Anúncio do Fusca

Amiga que me enviou isso, muito brava com o anúncio decididamente machista. Gente, eu devo ser é muito retardada das ideias, porque eu só consegui morrer de rir. Ou então, sei lá, eu tou é ficando velha e já passei da fase de me irritar com coisas assim. E amiga não quis nem saber da minha ressalva: ‘Mas essa propaganda é da década de 60, olha só que tempão já faz!’ Que nada. Quem quer ficar bravo não se prende a esses detalhes…
***

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24 respostas em “Anúncio do Fusca

  1. Eu dirigi o fusquinha lá de casa, bege, igualzinho ao da foto…ah se meu fusca falasse! O bom é que eu dava os meus ‘toquezinhos’ e não tava nem aí, o meu pai era terrível a conduzir e mais um, menos um ele nem notava a diferença…
    Bjs,
    Ana

    • Eu não cheguei a dirigir o Fusca de mâmi (ele já tinha virado sucata nessa época!)… Minha carreira começou num poderoso Chevette. Daí em diante, as ruas de Belo Horizonte nunca mais foram as mesmas! 😀
      bjk

      • Ah, querida, nem…
        Aqui não tem. Se tiver é relíquia e das caras (old time)!
        Um rapaz da oficina que marido leva o carro perguntou pelos “nossos” fuscas e se não dava pra mandar uns para cá. rsrs

        Lembra da produção para o topetudo lá de Brasília? Então… rsrsrs

        bjs!

  2. Mônica,
    o contexto é este que você disse – anos 60.
    Usavam-se perfumes da Myrurgia, comprados na falecida Perfumaria Lourdes, maiôs Catalina, dos concursos de misses, compravam-se sapatos da Clark e as Lojas Americanas eram o “must” do comércio belorizontino.

    Sua amiga queria o que?

    Um tratado acadêmico, daquela época, contra o machismo.

    Vai sonhando…

    Abração,

    Stélio

    PS: você bem o sabe – adoro quase tudo que é politicamente incorreto…

    • Stélio,
      e as moças compravam também na Sloper e na Sibéria (segundo dizia mâmi, eu já sou mais pra frente ‘a nível’ de datas…) e usavam creme Pond’s!!! 😀

      O anúncio é daquela época em que o conceito de politicamente (in)correto nem existia. Fizemos progressos, sem dúvida – a linha que separa o P.I. do ofensivo costuma ser desrespeitada pelas mentes mais incompetentes – mas, quando é de qualidade, a coisa é muito boa e ‘adeverte’ a gente por demais. Também sou fã.
      bjk

      • Mônica,
        esquecemos da Antisardina – número 1, número 2, número 3…
        Beijim,
        Stélio

  3. Eu acho engraçado é a acusação à publicidade. Ora, publicidade não tem ideologia, posição política, preferência sexual e o que mais for. A publicidade quer vender, se o público é machista, isso vai aparecer, mas com o andar da carruagem a publicidade pode ser feminista, gay, branca, negra, amarela, qualquer coisa que a identifique com o público alvo.
    Hoje um anúncio como esse não é feito, não porque a publicidade é menos machista, mas porque seria um tiro no pé, já que hoje as mulheres possuem carro, coisa que raramente acontecia em 60.

    • É mesmo, Wagner, o pessoal da publicidade é rapidinho pra se adequar, eles ficam antenadíssimo com o que está acontecendo. Às vezes erram a mão, mas acho que eles são muito bons de serviço (e estão aí os prêmios internacionais pra não deixar a gente mentir, né…)
      O mundo mudou em muitas instâncias – grazadeus – mas de vez em quando a patrulha da correção pega pesado. E, como diria o John Cleese, do Monty Python, ninguém pode se considerar acima de ser ridicularizado! 🙂
      A questão é o ‘ridicularizador’ ser competente!
      abraço

  4. olha, eu nasci em 62… fico imaginando se fosse minha mãe voltando no hospital dirigindo e meu pai comigo no colo. Ela não dirige até hj…

    o que tua amiga irada diz então do comercial da petrobrás, onde o sonho do cãozinho é uma dona, o sonho da dona é um dono, o sonho do dono é um carro, e o sonho do carro é a gasolina petrobrás… somente a segunda na escala.
    ahahahah

    • Ah, pois é, Camargo, naquela época as mulheres eram realmente minoria atrás do volante. Minha mãe, que começou a dirigir em meados dos anos 60, podia ser considerada uma exceção. E era ótima motorista, diga-se de passagem (embora alguns dissessem que o nome dela devia ser ‘Marininha Pé-de-Chumbo…).
      Essa propaganda da Petrobrás é emblemática, né? Eu murridirri da bobeira desse povo. Ao contrário de muita gente, não me sinto ofendida com essas coisas, só acho meio pobre das ideias. E ainda tem gente – mulheres e homens – que acha que essa sequência tá certíssima! Bom, me mostre a chave do Porsche Carrera que eu conto pra eles onde é que foi parar o ‘meu dono’, hehehe… 😛

  5. Hahahahaha. Mônica, meu primeiro carro foi um VW Fusca. Um dia, minha esposa resolveu dar um voltinha nele (comigo de carona) e não bateu em ninguém… só muro do portão na hora de colocar o “carro” na garagem… rsrsrsrsrs. Depois de um tempo, resolvi vendê-lo a preço de maracujá enrrugado rsrsrsrs… entendeu… rsrsrs.

    Bjos de montão.

    PS. Desculpe a piadinha sem graça.

    • Cláudio,
      esses muros que não sabem obedecer, hein? Quem mandou não sair da frente??? 🙂
      Eu lembro que o fusca da mamãe tinha uma direção pesadíssima, aquele volante era melhor do que aparelho de academia!!! Mas tem seu charme, né? Outro dia vi um 66 todo arrumadinho, até pneu com listra branca, uma gracinha…
      Hahaha, não sei o preço de maracujá enrugado, mas dá pra imaginar a pechincha!!!
      bjk

  6. Ótimo anúncio. Retrato da época sem dúvida. Quando fiz 18 anos ganhei um fusca usado (AF504l) o Souza. Meu pai, politicamente correto e disfarçando o machismo alegou que era para eu ganhar experiência. O carro durou anos e sem arranhões. Mais tarde, na mesma situação, meu irmão ganhou um Escort XR3 zero. Perda total na primeira semana. Tadinho quase morreu. Mas também virou piada.
    Adorei lembrar da Perfumaria Lourdes. Meu primeiro beijo aconteceu naquele corredor. Saindo do Cine Jaques e depois do Ice Cream Soda na lanchonete Saci ( o Teds veio mais tarde) estava esperando o ônibus 14…no escurinho só senti mesmo o gosto do pirulito de chocolate do meu príncipe. Tínhamos 12 anos. Inesquecível!

    • Patrícia,
      que flashback, nossa!!!
      Eu era pequenininha e ía lanchar com mamãe e meus irmãos no Saci, depois do cinema. O misto-quente deles era imbatível, tenho o gostinho na minha memória até hoje!
      Então o Ted’s só veio depois? Eu me lembro dos dois na mesma época, olha pra você ver…
      Também adorei o anúncio. Ganhei de uma amiga o livro com as colunas de jornal da Clarice Lispector no começo dos anos 60 (tou fazendo um post, mas ainda vai demorar um cadinho), um primor. Realmente é o retrato de uma época, né? Daqui a 40 anos as meninas vão morrer de rir do que os jornais de hoje escrevem e do que a gente pensa…
      bjk

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