Do Maranhão para Nova York

Meu amigo maranheiro (maranhense+mineiro) deve estar nas nuvens. Há anos ele tenta me convencer de que o guaraná Jesus é tudo de bom. Mas eu experimentei e continuo achando que estou tomando creme dental infantil. Bom, mas também devo dizer que eu não sou muito fã de bebidas doces. O que as lembranças da infância querida não são capazes de fazer com as pessoas, não é mesmo? E isso vale mais do que qualquer eventual taxa estratosférica de glicose! Mas eis que agora o mundo – ok, Nova York, ok, um jornalista do The NYTimes – se rende ao refrigerante pink-fashion. A matéria saiu outro dia e, como é curtinha, vou exercitar meus parcos talentos de tradutora que não sou e fazer um arremedo de texto em português. Se ficar meia-boca, sorry. Eu ‘dei o melhor de si’…
***

Guaraná Jesus: refrescante, com um gostinho levemente azedo no final. (por Seth Kugel)

Um dos meus prazeres secretos favoritos quando estou viajando para algum lugar distante pela primeira vez, é poder suspender a minha política de só tomar refrigerante sem açúcar e experimentar qualquer bebida regional que os ‘nativos’ prefiram. Algumas vezes, a bebida é horrível (sim, estou falando com você, Peru, e seu Inca Kola de cor amarelo-neon, que tem gosto de amendoim de circo derretido) e às vezes ela é fantástica (o refrigerante de grapefruit Paso de los Toros, do Uruguai, é tudo de bom).

Estou no estado do Maranhão, no nordeste do Brasil, terra do que deve ser a mais lendária bebida local: Guaraná Jesus. Guaraná, como você deve saber, é uma fruta da região amazônica que dá sabor ao popular guaraná Antarctica, que você encontra nos Estados Unidos. Mas o Guaraná Jesus é um sucesso local. E só mesmo local. A política é não vendê-lo fora do estado (mesmo depois de ter sido comprado pela Coca Cola).

Eu já tinha ouvido de todo mundo em São Paulo que essa coisa era horrível. Uma cor ‘pink’ nojenta. Tem gosto de chicletes. Doce demais. Então, quando o dono da pousada onde estou me disse que o frigobar estava cheio de guaraná Jesus (por dois reais, ou um pouquinho mais de um dólar), eu abri um. Cor-de-rosa? Confere. Gosto de chicletes? Talvez. Doce demais? Na verdade, eu achei refrescante, com um leve gostinho azedo no final. Dou um B+

Tenho certeza que, se Jesus fosse vivo hoje, estaria feliz em saber disso. A propósito, eu me refiro ao inventor do refrigerante e xará. Quem você estava achando que deu nome à bebida?

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7 respostas em “Do Maranhão para Nova York

    • É o que o meu amigo diz, sabor da infância! Os olhos dele brilham quando alguém traz guaraná Jesus de presente pra ele…
      Eu experimentei, ‘dei o melhor de si’, mas acho que é coisa pra criança mesmo, né? Doce de trancar o maxilar! 🙂
      Que legal, então você também é maranheiro! Ou é mineirense?

  1. Pra falar a verdade, nem lembro direito do gosto, nunca fui tarado por esse guaraná, como seu amigo. Mas lembro que era bom.

    Nascido lá. Hoje tenho sotaque mineiro-uai.

  2. Fiquei curioso. E cheio de vontade de provar.
    Também gosto de experimentar refrigerante local. Entre os melhores está o “brisa maracujá”, da Ilha da Madeira.
    E devo confessar que, desde a minha primeira viagem às Geraes, me converti em devoto seguidor de fanta uva…
    (E viciado em caldo-de-cana com pastelzinho)…
    Por isso, Jesus, me aguarde…

    • Olha, achei o nome ‘brisa maracujá’ um achado! Se é bom, não sei, mas já me refresquei só de ler o nome!
      Acredita que eu nunca consegui gostar de Fanta Uva? Mas adoro todos os refrigerantes à base de limão. Eu tinha um amigo brasileiro que morava em Paris e, sempre que vinha a BH visitar a família, dava um pulo numa daquelas pastelarias da Praça 7 pra comer um pastelão frito com caldo de cana…

  3. guarana jesus não conta com a simpatia d todos os maranhenses… acho que varia com o humor individual na ocasião.. as vezes desce até bem estando muito gelado..

    • Meu amigo adora porque faz lembrar sua infância no Maranhão (aquelas nostalgias que só mesmo os cheiros e sabores podem proporcionar…). Eu achei doce demais, mas imagino que a meninada adore, né?

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