Lost e a mousse de salmão

Então me disseram assim: Ó, prestenção nesse episódio do Lost sobre o Richard, porque eles vão começar a explicar um monte de coisas sobre os mistérios da ilha e tudo o mais. Então eu sentei na frente da tevê pra assistir, né? porque, seis anos depois, eu estou achando que já passou da hora deles me darem respostas, humpff. Aí, com cinco minutos de programa, o Richard anuncia pra todos ali na praia que, na realidade, eles não estão em ilha nenhuma, aquilo ali é o Inferno e tá todo mundo morto. Close na cara de surpresa e incredulidade do pessoal, aquele instante de drama e suspense, e o que acontece? Tudo que eu consigo pensar é naquela cena absurdamente ridícula de O Sentido da Vida, quando a Morte vai buscar os convidados em um jantar, e todos morreram depois de comer da mousse de salmão (e no finalzinho a gente ainda ouve alguém dizer “Mas eu nem comi da mousse!”). Muito agradecida, viu Monty Python, lá se foi toda a minha simpatia para com a sina do coitado do Richard. Meu consolo foi que talvez (mas talvez não) alguns dos chutes que eu dei algumas temporadas aí pra trás possam até estar fazendo mais sentido agora – se é que alguma coisa na série faz. Minha mãe é que era boa nisso de desvendar mistérios nas histórias, não errava uma. Sherlock e Poirot ficariam orgulhosos dessa minha miss Marple particular.

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16 respostas em “Lost e a mousse de salmão

  1. Só você mesma para pensar no Python ao assistir Lost…
    Realmente o episódio sobre o Richard foi bastante revelador, mas ainda tem MUITA coisa pra ser respondida. Qualquer que seja o caso, eu já me rendi aos mistérios de Lost há muito tempo, e não tem mais como a série me decepcionar. Há uns dias atrás eu li uma interessante teoria (repito, teoria!) sobre o que estaria por trás da trama, seja na ilha, seja fora dela, seja nos flashes pra frente, pra trás e (novidade da atual temporada) pro “lado”. Tá em inglês, pra quem quiser se aventurar: http://lost.about.com/od/theories/a/lost_end_game.htm

    • Mu,
      acho que meu cérebro tem funcionado só em links ultimamente, qualquer coisa me lembra uma outra. Por exemplo, vi o ‘end_game’ aí no link e já pensei em Becket, e daí pensei ‘E se todos ali naquela ilha estiverem, no final das contas, Esperando Godot?’ Procê ver que eu não tou bem, lembrar de Monty Python, comigo, é default… 🙂

      Quando falaram no Jacob pela primeira vez, sei lá em qual temporada, ele sendo meio que O Cara, eu imaginei que devia ter alguma coisa mais mística, mais Bem contra o Mal, sei lá. Olhaí as associações de novo, sabe por quê? Lembrei daquele negro spiritual, ‘Jacob’s Ladder’, e a ideia que existe em inglês de que, quando o sujeito tá indo desta para melhor, ele está ‘climbing Jacob’s ladder’. Olha só que confusão!

      A teoria do caboclo é boa, mas ainda acho que não é bem isso. Com Jacob fora da jogada, o que está impedindo MIB de fazer o que bem entende? Ele é, de alguma forma, prisioneiro naquela ilha também, deve ter um prazo pra eles acharem um novo Candidato antes do sujeito destampar para sempre a caixa de Pandora…

      Enfim, é esperar pra ver! Loucura pouca ali é bobagem.
      bjk

    • Ih, preocupa não, Carolina! O samba do crioulo doido do programa tem nada a ver com inteligência (na verdade, a bagunça é tanta que eu tou começando a achar que quem é inteligente de verdade tá fazendo outra coisa nesse horário!). Eu paro na frente da TV, me divirto, babo com a beleza do lugar e suspiro com a belezura do Sawyer e tá de ótimo tamanho! Qualquer explicação que me derem eu tou comprando…

  2. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…Moniquinha, literalmente, morridirri da parte do salmão q o pobre coitado nem comeu, e morreu assim mesmo. Essa eu não aguentei e quase tive um treco de tanto rir aqui no escritório, quase caio da cadeira. Vou ter q assistir ao filme do Monty Python, só por sua causa.

    Bjs e obrigada pela gargalhada q vc me proporcionou hj. Eu e o Jay estamos precisando horrores.

    • Valery,
      a cena é hilária, ainda mais porque a Morte tem o maior trabalho pra calar a boca do pessoal e explicar pra eles que estão todos mortos. A dona da casa fica morrendo de vergonha, foi tudo culpa dela por comprar salmão de um fornecedor pouco confiável! Eu adoro as bobagens do Monty Python. O Sentido da Vida não é o melhor deles, mas tem umas tiradas ótimas.

      Que bom que eu consegui ‘put a smile on your face’ e na do Jay. O bicho tá pegando geral, e olha que a Fumaça Negra nem passou por aqui…
      bjk

  3. Ha ha ha tá bom demais… eu já vi o episódio a seguir no dia de ontem… ajuda a esclarecer que nem esse daí. Eu fico o tempo todo só de olho nas incongruências…e essa temporada tem coisa batendo muito errado com as outras. É mesmo só para acabar com a conversa. Por mim faziam assim um final surrealista tipo metiam o Black Smoke numa nave espacial e bebemoravam o facto de que o mundo estava finalmente livre de todo mal, personificado no raio do fumo que foi pro espaço! Mas há uma coisa que é muito boa na série, mesmo muito boa para os olhos…já imaginou perdida numa ilha com aquele Sawyer? Episódio que ele não entra fica tão sem graça…
    Bjs,
    Ana

    • Ana,

      como diz uma amiga minha, o Sawyer é ‘casa, comida, roupa lavada, uns tapas de vez em quando e eu ainda pago a terapia!’ 🙂 Nossinhorideus, o kêquiéaquilo?

      Eu já nem me preocupo mais com as incongruências, só me divirto. Tem gente sumindo no meio da trama, gente que vai e volta, eles fazem a maior confusão, que é pra ver se a gente se esquece disso tudo e só vai no embalo.

      E é exatamente isso que eu tento fazer!!! 😉
      bjk

  4. NOSSA! mas como assim! eles estão todos mortos??? mas e aqueles episodios em que alguns deles voltam pras suas casas, suas vidas e etc??? agora fiquei pasma com essa noticia, kkkkkkkkkkkkkkkkk!!

    Obrigada pelas tuas palavras naquele meu post infeliz, agora estou de vento em popa… heheheheh!!!

    bjãozão!

    • Rê,
      eles estão todos mortos. Ou não. Tudo pode mudar até na terça que vem, se não chover. No próprio episódio já pinta a dúvida se eles estão mesmo mortos ou se isso é coisa da cabeça do Richard. Eu nem tento entender, só assisto!

      Sim, tem flashback, flash forward e ‘flash sideways’, agora as história vão e vêm no tempo e no espaço, você fica tontinha. Acho que tudo isso é só pra confundir a cabeça da gente.

      Ah, de nada! Bom saber que as coisas estão caminhando!
      bjk

  5. Mousse é mesmo um perigo.
    Conto essa terrível história com alguma apreensão, ela exige nervos de aço. Pois tudo começou numa noite em que eu atravessava a Times Square em Nova York e fui surpreendido pelo anúncio luminoso. Eram os tempos do escândalo do Clinton e da Estagiária da Casa Branca, e o luminoso anunciava: “Movimento Machao Mineiro awards Clinton the Prize Machao do Ano”. O complemento era ainda mais enigmático: “It is a conditional prize”. Não dispondo de nenhuma Miss Marple à mão para deslindar o enigma o remédio foi mesmo aproveitar passagem posterior por BH e tentar falar com Luiz Mário, o Jacaré, digno presidente do MMM. O que não foi fácil. É que sua mulher, ao atender o telefone, comunicou que Jacaré havia sido suspenso pelo Movimento e estava proibido, por três meses, de fazer declarações em público. Implorei, falei de minha discreta passagem pela cidade, solicitei direitos especiais como ex-colega dele na Escola de Engenharia e afinal, relutante, ela permitiu que ele viesse ao telefone. “Por alguns minutos”, esclareceu. Bom, a história do “prêmio condicional” foi quase um anti-climax. É que o presidente Clinton deveria devolver o prêmio caso fosse absolvido. “Homem que é homem não volta atrás”, lembrou Jacaré. Mas, e a suspensão? “Eles tem razão”, reconheceu Jacaré, contrito. A culpa tinha sido de um programa de televisão. No calor do debate Jacaré se distraiu e acabou dando uma receita de cozinha, assim, de público, e com riqueza de pormenores. Indignado, o Comitê de Ética do MMM imediatamente se reuniu e lavrou sentença inapelável: três meses de suspensão. Justificando: “Se ainda fosse receita de churrasco, com sal grosso, até passava. Mas, mousse de limão!?”

    • Hahaha, o pessoal do MMM é realmente impagável! Eu tinha um professor na faculdade, o Plínio, que usava suas prerrogativas de jornalista para ser o assessor de imprensa do grupo! Esse povo anda sumido… Eu me lembro de alguém falar na época que o prêmio só seria dado ao Clinton se ele pudesse provar que realmente ‘catou’ a estagiária. Porque, né? falar que fez isso ou aquilo, qualquer um fala. O negócio é ter evidências!!! 😀

      Em compensação, o PC Farias recebeu o troféu de pior macho do ano. Afinal, pagava as contas do presidente. E Homem Que É Homem não paga conta de outro homem, né?

      Eles são demais, kkkkkkk
      bjk

      PS- putz, e eu perdi a receita da mousse de limão?!

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