada, tem que ter um condicionamento absurdo…
      bjk

    • Rê,
      eu também estou querendo voltar, depois de muuuuitos e muuuuitos anos. É que agora a gente encontra mais facilmente cursos para adultos que não vão mais virar bailarinos, mas ainda querem dançar. Além da boa forma, é uma terapia e tanto, né?
      bjk

    • Lindo demais, né? O Marco Antônio Guimarães é super fera nessas trilhas. A abertura do balé é uma peça que você ouve e fica pensando ‘nossa, conheço isso de algum lugar, mas não me lembro de onde, parece Bach, mas nunca ouvi assim’. Quando vai ver, é ‘Jesus, Alegria dos Homens’ – tocado da última nota para a primeira. E Bach era tão genial que ficou lindo do mesmo jeito!
      bjk

  2. Ai é ótimo… só de escutar aquelas musicas e se sentir um cisne (meio enferrujado, é claro) dá uma sensação boa… na outra aula, ao lado da minha turma, tem uma senhora de 70 anos… e tu precisa ver a abertura de pernas que a mulher tem… quando eu “crescer” quero ser que nem ela, em termos de elaticidade, hehehe! E coluna retinha…

    Bjo

    • Pois eu já separei o óleo de máquina pra colocar nas minhas dobradiças, porque a flexibilidade aqui foi pro beleléu (e sabe-se lá onde é que fica o beleléu, né?). Enfim, eu sou brasileira e não desisto nunca, então boralá colocar as sapatilhas e empinar o pescoço!!! 2010 me aguarde…
      bjk

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