Curtinhas

* Deixa eu contar pra vocês que outro dia a gente estava na livraria Leitura e ouvimos a Beyoncé assassinar, com requintes de crueldade, a Ave Maria de Schubert. E o pior é que, aparentemente, nenhum dos presentes por ali pôs reparo no crime. Mas, como bem disse o vendedor da loja: “Cismou ela, né? Então deixa”.

* Às vezes eu acho absolutamente fascinante o entusiasmo com que alguns ceresumanos se dispõem a bater-boca por pouco ou quase nada. Na vida real já é ridículo, né, e em geral envolve só umas duas ou três pessoas, imagina então quando isso acontece em comentários de blogs, disfarçado sob a aura de ‘debate’. Gente assim sempre me faz lembrar a clínica de discussão do Monty Python.

* Esta notícia aqui é pra deixar qualquer um muito puto da vida. Ninguém, mas especialmente não uma criança, deveria passar por uma coisa dessas.

* Sessão reclamação, epílogo: tem coisa mais chata do que esse anúncio da NET com o sujeito de violãozinho em punho, cantando sobre o dia em que ele virou um net? Irritante, e olha que eu quase não assisto TV.

* Navegando pelos canais de Veneza. Tá bom, não é como estar lá ao vivo e a cores, mas dá pra ir quebrando o galho, enquanto não dá pra voltar.

* Pois é. Depois daquele agito todo no Egito, foram conferir o saldo do fim da festa e chegou-se à triste conclusão de que andaram dando a elza no Museu do Cairo. Oito peças de valor foram surrupiadas do acervo. Triste, isso.

* Nunca achei muita graça em videogames não, e mesmo os joguinhos bobos que vêm no computador (Free Cell, Tetris e congêneres) eu só tenho paciência pra uma partidinha e olhe lá. Mas sempre adorei a Carmen Sandiego, a chefe de quadrilha espertíssima que você tem uma semana para capturar em algum lugar do planeta. Carmen foi parar no Facebook. Eu resisti sem problemas ao Farmville, será que darei conta de ignorar Carmen e seus comparsas?

* Sabe aquele mosquito que você tenta desesperadamente matar? Pois então, veio parar nesta animação genial. Só o barulhinho da coisica já basta pra deixar qualquer um maluco.

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14 respostas em “Curtinhas

  1. A notícia é mesmo chocante. Mas sabe o que é engraçado, a maior parte dos brasileiros que eu conheço acha que no Brasil não tem preconceito racial não, só na Europa. Aqui uma coisa destas nunca teria acontecido, pq não há meninos na rua para confundir com ninguém, seja de cor ou não. Mas quando eu vou aí, basta olhar para uma turma de escola pública e outra de escola privada que fica notória a diferença de cor de pele, né? Se isso não é preconceito racial, enraizado e assente durante séculos na sociedade, então não sei o que é.
    Bjs,
    Ana

    • Provavelmente é porque a gente em geral anda com o lado brasileiro que não sofre discriminação diretamente, né? Eu estudei em escola particular, sempre morei em bairros de classe média, só fui mesmo experimentar a tal diversidade quando estava na UFMG…
      bjk

  2. Sobre a nota do aniversário das crianças: é chocante! chocante e mais uma chocante!
    Ainda acontecem coisas ridículas assim. E posso dizer que já vi segurança (negro) barrar criança de entrar em shopping tb por ser negra, “mal vestida” para os padrões e talvez ser vizinha do cara…

    😦

    • Pois é, o cerumano não anda evoluindo muito ultimamente… Acontece em todo lugar do mundo – uns mais, outros menos, com ‘vítimas’ diferentes – mas no final das contas é tudo abominável mesmo.

  3. Tb sobre o aniversário:O pai está certíssimo em processar essa funcionária por racismo!Acho que as pessoas perderam a noção do que é certo ou errado,não?
    Onde iremos parar?
    Sobre pessoas ‘polêmicas’:É pura falta do que fazer,não acha?Como sou ocupada,sinto pena desses imbecis!
    Beijo!

    • Pois é, Afrodite, eu me pergunto se esse povo que fica caçando bate-boca tá com as contas pagas e a terapia em dia porque, ó, eu tou atolada de serviço e no meu magro tempinho livre, quero mais é falar de coisa boa, né? 🙂
      bjk

  4. Monica, fiquei chocado, num país como o Brasil, com uma diversidade étnica tão grande, isso é indmissivel, por aqui sempre me confundem com norte americanos, sempre corrigi, não tenho vergonha de ser brasileiro, não escondo minhas origens, gostem ou não, mas lendo uma coisa dessas da vergonha de falar que tenho a mesma nacionalidade dessa funcionaria desse quiosque, que a justiça seja feita, se bem que não confio muito na justiça do nosso país, até mais abraço.

    • Aqui, mais do que em muitos lugares, não deveria haver espaço pra uma coisa dessas, né? Por isso o pai faz tão bem em processar. Hoje em dia os resultados legais são bem mais justos, então tem que botar a boca no trombone mesmo!
      abraço!

    • Belíssimas, Max, sem dúvida. E ela tem umas musiquinhas pop bem legais, sobrinha adora e eu acabei entrando na onda. Mas Schubert deve ter revirado no túmulo com essa ‘rendition’ que ela inventou. Creda.

  5. Mônica, a Beyoncé é 98% marketing, 2% pernas. Dou um pacote de jujuba pra quem consegue ouvir um CD dela inteiro.

    A minha produtividade só não vai parar por causa de Carmen Sandiego porque o jogo do FB é em inglês e eu sou analfabeta de pai e mãe. Apenas por isso.

    Beijo!

    • Adrina, eu também só dou conta de ouvir Beyoncé no varejo – é uma de cada vez, senão é overdose. No iPod até que dá, o ritmo pra caminhada fica bom! É o que eu falo pro pessoal, se a moça fosse boa meeesmo, ela seria ‘A ou B’, mas é apenas ‘B ou C’… 🙂

      Pois então imagina meu aperto com Carmen. Eles podiam ter lançado em húngaro, aí eu não viciava!
      bjk

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