Lost – game over

Nenhum homem é uma ilha, afirmou John Donne. Exceto, claro, se o homem em questão for o Jacob. Ou o Homem de Preto. Ou o J.J. Abrams. Terminada a sexta e derradeira temporada de Lost, muita gente ficou com aquela cara de ‘uai, mas não iam explicar tudo pra nós?’ no final. Realiza, moçada, o pessoal do roteiro já parecia mais perdido do que cego em tiroteio há pelo menos umas duas temporadas. Alguém aí ainda achava que eles sabiam mesmo o que estavam fazendo? A ideia de pular da física quântica para questões mais metafísicas e espirituais já deveria ter deixado todos com a pulga atrás da orelha. Muito espertamente, usaram o inexplicável pra tentar explicar alguma coisa. Me engana que eu gosto, já fazia tempo que eu só me sentava na frente da TV com aquela atitude de ‘manda ver, qualquer bobagem me diverte.’ Só fiquei com peninha da Penny Widmore. Na última cena, todos mortinhos da silva, ela no meio deles… Mas em que momento da história ela morreu, que ninguém soube, ninguém viu? Na hora, pensei ter ouvido a moça cochichando no ouvido do Desmond, no melhor estilo Monty Python: ‘Mas eu nem comi da mousse!  Mas agora, game over. Posso finalmente voltar-me feliz pros episódios tolinhos do The Big Bang Theory. Bazinga!

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4 respostas em “Lost – game over

    • Ai Teles, se eu tivesse que chorar por aquele tanto de fantasminhas, ia ser um dilúvio, né? 🙂
      Mas achei tããão bonitinho o Vincent deitadinho do lado do Jack no final!!!
      Sei de gente que teve vontade de chorar de raiva! 😀

  1. Hehe. Entendo.

    Gostei da série como uma todo. Não acho que foram 6 anos desperdiçados. Certamente ficaram muitas pontas soltas, mas os produtores tiveram o cuidado (e a inteligência) de passar um verniz emocional no desfecho da trama. E ficou tudo tão bonito que a gente até esquece os defeitos.

    Se eu fosse mais sensível, teria chorado. Nunca chorei com série nem com filme nenhum, mas já cheguei perto disso.

    • Teles,
      eu também era super ‘apegada’, desde o episódio-piloto. Vi tudinho, sem perder um capítulo, e achava ótimo. Chegou uma hora que eu parei de tentar entender o que estava acontecendo e só passei a assistir e me divertir com a confusão toda. Certamente foi um marco ‘a nível’ 😛 de séries de TV, já tem gente fazendo genéricos sem a mesma dose de talento e sucesso. Não esperava muita coisa desse desenlace não, e sinceramente imaginava que seria mesmo um samba-do-crioulo-doido, porque não tinha jeito de explicar tudo de maneira convincente. O que eles apresentaram eu engoli e pronto, fiquei happy e ‘sastifeita’!

      Ah, eu tenho fases. Tem vez que tá todo mundo do meu lado em prantos e eu nem tchuns. Tem hora que eu choro até em desenho do Tom & Jerry…

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