Em busca de sentido

Eu ainda estava tentando me inteirar e compreender o que havia acontecido na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, que história era aquela de oito, dez, onze, doze crianças mortas friamente por um ‘maluco’ que tinha saído disparando tiros para todo lado, e enquanto isso jornalistas afoitos de todo o país já estavam à solta, entrevistando especialistas, familiares e conhecidos de Wellington Menezes de Oliveira em busca de uma explicação plausível para um crime tão bárbaro. Ouvi de tudo um pouco: ele era adotado / fanático religioso / introvertido-quase-autista / drogado / soropositivo / esquizofrênico / psicopata. Em poucas horas, o país se considerava apto a traçar o perfil psicológico de um rapaz de 24 anos que, obviamente, tinha sérios problemas. O mistério de uma mente perturbada que tinha levado anos para chegar onde tinha chegado era finalmente explicado de maneira simplista por experts, famosos e anônimos. Para expandir do indivíduo e atingir outras esferas foi um pulo: a culpa era do governo / de quem votou a favor da proibição do porte de armas / dos políticos corruptos / da polícia / da falta de Deus no coração / dos games violentos – mais um pouquinho e teria sobrado também pro aquecimento global e pro mordomo.

Nada disso explica muita coisa, provavelmente não chega nem a arranhar a superfície da questão. Me lembro do filme Elefante, de Gus Van Sant, no qual o diretor conta a mesma história do massacre dos estudantes em Columbine por diferentes ângulos, e todos eles mostram alguma coisa, mas não servem para explicar tudo, e a cada vez que um novo ponto de vista é apresentado nessa colcha de retalhos, a gente vê mais alguma coisa e perde um pouco do foco da visão anterior. No final, cada um acha a sua própria explicação e pronto.

Mas a imprensa (justamente no dia do jornalista!) prefere fazer a cobertura dos fatos no pior estilo Big Brother. E aí, gente, nada é tão tosco e sem-noção que não possa ser mostrado na frente das câmeras e no tempo real da internet. Teve repórter perguntando repetidas vezes aos pais de vítimas como eles se sentiam; teve apresentadora de programa do tipo mundo-cão mandando gente pra puta que pariu (textualmente) no Twitter; teve jornal publicando fotos do assassino já morto pela polícia, caído no chão; teve entrevista sem qualquer propósito com familiares, vizinhos, ex-colegas de trabalho, amigo do primo da ex-mulher do padeiro (ou algo do gênero), que o conhecia de vista, tudo feito em nome da ‘cobertura jornalística’. Sei. Não demorou nadinha e eu me cansei daquilo tudo. Porque o que eu queria ter mesmo era uma resposta pra minha perguntinha (retórica, eu sei): onde e como esse rapaz conseguiu treinamento, armas e aquela quantidade absurda de munição para levar a cabo seu plano? Porque, sem essas balas na equação, Wellington podia ser psicopata, fanático, terrorista, ateu, drogado, soropositivo ou o que fosse, o resultado teria sido bem diferente. De resto, estou disposta a aceitar a explicação mais simples: não existe explicação para uma tragédia dessas.

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27 respostas em “Em busca de sentido

  1. E o culpado é só um: ele! (por pior que fossem os problemas dele, nada justifica fazer o que ele fez. Já pensou se todo mundo que tem problemas resolve sair por aí fazendo isso? Não dá, né?)
    Eu nem me dei ao trabalho de acompanhar tudo que já sabia que ia ficar com raiva desse sensacionalismo. Li até a parte da carta… depois, olha, depois é isso aí que vc escreveu.

    Bjs!

    • É difícil saber como funciona uma mente doente, né Eve, o que a gente sabe é que ela não é de jeito nenhum como a nossa. As notícias sobre o fato em si são mesmo muito tristes, mas é horrível o espetáculo que a mídia monta, explorando o horror. As crianças e suas famílias merecem mais respeito do que isso…
      bjk

  2. É… mas ele não se suicidiou quando se viu sem saída?

    Enquanto você ficava com raiva desse sensacionalismo todo, minha mãe ficava triste a cada novidade dada! Um horror! O jornalismo sensasionalista ou mata ou esfola!

    • Claramente uma pessoa desequilibrada, né Karine? Uma cena dessas já é inimaginável para qualquer pessoa, mas para quem é pai ou mãe o impacto deve ser ainda maior. Realmente foge à compreensão e acho no mínimo prematuras as tentativas simplezinhas da mídia de explicar uma coisa assim… Acho o fim tentarem transformar uma tragédia em espetáculo.
      bjk

  3. Concordo, Monica, Eve e Karine, como todas as vezes que existe um problema social grave, pode ter certeza, o mínimo que a mídia vai explorar, chafurdar, são umas três semanas; a cada dia repetem-se os ‘meeesmos comentários’ acrescidos de um pequeno ítem.

    Passei vários anos ‘esquivada’ de informativos porque já estavam me prejudicando a saúde (quando se tem sentimento), aquele passo-a-passo, ao ponto de ficar depressiva, me sentindo impotente diante de situações hediondas e que eu nada podia fazer!

    Ao que ouvimos: – não se pode ficar alienado!

    Sim, mas não já é ABSURDO o “massacre propriamente dito” e deve-se ainda ficar espremendo e exaurindo ao último folego vítimas e população! A quietude da massa – que não significa insensibilidade não – significa sim, o tempo de DIGERIR, INTROJETAR, O ESPANTO E ESPASMO que a nação inteira está exposta!!! não houve este tempo!

    Não atrapalhem, não estressem, aguardem um pouco.
    A DEFLAGRAÇÃO, O IMEDIATISMO em algumas ocasiões, também é DESUMANIDADE, parecem abutres na carnifina!!!
    Gente!… informação é necessária, sem dúvida, mas deve existir códigos de ética para tudo!

    -Respeitar a dor dos familiares, permitir que os atendimentos e providências adequadas ‘a quem compete’ sejam tomadas… não aquela abordagem ‘agressiva’ às pessoas atônitas, não perturbar, poupar as pessoas que ainda se encontram em estado de pânico!!! e então, uma entrevista coletiva onde os fatos sejam divulgados com embasamentos ‘estritamente convenientes’!
    -Essa exacerbação pelo “furo de reportagem” a qualquer preço! inclusive atrapalhando os procedimentos de urgência???

    Que horror, ainda ontem postei comentários a respeito de algo sério (não desta proporção, claro, e até tentei conduzir com um pouco de leveza), qd sai do computador e cheguei à sala… ( ), pois só tomei conhecimento à noite.
    SOLIDARIEDADE… TAMBÉM É SILÊNCIO, CALMA para resolver, e LUTO COMPARTILHADO!!!

    Sofremos (nós os que estamos do outro lado da dor e do desespero dos próximos) com o coração, com a alma, e não com alvoroço. CLAMA-SE PELO RESPEITO AO SEMELHANTE!!!, à população também… TENHAMOS AVIDEZ pelo que é bom!

    Considero este tema “Em busca de sentido”, (a outra face da tragédia) oportuníssimo!!!

  4. Acabei de ler as respostas da Monica, após ter postado meu comentário.
    E-xa-ta-men-te!
    “Acho o fim tentarem transformar uma tragédia em espetáculo.” (Monica) e também sobre as especulações prematuras!

    No que se refere ao criminoso, só compete a neuro-psiquiatras, e policiais especializados em criminologia patológica, cabe a eles os questionamentos e investigações!

    ACONTECEU!!! fato inexorável.

    Se – estava consciente ou inconsciente. ACONTECEU!
    Se – premeditou ou não. ACONTECEU!
    Se- estava infeliz. ACONTECEU!
    (com ‘raríssimas excessões’ de ordem mental), não se justifica que se saia matando inocentes!!! por que sempre os inocentes, né???
    São assim, os terroristas… os camicazes (Em japonês “cami” significa deus e “case” vento). poderosos!??? ridículos!

    Eu, mesma com o pouquíiiissimo conhecimento de alguns comportamentos ‘atípicos’, digo:
    _ SERIAM… MACHOS, HERÓIS, se atravesassem toda a milícia e encarassem AQUELE(S) a quem na verdade desejam mortos!!! vão… nojentos, repulsivos! o adjetivo seria outro, não pornográfico, mas forte, vou respeitar.

    Esta semana ainda no Oriente soldados “NORTE-americanos” mataram camponeses, esquartejaram-nos e tiraram fotos exibindo largos sorrisos e segurando-os como troféus!!!
    LAMPIÕES ‘duzinfernos’, (estavam – os camponeses, lógico – no campo cuidando de sua lavoura), e eles (os soldados tb) atraíndo crianças com balas (doces) para serem trucidadas, fotos escaparam do Pentágono! outras categorias também se escondem!
    Desculpem, mas não consigo conter a revolta!

    • É, esse caso dos soldados americanos é mesmo de revirar o estômago. Incrível imaginar que, se estivessem quietinhos em suas próprias casas, provavelmente seriam pacatos cidadãos. Me faz lembrar do livro ‘Lord of the Flies’, do William Golding…

  5. Monica, seu post foi o que eu li de mais racional e inteligente sobre o caso.
    Bom, não abri nenhum link sensasionalista, cansei de toda esta exploracão de sangue e da miséria e sofrimento dos outros, então só sei mesmo do fato que aconteceu sem os detalhes, mas também fico com a indagacão sobre onde e como ele conseguiu o arsenal para cometer esta atrocidade.

    Beijo

  6. Mônica
    Desculpe-me, mas lembrei:
    1- Há pouco vc colocou uma crônica sobre o “bullying”.
    2- Fiquei ESTARRECIDA, com um réporter que acuou uma senhora no momento exato em que recebera a notícia do óbito de sua filha; ela transtornada, tomou o celular e ligou para seu esposo (o pai), que estava no trabalho, e… ‘na bucha’ (coitada! com quem ela iria dividir algo tão grave e tão deles), transmitiu que a menina tinha falecido!
    De pé ainda, sem perceber a realidade, não houve tempo de processar… apenas palavras sairam-lhe, antes de ser tomada pela realidade, e evidente, nesta transição do inesperado e da dor, (ao que me pareceu), sequer foi-lhe dada a oportunidade de recusa da reportagem.
    Em um momento tão seu e de seu esposo, um momento no qual o seu ser mais profundo (de mãe), um momento ontológico, ser colocado ‘ao vivo e a cores’, sem a menor consideração. Perdõe-me Monica. E não precisarei mais detalhes deste horror!

    • Fiquei sabendo desse caso, Vanilda, e também fiquei chocada. Quem já passou por esse momento de dar e receber notícia assim (e nem tem que ser de algo tão trágico) sabe como é difícil. Não respeitar a dor de uma mãe em nome do furo de reportagem é algo que me embrulha o estômago. É o jornalismo no porão do fundo do poço.

    • Hahaha, moço, ganhei o dia com essa do ‘vamos falar de coisa boa’!!! 😀
      Nossa, tá vendo? Eu vendi o peixe como recebi (e veio de jornalão, hein!), olha que mico. É que eu não sigo esse pessoal, não sei quem é fake ou ‘de verdade’. Valeu a dica! Da próxima vez, vou tentar ficar mais esperta…

      Iogurteira? Sério que tem gente que compra isso? Tão mais fácil ir ali no supermercado e já comprar os lactobacilos vivinhos, em vários sabores, né? 🙂

      PS- sumidão, não?

  7. Ai ai Mônica….há tempos que näo suporto a mídia sensasionalista (pra mim, tem sido reduntante isso) ……mas acho que pouca gente deixa de ler jornal ou ver a Tv por causa disso. Se isso ocorresse, näo continuaria assim näo é mesmo? Mas milhöes e milhöes de pessoas gostam de assistir desastres, tragédias, sofrimento. Näo está muito diferente do tempo em que os romanos se entretiam no coliseu vendo os cristäos serem comidos pelos leöes…vc tem dúvida de que o filme está se repetindo?!?! E por favor, que ninguém me venha com a história de que “o mundo está acabando”..isso ocorre desde que o mundo é mundo! Como mudar? sei lá!

    • É, mas a gente (pelo menos eu) esperava que o pessoal tivesse aprendido uma meia dúzia de coisinhas desde os tempos dos romanos, né? Pelo visto, ainda estamos devendo. Vai ver somos mesmo a versão beta, como disse o Max no comentário…
      Como mudar eu não sei, mas pelo menos eu tento não alimentar esse círculo vicioso – simplesmente não assisto a esses programas. Não posso impedir que existam, mas posso escolher não vê-los, né?

  8. vc mesma deu a resposta… não há “uma” resposta. Situações complexas como essas nos embotam a razão pela alta carga de emotividade (não aquela emotividade bizarra que os repórteres tentam vender). Além do mais, mesmo entendendo, é muito difícil propor medidas preventivas específicas para que não se repitam situações hediondas. As medidas preventivas vão desde o básico da vigilância integral até a escola pública gratuita e de qualidade para todos (mesmo que em países que a tenham também sofram do mesmo mal).
    não se pode dizer que a cobertura da imprensa da situação tenha sido mais hedionda que o próprio crime, porque isso seria tripudiar sobre a dor dos envolvidos… mas, ai ai… que é isso imprensa nacional?

    Olá Mônica!!! Percebeu que estou de volta, depois de um longo e caloroso verão?

    quando tiver tempo, dá uma olhada nisso pra entender minha ausência:
    http://www.editora3deoutubro.com.br/livraria/index.php?option=com_content&view=article&id=118:lancamento-deste-mes&catid=44:destaque

    • Uau, que bacana! Parabéns, livro novinho saindo do forno! Totalmente justificada a ausência, vou guardar o bilhetinho que ia enviar pra sua mãe… 🙂
      Pois é, as pessoas ficam buscando explicações em todo lugar, em geral baseando-se no que saiu publicado na imprensa. Como o que saiu não é de muita confiança, as teorias ficam de dar dó.
      O incrível é que, como sempre, muito provavelmente vão falar do assunto por mais alguns dias ou semanas (dependendo de quando teremos o próximo escândalo ou tragédia), depois ninguém mais se lembra e tudo volta a ser como antes. E assim vamos nós, de manchete em manchete…
      abraço!

  9. Mônica, acho que tudo já foi dito diante da barbárie (inclusive um monte de coisa desnecessária), mas como me mantive afastada do jornalismo televisivo (o que pretendo manter para todo o sempre, amém), não sei se alguém levantou a hipótese de esse rapaz não ser apenas um “monstro”, “marginal”, “assassino” e outros adjetivos desta natureza, mas também uma pessoa doente que não teve atenção e tratamento médico adequados.

    • Adrina, e essa é uma das coisas que mais me irritam na mídia e no pessoal que vai na onda dela. Sim, o sujeito é um assassino; se tivesse sobrevivido, deveria ir a julgamento e receber a pena cabível por lei. Mas o circo armado pela imprensa, inclusive exibindo fotos dele morto na escada da escola (fiz questão de passar longe de imagens assim) e ‘entrevistando’ familiares, amigos, etc., é ridículo. Como é ridículo o tanto de especulações e disse-me-disse vindo de todos os lados, gente à procura de explicações sem qualquer fundamento. Também tenho evitado as notícias, é uma canseira com muito auê e pouca informação…

  10. Monica e Adrina! Sou deste time! e explico-lhes o por quê.

    Acima mencionei:
    “Passei vários anos ‘esquivada’ de informativos porque já estavam me prejudicando a saúde (quando se tem sentimento), aquele passo-a-passo, ao ponto de ficar depressiva, me sentindo impotente diante de situações hediondas e que eu nada podia fazer!
    AO QUE OUVIMOS: – não se pode ficar alienado!”

    (POIS TAMBÉM, ‘voltarei’ a me esquivar… amém)

    E também acima está:
    “Se – estava consciente ou inconsciente. ACONTECEU!
    Se – premeditou ou não. ACONTECEU!
    Se- estava infeliz. ACONTECEU!
    (com ‘raríssimas excessões’ de ordem mental)…”

    Ocorreu-me sim, esta possibilidade! e por este motivo converso contigo, pela tua preocupação, deduzo que tb é um aspecto a ser abordado.

    E no caso do tema que nos foi postado por Monica, vemos que A MÍDIA não estava nem aí para nada!!!

    “… A esquizofrenia é um transtorno mental que, não tratado, desencadeia delírios, alucinações e agressividade. A maioria dos pacientes, porém, consegue mantê-la sob controle com remédios.
    Estima-se que, de cada cem pessoas, uma sofra de esquizofrenia -por volta de 1,9 milhão de brasileiros.”
    “Na maior parte dos casos, você não consegue dizer pela – aparência – se a pessoa é ou não portadora de esquizofrenia”, explica o psiquiatra Jaime Hallak, da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto. “É um erro exigir que ela exponha seu diagnóstico numa carteirinha. É estigmatizante.”
    http://rogeliocasado.blogspot.com

    Li alguns livros de psicologia e psiquiatria, exatamente para entender um pouco do comportamento humano, seus processos neuroquímicos, a fim de não fazer juízos injustos.
    UM DELES, (não digo, para que leias, mas… a sinopse diz tudo, o conteúdo é de grande importância, mas sem dúvida denso):
    “UMA MENTE INQUIETA (2009)
    Editora: WMF MARTINS FONTES” não mt divulgado, por ser mt específico:
    ‘Testemunho pessoal’ de “Kay Redfield JAMISON”, autoridade internacional em doença maníaco-depressiva e UMA das poucas mulheres catedráticas de medicina em universidades norte-americanas.
    A obra é a revelação da sua própria luta, desde a adolescência, com a doença, e de como a doença moldou sua vida’ – trata-se de mania, uso do lítio como tratamento, inclusive um medicamento que os médicos só prescrevem em última instância, portadora de transtorno bipolar, numa época ainda de poucos avanços na área… ela controlou e formou-se exatamente em Psiquiatria.
    Acesse pelo título e autoria, verá como era jovem e bela.
    ELA TEVE A OPORTUNIDADE A QUE TE REFERES… VENCEU!
    Esta minha conversa, é uma interação que faço contigo, pela peocupação ‘justa’ que apresentaste. Grande abraço!

  11. Um adendo:
    “vemos que A MÍDIA não estava nem aí para nada!!!”
    naquele momento… porque não foram respeitados vítimas, familiares, direção e demais alunos do colégio, e observados este lado do assassino! como Monica mencionou sobre as especulações prematuras.
    Foram segundos, não houve hiato, e a mídia em geral, parecia que que anteviu o problema e se antecipou a tudo e a todos!!!

  12. O que mais me dói é pensar que pessoas sao doentes para obterem esse tipo de carnificina da midia.
    Um exemplo é minha mãe. Ela é uma pessoa tão docil, nao machuca nem um mosquito, e ela ate passa mal com as noticias, pois se sente impotente pra fazer qualquer coisa.Mas… Ela nao conseue ficar sem ver, pesquisa tudo nos minimos detalhes e aida quer que eu me interesse…

    Eu ja avisei pra ela que é muito provavel que ela tenha TOC.
    e isso é muito triste…

    Creio que tem muitas pessoas na situaçao dela…

    PS: Seu blog se tornou um endereço muito especial pra mim….quase nao entro na net , mas quando venho ele é o primeiro que eu visito e leio tudo.

    bjos

    • Oi Greici,
      que legal saber que você vem sempre ao blog e que ele é um lugar especial pra você! É muito, muito bom mesmo ler coisas assim, sabe? 🙂
      Não é curioso como as pessoas realmente ficam doidas pra saber os detalhes mais pesados, mesmo dizendo que isso lhes faz mal? Eu prefiro passar longe desse sensacionalismo.
      bjk

  13. Oi, Mônica, minha linda. Confesso que fiquei chocado com tudo o que aconteceu com aquelas crianças e, consequentemente, com suas respectivas famílias. Mas o que mais me impressionou mesmo foi tratamento sensacionalista dado pela imprensa, sobretudo por parte de alguns cainais de televisão. Repórteres (eles e elas) totalmente despreparados, fazendo as mais idiotas perguntas às pessoas vitimadas por uma tragédia sem tamanho. Isso foi tão sem propósito que virou tema de algumas de minhas aulas durante essa semana. E os meus alunos (meninos e meninas) deram um show de sensatez e apreciação crítica dos fatos. Vamos torcer para que, se alguns deles se tornarem jornalistas, não sejam vendedores de tragédias para lucrarem a qualquer custo, principalmente se esse custo for o infortúnio de inúmeras famílias.

    Bjos de montão.

    Do Saudoso amigo.

    Cláudio Farias

    • Cláudio, acho super importante a gente conversar sobre essas coisas com a moçada, exatamente para eles poderem exercitar o senso crítico e não aceitar facilmente tudo que é apresentado na mídia (ou por qualquer outra ‘autoridade’, seja lá qual for) só porque vem de supostos especialistas. A cobertura do caso foi um horror e cobriu de sensacionalismo algo que é trágico e deveria ser tratado com respeito. Que bom que os alunos demonstram mais preparo do que os repórteres, porque eles ainda têm muita estrada pela frente…
      bjk, sumido! 🙂

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