Catlovers’ Day

Quando eu morava em casa, sempre tínhamos algum bicho: cachorros de todos os tamanhos e raças, pintinho, periquito, maritaca, um cágado que fugiu (don’t ask…), até um filhotinho de gambá, cuja família foi vítima do Igor e seu gambacídio no quintal, uma cena lastimável, digna de um filme do Tarantino. Mas nunca tivemos gatos. Primeiro porque minha mãe tinha uma alergia absurda por pelos de gatos, ficava com os olhos vermelhos, nariz entupido e falta de ar, um horror, tadinha. Mas ela também não gostava deles – trauma de infância, desde que um deu cabo da Negota, seu pássaro-preto. Sempre dizia que achava o bicho bonito, admirava a elegância, mas ele lá, ela cá. Então eu cresci uma dog person. Dos tempos da construção da casa, herdamos a Doris, 100% viralata. Depois vieram o Seeger e seu irmão Biruska, mistura de pequinês com viralata; a Pretinha, que deu cria de sete no quintal de casa; a Sissi, que quase cabia no bolso da gente; o Love, que um amigo do meu pai pediu pra gente cuidar e era um poodle enorme e super simpático; o Igor, um pastor alemão com viralata que foi lá pra casa com quinze dias, quando a mãe morreu repentinamente, e viveu conosco por quase 17 anos; o Boris, o weimaraner muito doido que achava que era gente e ficava pulando nas patas traseiras durante horas; o Iuri, um pastor alemão finíssimo, ainda vou fazer um post só sobre ele. Mas nada de gatos. Mas como hoje é Catlovers’ Day (descobri isso lá na Naomi), e o número de catlovers vem crescendo a olhos vistos, deixo aqui o meu abraço pela ocasião e uma foto (feita pelo Paulo) de um trio muito fofo. Minha mãe diria: “São uma gracinha, sim. Mas eles lá, eu cá.”
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17 respostas em “Catlovers’ Day

  1. Mônica, somos dois nesta situação.
    Bichanos lá, eu cá.
    Ainda mais para quem tem uma pit-bull em casa.
    O último gatinho que tentou nos fazer uma visita passou, sabe-se lá como, por um vão da grade que não tinha mais do que 5 ou 6 cm…
    Se tivesse ficado para uma “conversinha” amigável, eu provavelmente estaria limpando sangue até hoje. Credo!
    Beijos, e até de repente!

    • Eu até que gosto muito de gatos, e eles gostam de mim também, nossa convivência sempre foi bem pacífica. Mas definitivamente sou uma dog-person, pelo menos pra ter em casa. E sempre gostei mesmo desses cachorrões enormes, que a gente pode abraçar, deitar em cima, e que têm absoluta noção de quem são (os pequeninos, apesar de fofinhos e tudo o mais, costumam ser muito irritantes, acho que é excesso de personalidade pra pouco espaço físico). Nunca tive pit-bull, mas onde faço caminhadas costuma aparecer uma que é uma lady. É claro que ninguém é doido de testar o limite da paciência dela… 🙂
      bjk

  2. Vou fazer de conta que hj não é catlovers day, não vou ficar olhando para a imagem do post, não lerei o texto, vou fechar a página e fingir que nada aconteceu, simplesmente
    PORQUE EU QUERO PARAR DE DESEJAR TER UM GATINHO NO MEU APTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Culpa de vcs, que resolveram me bombardear com essas coisas hoje!
    Por quê, meu Deus, por quê????

    😉

    • hahaha, o mundo está sendo cruel demais com você, né? Ô, um gatinho aí deve ficar super bem! Gatos costumam ser mais fáceis de cuidar do que totós, eles são mais independentes (independentes demais, dizem algumas pessoas). E são fofos. Esses três aí da foto são ‘netos’ do meu irmão e já foram adotados, o que eu acho muito legal. Ele agora tem dois, que apareceram na casa dele, e que se dão super bem com o cachorro. 🙂
      bjk

  3. aqui, somos cat people assumidérrimos. Temos 3: o O’Malley, de quase 10 kg, gordo e nobre apesar de ser um viralatas da melhor qualidade; Manu, uma siamesa linda, a própría encarnação da Sindrome de Asperger (é assim que se escreve?); e a Joey, uma Maine Coon que é absurdamente inteligente e corre feito uma louca pela casa inteira.
    Não conseguimos imaginar nossas vidas sem as 3 belezuras…

    • Nossa, 10kg? Tem certeza de que é um gato e não um desses outros felinos disponíveis no mercado??? 🙂
      Gatos são lindos, tenho uma amiga que tem 4 e está prestes a adquirir a quinta (são todas fêmeas). E eu tou aqui tentando imaginar como é que um gato fica quando tem Asperger… Siameses são lindos mesmo. Uma vez conheci uma persa, Morgana, que vivia tentando pegar a própria sombra. Era uma piada (menos pra ela, acho que ela era meio neurótica, tadinha. Mas era linda).
      Enfim, ter bicho em casa é sempre bom demais. Mas o melhor ‘bichinho’ meeesmo vocês arrumaram agora, né? Essa sim, é de se ter ataques de fofura!

  4. Ô, Mônica… Acho que as dog persons como nós deveriam criar tb o Dog Lovers’ Day. Que tal? Afinal gatinhos são fofos, independentes e bons bichinhos, mas pra arrancar uma bela gargalhada nada como um cachorro! Né não?

    Beijos!

    • apoiadíssimo!
      Acho que ninguém pensou nisso porque todo dia é dia de dogperson!!! 🙂
      Eu tenho mó saudade dos meus bichinhos. Principalmente do Iuri, que era um cachorro realmente especial. Qualquer hora eu falo dele aqui…
      bjk

  5. eu sei que post “velho” em blog é meio abandonado, ninguém volta para ler, mas deixa eu deixar (boa essa, não?!) uma dica aqui sobre esse assunto (gatos e cachorros)?
    Bão, tem esse blog que eu gosto muito, The Psychokitty Speaks Out (http://psychokitty.blogspot.com/). O Max é o gato que “escreve” esse blog, e eu acho divertidíssimo.
    Bão, ele escreveu uma “poesia” outro dia sobre um cachorro, nesse post aqui: http://psychokitty.blogspot.com/2008/03/dogs-tale.html.
    Tá bom, tá em inglês e tem montes de gentes que não lêem inglês (eu juro que já baixei esse texto para o meu computador para fazer uma tradução dele, só que ainda não tive tempo), mas é uma belezura assim mesmo…

    (o fim da história do Stoner está aqui: http://psychokitty.blogspot.com/2010/02/guys-remember-couple-of-years-ago-i.html)

  6. Ei Mônica!!!

    Que surpresa boa eu tive em ver minhas três “netinhas” aqui, estampadinhas na página do seu blog. E também não sabia que existia o Catlovers’Day…que bom. Agora teremos mais um dia para a paparicação felina….rsss.

    Mas sabe de uma coisa? é uma sorte eu não morar em casa, porque além de ter ficado as tres fofuras aí de cima eu também teria pelo menos um cachorro. ADORO cães e gatos…só minha asma é que detesta…rssss.

    ô Eve….adota um gatinho, vai. Eles são independentes sim, às vezes bem temperamentais sim, orgulhosos também, mas também são carinhosos de um jeito que vc precisa ver.

    • Pois é, Cris, suas ‘netas’ devem estar bem grandinhas agora, né? Filhotes de toda espécie (até gente!) são sempre fofos e ter bicho em casa é sempre muito legal. Tenho saudade de ter cachorro, mas fico imaginando eu e um cachorrão aqui em casa (porque os pequeninos são fofos, mas eu gosto mesmo é dos grandões). Sem chance, né? 🙂
      bjk

  7. Pois é, qual o Max, também estou chegando um pouco tarde ao post. Mas já que se homenageia o Catlover´s Day, me lembrei de um inspirado precursor. Você, que além de tudista ainda tem um pézinho na Itália, certamente conhece. Mas lá vai, de Gioachino Rossini:

    Bjk,
    Evando

    • Eu tinha me esquecido completamente desse duo! 😀
      A primeira vez que eu ouvi isso, numa apresentação ao vivo com dois meninos como esses do vídeo, pensei que era alguma brincadeira interna (a peça não constava no programa, era ‘bis’), morri de rir. Só depois é que fiquei sabendo que era Rossini (que sempre deve ter sido um sujeito muito bem humorado, a julgar por suas composições).
      Ótima lembrança!
      O que eu adorei nessa gravação foi a cara do moreninho, tentando não rir, e o resto da turma, super séria e compenetrada. 🙂
      bjk

  8. Adorei os nomes dos cachorros, Mônica. Muito criativo!

    Aiiii…
    Sou da época do Boris e Igor. Como lembro da preguiça do Igor… Contagiante, não?

    E o Iuri que a Clara era louca, apaixonada, fascinada e não tinha medo nenhum? Tão pequenininha e ele tão grandão!

    Bons tempos, bons tempos… Ainda bem que aproveitei muito!

    Beijocas!

    • Ludi,
      quando você conheceu o Igor, ele já devia ser bem velhinho, né? Daí a preguiça toda…
      O Iuri era mesmo um especial. Nunca tivemos um cachorro como ele, ele era um lorde. Até hoje eu adoro assistir ‘O Encantador de Cães’ só pra ver a trabalheira que esses bichos podem dar, pra comparar com o tanto que o Iuri era phynno! 🙂
      bjk

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