Bate e volta

* Um dia as cortinas do teatro vão se abrir e você vai ver isto aqui. Incrível.
(garimpado pela @anamariacult via Twitter)

* Pergunta de um tio na Sexta Feira da Paixão: pra efeito de Semana Santa, linguiça pode ser considerada peixe?

* Acho que o pessoal não sabe brincar. O sem-noção do Vírgula publicou uma pegadinha de primeiro de abril, dizendo que o Pedro Bial tinha enfiado seu carro num muro e ido ao encontro do Criador. Parabéns, Vírgula, seu nome é mau gosto. Aí o site do Yahoo publica que encontraram a ilha de Lost. Era pra ser um primeiro de abril também mas, ó, a notícia era tão obviamente falsa, que teria sido melhor publicar uma entrevista exclusiva com o Coelhinho da Páscoa. Lá na Inglaterra os jornais sempre fazem piadinhas no dia, mas as notícias não são toscas e são bem redigidas. Nhé.

* Depois daquela cena com Al Pacino e Gabrielle Anwar em Perfume de Mulher, agora é a vez da Jessica Biel matar a mulherada de inveja ao dançar o tango com Colin Firth em Bons Costumes. Watch and learn, boys, watch and learn… 
(Baideuêi, o tango se chama Easy Virtue Tango, composição de Marius De Vries)

* Depois os jornalistas reclamam dessa história de fim do diploma pra exercer a profissão. Se é pra ter uma pauta dessas no feriado, vou te contar, viu, carece de quatro anos de faculdade não…

* Deu no NY Times: agora a moda na Big Apple é ter os cabelos brancos. Ficou entusiasmada? Pois eu não me iludo. Uma coisa é você ter 18 aninhos e deixar suas madeixas descoloridas porque é fashion. Outra, muito diferente, é já estar dobrando o Cabo da Boa Esperança e os cabelos brancos serem apenas mais um lembrete de que você já tem mais passado que futuro nesta vida. Só a Adélia Prado pode fazer uma coisa dessas. Porque a Adélia é a Adélia.

* E enquanto fica um punhado de gente tentando fazer análise sócio-psicanalítica da vitória do moço sem-noção no biguibróder, ele tá lá, felizinho da vida, pensando em como torrar seu milhão e meio. Pra mim, é mais ou menos como aquele episódio da Geisy; faz cara de paisagem e arruma coisa pra fazer, gente, que isso passa. Daqui a pouco tem Copa do Mundo e ninguém tá nem mais pensando nessa bobagem toda.

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10 respostas em “Bate e volta

  1. ha ha ha … adorei a notícia da ilha do Lost! Aqui a única notícia que apanhei era que o Paul McCartney ia tocar 2 músicas no intervalo do jogo BenficaxLiverpool…muito fraquinha.
    Bjs,
    Ana

    • Tá vendo, o pessoal ou é sem imaginação (essa do Paul McCartney parece tentativa de encher estádio vazio, hehehe) ou extrapola na imaginação. Acho que o negócio nem é tanto a notícia, mas como ela é redigida. Algumas são excelentes, a gente lê e só depois é que cai a ficha.
      bjk

  2. Tá certo, Mônica,
    O principal ali é o tango, e é maravilhoso. Al Pacino é Al Pacino e Gabrielle Anwar encontrou ali o seu papel. Mas acho mesmo toda a cena irresistivelmente encantadora! Começa com a escolha das cervejas, em que Pacino ressuscita (oba, boa palavra pro dia de Páscoa!) as cervejas míticas americanas Schlitz e Blatz (só faltou mesmo a Pabst blue ribbon, mas essa ficou por conta do Dennis Hopper em Blue Velvet). Depois, a história do perfume. “I smell a fragrance in the air… Ogilvie Sisters Soap!” E todo o diálogo sobre o tango (“There are no mistakes in tango. Not like life”.)… Tudo de uma requinta delicadeza.
    E, quanto ao(s) tango(s), oportunissima recomenção, watchemos e learnamos!
    Beijos, Evando

    • Evando,
      essa cena toda (acho que são bem uns 10 minutos) é das coisas mais perfeitamente ‘redondinhas’ do cinema. Aliás, o filme todo é memorável, mas a cara meio de ‘e o que é que eu faço agora?’ do Chris O’Donnell em contraponto ao jeitão do Al Pacino é mesmo a chave do sucesso. E o tango é lindo demais, exatamente por não ser daqueles acrobáticos, que a gente sabe que ninguém dança na vida real.

      ‘Bons Costumes’ (Easy Virtue) é ótimo de assistir, o texto do Noel Coward é aquela delícia bem ao estilo Wilde e Shaw (alfinetar a aristocracia decadente inglesa é sempre um prazer), a Kristin Scott-Thomas está irresistivelmente antipática (como só ela e a Maggie Smith sabem ser quando querem), a cara de tédio do Colin Firth é ótima e a cena do tango traduz o filme em 1 minuto e pouquinho. Vale a pena ver.
      bjk

      • Só para completar a frase do nosso amigo acima, citando Al Pacino: “If you make a mistake and get all tangled up, you just tango on.” Just like life. É das cenas mais bonitas e românticas de todos os tempos…
        Bjs,
        Ana

  3. Mônica,

    A memória cola fragmentos de várias porcelanas no mesmo vaso, dizia Drummond, e eu sei que é bem verdade. Por isso não tenho a menor certeza de que era assim mesmo. Mas, na minha memória, Al Pacino falava em “not like life”, o que fazia sentido face às várias vezes em que menciona erros em sua vida (inclusive na memorável peroração no final do filme). Com as devidas ressalvas, o diálogo que me ficou:

    – Would you like to learn to tango, Donna?
    – Right now?
    – I’m offering you my services…free of charge.
    What do you say?
    – Ah… I think I’d be a little afraid.
    – Of what?
    – Afraid of making a mistake.
    – No mistakes in the tango, not like life. It’s simple. That’s what makes the tango so great. If you make a mistake, get all tangled up, just tango on.
    Why don’t you try ?

    Uau!!! De qualquer forma, você tem razão: é das cenas mais bonitas e românticas de todos os tempos.
    Bjs

    • (Adorei essa do Drummond!)
      Esse filme é realmente uma delícia. Eu me lembro que, depois daquele monólogo no final, a plateia no cinema explodiu em aplausos, assobios e ‘uhhuuuss’ entusiasmados. Ah, e ainda por cima a professora na cena final usava Fleurs de Rocaille, que era precisamente o perfume preferido de mâmi. Ponto extra!
      bjk

  4. O link do coral virtual iluminou minha noite, iluminou meu dia. Muitíssimo grata!!

    Não é por nada não, mas o Al Pacino dá de dez no Colin, por mais que eu ache este último um fofo a cada centimetro quadrado, ai…. Mas talento é talento e Al Pacino ficou pra história com a cena do tango – acho difícil que alguém chegue perto…

    • Soraia, o coral não é mesmo uma coisa maluca? Fico imaginando o trabalho que deve ter dado juntar todas essas vozes depois, e mesmo como deve ter sido difícil cada um cantar seu pedacinho sem ter o resto do coral como suporte. Enfim, a tecnologia está achando cada lugar pra se meter, né?

      Quanto ao tango, acho os dois igualmente lindos, mas o significado de cada um nas respectivas histórias é bem diferente. O do Al Pacino é hors concours né, simplesmente perfeito. O bacana no do Colin Firth com a Jessica Biel é que a dança é exatamente o oposto de tudo o que o tinha sido mostrado até então do personagem dele. E também porque mostra que o verdadeiro tango é sensual nos detalhes, não precisa das acrobacias todas, ou do sujeito fazer da mulher uma mistura de Tazz e saco de batatas… 🙂

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