Balão mágico

Pense em alguém com níveis super normais de adrenalina. Agora pense em alguém com níveis absurdamente  normais de naftalina adrenalina e zero necessidade de emoções fortes. Pronto. Sou eu. Não gosto de montanha-russa, nem me passa pela cabeça um dia me atirar de uma ponte  com o tornozelo amarrado numa corda elástica, nem filme de terror, daqueles em que o diretor se esconde atrás da porta pra ficar me pregando susto, me apetece. Tá, ainda consta na minha lista de pendências pra essa vida dar uma voltinha num carro de Fórmula 1, ou enfiar o pé no acelerador de um Porsche pra ver até onde vai dar, mas esses são delírios momentâneos que muito provavelmente vão ficar na vontade, ou de carma pra minha próxima existência.

E aí você pode me perguntar: como é então que você foi parar num balão, experimentando um desses esportes radicais? Bom, pra ser muito sincera, passeio de balão, pra mim, não tem nada de esporte. Eu fiquei dentro daquele cesto quietinha, quietinha, o máximo que fiz foi ficar girando meu pescoço de um lado pra outro, querendo ver tudo em volta, sem perder nenhum detalhe. Quem se mexeu mais um pouquinho foi o piloto, que levantava e abaixava os braços acionando o maçarico. Nem o balão faz exercício, né, ele só pega carona no vento. Então tá, é um esporte pro vento. Também não é radical, a menos que a gente suba num desses, sei lá, no meio de um tornado. É tudo super calmo, nem dá pra perceber quando o cesto sai do chão – de repente você começa a ver que está no nível da copa das árvores e que as pessoas e as coisas todas vão ficando bem pequenininhas lá embaixo. A única coisa que quebra o silêncio é o som do maçarico injetando ar quente e a ocasional comunicação entre o piloto e o pessoal que vai nos ‘resgatar’ no final. 

O voo acontece bem cedinho, por volta das sete da manhã, quando os ventos são mais suaves e, sim, isso quis dizer acordar às 4 da manhã pra pegar a estrada e chegar ao local (Inhaúmas/MG) a tempo de ver o pessoal preparar e inflar o balão. Por mim estava ótimo, né, porque eu definitivamente sou uma morning person, mas pela cara de alguns de meus companheiros de passeio, acordar de madrugada foi uma tarefa inglória. Depois da decolagem o voo dura uma hora, e a gente desce do cesto igual criança no parque de diversões: paaaaaai, de noooovo, de nooooooovo! Parece que foram cinco minutos.

Depois de tudo, é hora do pessoal guardar o balão. Olha, prometo que nunca mais vou reclamar de dobrar lençol com elástico nas pontas, viu, aquilo ali é infinitamente mais complicado. Nada como uma experiência como essa para relativizar os problemas da gente… 

Só pra dar um gostinho, aí vão algumas fotos pra vocês verem. As fotos 8, 12 e 14 foi o Jay quem tirou, as outras são minhas. O problema da câmera digital é que, no final de um programa assim, a gente tem mais de duzentas fotos pra escolher umas 15. Mas bom mesmo é você animar e experimentar também.

 

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28 respostas em “Balão mágico

  1. Ai que coisa mais linda!!!!
    So foi eu vir aqui reclamar e vc postou as fotos.
    Menina obediente.

    Mentira, vc estava escrevendo eqto eu reclamava, eu sei. Perdoa? rs

    Essa de dobrar lençol de elástico foi ótima!

    O colorido do balão tb deve ter dado outra cara à paisagem local.

    bjs!

    • hahaha, Eve, eu fiquei aqui ‘miacabando’ de rir do seu último comentário!!! 😀
      A demora maior foi pra escolher as fotos, né…
      Menina, se tem uma coisa que eu tenho odinho é de dobrar lençol enooooorme com esses elásticos. Vira um mafuá que eu nem te conto! Por mais que eu siga as instruções da Ana Maria Braga, ainda assim costuma sair uma confusão. Hoje tá melhor, mas tou longe de receber nota boa nesse quesito!
      O colorido do balão no céu azulzinho é uma coisa de tão lindo!!!
      bjk

    • Uai, por que teria que ter conta no Facebook? Pra fazer o quê, ver as fotos? Bom, eu até tenho conta lá, mas as fotos que eu postei na minha página são essas aí do slideshow, não tem diferença… 🙂

  2. Ai que legal!!!
    Agora que apareceu (minha internet é um lixooo)!
    Mas eu queria ver uma foto sua la no cesto!!
    kkkkkkkkkk
    Nunca vi seu rosto!!! ÔOO curiosidade! E eu pensando que seria hoje o grande dia. hahaah
    Bjos! Lindas as fotos.

    • hahaha, então tá explicado! Minha internet de vez em quando também me dá nos nervos. Quando não é ela, é o computador que testa a minha paciência zen-budista… 🙂
      Aaaaaah… Mas eu tava batendo as fotos, né?
      Tem uma foto minha no ‘Me, Myself and I’ – eu tou mais novinha, mas acho que não mudei tanto assim… 😛
      Tem blogueiro que não liga de sair postando fotos pessoais, da casa, da família, nome, endereço, telefone, CPF, essas coisas. Eu não gosto muito disso não, preifro ficar mais quietinha. Mas uma hora dessas eu coloco uma foto minha pra você ver, kkkkkkkk…
      ‘Brigada. As fotos são um reflexo do lugar!
      bjk

    • Ai, Ana, bem que eu gostaria de gostar desses brinquedos de parque de diversão. Mas fico com a sensação de que estão revirando tudo por dentro e tirando tudo de lugar. Fico enjoada, zonza, um horror. Já o passeio de balão é super tranquilo, a gente nem percebe quando sai do chão, tudo super suave.
      bjk

  3. Bah… nunca mais vou reclamar de dobrar roupas então, huahauahauh!
    Nossa que experiencia fantástica, acho que eu até toparia andar de balão por aí!
    Aqui no RS tem uma praia (Torres) que tem festival de balonismo, é lindo, o céu fica cheio deles, procura na net pra tu ver!

    Bjo

    • Rê,
      esse festival de balonismo no sul é famoso, já vi umas fotos muito lindas… E se um balão no céu já é bonito de se ver, imagina um montão deles?
      Olha, a trabalheira que deu pro pessoal dobrar o balão, nem te conto…
      Se tiver oportunidade de fazer um passeio desses, com um grupo sério e profissional, claro, eu recomendo!
      bjk

  4. Adorei seu texto, Mônica!! Rolei de rir, imaginando você dobrando o balão… Eu também não ia dar conta… E as fotos estão deslumbrantes! Parabéns a você e ao Jota! Deu vontade! Bjão

    • Ei Ana,
      pois dá vontade de ir de novo!
      Ai, mas eu não dobrei o balão não, aquilo ali tem que ter técnica e jeito e tudo o mais. Se eu nem dou conta do lençol, imagina uma coisa dessas! O serviço ficou mesmo pra quem sabia.
      A região é linda (daí fica bem mais fácil as fotos ficarem boas!), a gente nem imagina que um lugar assim está tão perto de BH, né…
      bjk

  5. Nossa….que delícia, que lindeza!!
    Eu morro de medo de altura e em parque de diversão minha adrenalina vai nas alturas só de ficar olhando o povo subindo e descendo na montanha-russa, mas do jeito que você contou sua aventura sabe que eu acho que até dava conta? Você contou tudo numa tranquilidade tão grande que fiquei imaginando um balão flutuando suavemente, num céu maravilhosamente claro e azul e eu lá dentro, bem segura (se possível amarrada) e bem posicionada para não perder nenhuma imagem, que devidamente registrada, não iria me deixar esquecer jamais da ousadia de ficar sem os pés no chão.
    Bom, mas voltando cá pra realidade, como eu me conheço muuuuito bem, sei que isso é só um delírio meu e que na hora H eu iria ter tanta dor de barriga que nem iria aproveitar nada….rssssss.
    Ai, ai….que inveja dos corajosos….rss
    Beijim…

    Ahh…o blog tá quase…quase

    • Cris,
      o voo é bem assim mesmo, super tranquilo e silencioso. Nada dos agitos de montanha-russa, eu também tenho pânico dessas coisas. A gente flutua super suave, pelo menos no domingo os ventos estavam bem calmos. A gente nem precisa ficar amarrada, não tem muito como se mexer ali dentro. É entrar e curtir a vista!
      Ah, tou esperando pra ver o blog então!
      bjk

  6. Menina que delícia!!! Mas a pessoa tem que ser membro de alguma associação de baloeiros, se cobra alguma taxa pra ir na cesta, como é isso? Criança com um dígito pode ir também?
    Ah eu adorei…
    E gostei também enquanto esporte, aquece pra começar, relaxa no meio e alonga no final, tá pra mim e com a possibilidade de tirar fotos assim, nem digo mais nada.
    Beijos Monica.

    • Rosa,
      o passageiro não precisa pertencer a grupo nenhum, é como estar viajando de avião, por exemplo. Já o pessoal que pilota e organiza tudo sim, e a burocracia é enorme, como deve ser. A gente paga pelo passeio + traslado + (no nosso caso) um café da manhã no resort de onde o balão decola. Mas cada empresa deve ter seu sistema. Quanto a levar crianças, não sei mesmo, o pessoal pode ter restrições, mas acho que você teria que checar. Se for muito pequena, não vai é ver nada, porque o cesto é alto, né? Aí não vai ter graça nenhuma…

      Olha, e precisa ver o tanto de fotos que ficaram de fora!!!
      bjk

    • ‘Brigada, Pedro, vindo de um fotógrafo como você, é um super elogio… Ah, mas também deve ter cada passeio de balão maravilhoso aí em Portugal, né? Acho que seria um super programa pra você, Ana e as crianças!
      bjk

    • A profi tava batendo as fotos, né? 😉
      ‘Saquequié’, é que eu não gosto de ficar aparecendo muito não. Mas é o que eu disse pro Asnalfa, uma hora eu coloco uma foto minha!

  7. Nossa, Mônica, que bacana!
    Mas deveria ter vc (pelo menos de longe) em, ao menos, uma foto… 😦 rs
    A capelinha é de onde?
    Beijão

    • Flávio,
      ah, mas eu sei como é a minha cara (aliás, você também sabe, né, kkk…), e eu não sou muito de sair postando foto minha no blog não. Aliás, de ninguém que eu conheço. Mas você está lá no Facebook? Tem mais fotos lá. Pega carona na página da Letícia! 🙂
      A capelinha é do resort (é o Águas do Treme), tem muita gente que reserva o local pra casamentos, então a capelinha é bem prática!
      bjk

  8. Monica,

    quanto a pendência de acelerar um Fórmula 1 não posso ajudar, mas sabe que quanto ao Porsche não é tãaaao inacessível assim.

    Dê uma olhada nesse site: http://www.pilotagepassion.fr/

    Este tipo de programa é bem comum na Europa, quem sabe vc não combina sua próxima viagem a esta experiência? Ganhei de meus colegas de trabalho como presente de aniversário algumas voltas ao volante de um Lamborghini Gallardo, uma sensação indescritível pilotar uma máquina dessas a mais de 200 por hora.

    • Fernando,
      quer me matar de inveja, é? Preciso urgentemente reavaliar a minha cartela de amigos!!! 😀
      Eu já tinha ficado na maior vontade vendo você ‘brincando’ naquela estrada na Espanha, enfiando o carro no lamaçal e tudo o mais…
      Bom, vou treinando minha natação pra atravessar o Atlântico, quem sabe uma hora dessas eu chego em alguma praia francesa?
      bjk

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