Jiboiando

 

Literalmente. Esta simpática jiboia estava, aparentemente, fazendo a siesta bem no meio da estrada de terra para Lapinha da Serra e ocupava o caminho quase todo. Não se incomodou nem um pouquinho com o jipe manobrando com cuidado pra não passar por cima dela, nem com os inevitáveis cliques das câmeras. Ali estava, ali ficou. Deve ter pensado: “turistas de cidade grande… humpf!”

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17 respostas em “Jiboiando

    • Eu só não saí correndo porque estava dentro do carro, Rê! Mas ela era bem bonita, a gente quase esquece que é uma cobra. Quer dizer, isso até ela levantar a cabecinha e mostrar a língua pra galera!!! 🙂

  1. Ah, pára… nem precisava ser ao estilo Luz del Fuego, deixa isso pra quando vier me visitar na praia naturista… 🙂

    Eu teria mandado o carro parar, pulado do carro, dito pra todo mundo fotografar e dado um abraço no bichinho.

    Com todo o cuidado, é claro, para o bichinho não dar um abraço em mim…

  2. O que me incomoda é não ter companheiros com o mesmo senso de oportunidade e aventura que eu tenho. Digamos que eu descesse do carro, me enrolasse na jibóia, o pessoal tirasse umas fotos e por azar eu desse uma mosqueada e a miserável conseguisse me abraçar de modo perigoso, imobilizando meus braços. O que aconteceria?

    Bingo: por mais que eu aproveitasse o último fôlego para dar as instruções adequadas, provavelmente eu morreria esmagado com um bando histérico gritando a meu redor e filmando a tragédia ao invés de alguém descer do carro, pegar a jibóia pela cabeça e me desenrolar tranqüilamente.

    Além disso, se eu pedisse socorro, o grupo entrasse em pânico por causa de uma mísera jiboiazinha e eu tivesse que sair sozinho de um sufoco potencialmente fatal devido à histeria alheia, quando eu me livrasse ia distribuir porrada em todo mundo.

    Pânico por frescura, histeria e imobilidade diante do perigo são coisas que me irritam profundamente.

    Eu já tive que entrar em um prédio em chamas para tirar alguém lá de dentro porque toda a família do sujeito estava histérica e em prantos na porta do prédio esperando os bombeiros, que só chegaram depois que o prédio desabou.

    Eu já tive que espancar um idiota que estava se afogando no mar para poder tirá-lo de dentro d’água, porque ele se agarrava em mim e me empurrava para baixo toda vez que eu me aproximava. Na quinta tentativa, depois de muito pedir que ele ficasse calmo, ele aparentemente concordar e repetir a mesma estupidez quando eu me aproximava, eu perdi a paciência e desci a porrada.

    Eu já tive que enfrentar um agressor a pontapés porque minha ex-namorada e minha ex-cunhada se penduraram cada uma em um braço meu, histéricas, gritando que não queriam que eu brigasse, imobilizando-me em frente a um marginal que avançava em minha direção.

    É, talvez fosse melhor só fotografar a jibóia de longe, mesmo.

    Humpf!

    • Arthur, diz aí, seu codinome é Clark Kent??? 😀
      Olha, eu filmaria sim. E mandava ver no YouTube!!!
      Até que eu não sou da turma da histeria não; quem morou ‘no mato’, como era a região da minha casa quando me mudei pra lá, não se perturba com essas coisas. Já encontrei cobra no meu quarto, já teve sapão na sala de visitas, aranhas enooooormes pela casa, enxame de abelhas, enfim, um verdadeiro zoológico a nossa volta. Por isso mesmo é que eu deixaria a bichinha na dela, fazendo a digestão. Cada um no seu quadrado, como diria aquela musiquinha tão filosófica… 🙂

  3. Mônica, é tudo uma questão de manter a calma na hora da necessidade.

    Uma vez eu tinha ido a um show punk a caráter, estava voltando para casa a pé no finzinho da madrugada e ao dobrar uma esquina eu me deparei com um desconhecido muitodrogado, armado e gritando com uma moradora do prédio vizinho: “tu não tem dinheiro, eu vou te matar, sua vagabunda”.

    Eu não tinha mais como evitar ser visto, então cheguei mais perto e disse pro cara: “não mata, não, vende pra mim, te dou vinte pila por ela” e entreguei duas notas de dez para o sujeito. O cara ficou pasmo com a proposta absurda e só disse “tá, pode levar”. Peguei a guria pela mão, disse “vem” e saí puxando ela para longe do sujeito, que não esboçou reação alguma e saiu correndo na direção oposta quando já estávamos uns cinqüenta metros adiante.

    A vaca nunca me pagou os vinte pila. Péssimo investimento. 😛

  4. Bom. Pra começar sou uma mineira lá da roça e como diz o Universo da banda do Grande Rio… Apenas nosso ‘s’ não tem o som de ‘x’. O resto é tudo muito maravilha. Com pés descalcos e horta com couve e cebolinha verde.
    Mas moro em São Paulo há bastante tempo.
    Hoje te descobri, mas como uma boa mineirinha que sou não consigo achar onde marcar que te seguirei até onde você for com estas suas imagens tão ecléticas – de jiboia em Lapinha da Serra a Veneza…
    E ainda diz que brasileiro tem em todo lugar! Meu marido que é paulista diz que mineiro é que tem em tudo quanto é canto.
    Já anotei Lapinha da Serra na lista de ‘minha lista dos desejos de viagem’.
    Por favor, onde marco que seguirei seu blog.
    Abraço.
    Leda

  5. Leda,
    Nosso ‘s’ é diferente mêssss, bomdimaisssdaconta!
    Ah, você pode me seguir pelo espaço virtual clicando no botãozinho na coluna da direita (o Clicaqui-ó) para assinar o blog. Fica logo debaixo do ‘search’. Bem vinda!

    Ah, de Lapinha a Veneza é um pulinho só, né? Todo lugar nesse mundo tem suas belezas, mas lá em Veneza acho que não tem couve e cebolinha verde não, infelizmente…

    Mineiro tem em todo lugar sim, e todo mundo é parente, né? Filho de minin, sobrinha de minin, vizinho do dotô fulano, que é primo de minin… E é todo mundo ‘de alguém’: Zezinho de Aurora, Jandira de ‘seo’ Antenor, e por aí vai! 🙂

    Grande abraço das montanhas!

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