Todos reclama

Tudo com temperança, diria a minha avó. Mas um dos esportes preferidos aqui na brasilândia parece mesmo ser o ‘não-vi-e-não-gostei-mas-vou-falar-assim-mesmo’, largamente praticado por representantes da imprensa e pela galera na internet, desde a modalidade petiz até a master. ‘Não sei o que tá rolando, mas também quero dar o meu pitaco’, de preferência em forma de veemente protesto e indignação – essa é a tônica.

Pois muito bem. Quem andou lendo jornais por aí e acompanhando blogs e o twitter (sim, ele, sempre figurando na vanguarda do mimimi virtual) desde a semana passada vai se lembrar da polêmica causada pela aprovação, por parte do MEC, de um livro didático que ‘defende errar concordância’. A manchete bombástica nos jornais foi o quanto bastou para uma penca de gente pegar em armas em defesa do ‘bom português’, a ABL (Academia Brasileira de Letras) naturalmente torcer o nariz e montes de políticos, jornalistas e intelectuais serem convidados a dar palpite. Alguns poucos saíram em defesa aberta da coleção. E eu me pergunto quantas de todas essas pessoas tiveram os livros em mãos (livro do aluno E do professor, note bem) para fazer uma análise cuidadosa antes de sair por aí dando seus pitacos. E isso, gente, qualquer professor vai confirmar, é a primeira primeiríssima coisa que a gente faz quando se trata de livro didático.

Não sou doida de achar que a norma padrão deve ser atirada pela janela e pregar a queima dos livros de gramática normativa numa fogueira em praça pública. Claro que não. Sou professora de inglês há mais de 20 anos e, se não fosse essa norma, a tarefa de ensinar um idioma seria infinitamente mais complicada. Nos últimos tempos, também tenho dado aulas de português para estrangeiros e o ‘bom português’ está no centro do livro didático que uso com minhas alunas (o que não impede que eu mostre para elas que, apesar de dizermos ‘você foi’, em alguns lugares do país o comum seja dizer ‘tu foi’, e que embora a regra da passiva sintética estabeleça que o correto é escrever ‘Compram-se livros usados’, muitas faixas e placas dizem ‘Compra-se’). Não vou entrar na discussão política da imposição da norma culta como a única a ser adotada, quem impõe e com qual propósito; ela existe, claro, e é uma questão importante. Estou falando da questão prática mesmo. Se a tarefa é ensinar e aprender, não há como (nem por que) fugir da norma padrão. Mas é bom lembrar que ela não é a única.

Mas voltemos ao livro didático, mais especificamente ao ‘Por Uma Vida Melhor’, no olho do furacão. Não tenho ele em mãos, infelizmente, então não tenho como analisá-lo. Mas posso dar uma ideia do que eu faria antes de sair por aí indignada batendo pé. Em primeiro lugar, eu precisaria me perguntar a quem essa coleção se destina. Quem é o público-alvo? Parece óbvio, mas não vi ninguém fazendo esta pergunta (e, tão incrível quanto, nem o MEC comentando). Tá, é um livro para o ensino fundamental até o médio, mas quem são os alunos? Isso faz muita diferença. Não vou confundir a cabeça de uma criança que está tendo seu primeiro contato com a gramática formal da língua portuguesa, discutindo com ela conceitos como adequação de discurso. Ela já tem serviço que chegue, aprendendo coisas como tempos verbais, regras do plural, ortografia, análise sintática. Se eu já for avisando que tudo isso é relativo, ela pira. Mas essa coleção é voltada para alunos do EJA -Educação para Jovens e Adultos. Quem são eles? Gente que não completou o ensino médio ou fundamental na época certa e que agora, em vias de entrar no mercado de trabalho (ou mesmo já nele), está correndo atrás. Eu pergunto: quer dizer que essas pessoas não podem discutir temas como a fala x a escrita, diferenças entre o discurso formal x informal, adequação da língua ao contexto, preconceito linguístico etc, só porque não estão na universidade? A vivência delas, a capacidade de analisar, criticar e fazer escolhas (nem tudo se aprende na escola, né gente…) inexiste? Então eu acho que dizer para uma criança de sete anos que é ok falar ‘os livro’ pode ser uma péssima ideia; para um jovem ou adulto, vejo muito menos problema. Pode até ser muito importante.

E mais: onde essa história de poder falar ‘os livro’ apareceu? Qual era o contexto da unidade? Segundo a autora Heloísa Ramos, a discussão sobre ‘os livro’ aparece num capítulo introdutório que discute (não ensina) a adequação da linguagem ao contexto. “Quem está fora da escola há muito tempo é quieto, calado e tem medo de falar errado. Então colocamos essa passagem para que ele possa sair da escola com competência ampliada”. A autora afirma que a coleção ensina a norma culta, mas amplia a discussão do âmbito do certo e errado para o adequado e inadequado. Sinceramente, não consigo ver motivo pra tantos protestos irados por aí.

E, gente, me desculpem mas eu acho extremamente leviano detonar uma coleção inteira sem analisá-la. Mas não só analisar o livro do aluno. Livro didático não existe sozinho, ninguém vai ali na livraria comprar um livro didático para ler. Ele existe dentro da sala de aula, mediado pelo professor (livros de aprendizagem autônoma são muito diferentes e só quem cria material para eles sabe como é difícil suprir a ausência do professor e da interação que existe na escola). O livro do professor traz muito mais do que a chave de respostas das atividades (ok, falo de bons guias, evidentemente); ele propõe atividades extras, abordagens dentro e fora da sala de aula, explica a metodologia da coleção e como ela se insere nos parâmetros curriculares nacionais. Eu não sei como os autores trataram o problema de ‘os livro’, mas para saber com certeza eu tenho que ir lá no manual do professor, não só na página do aluno. Alguém aí foi?

Então fica a sugestão para a imensa maioria que achou o episódio de ‘os livro’ um absurdo. Critiquem, claro, é um direito e, quando se trata de temas de interesse nacional como é a educação pública, um dever. Mas façam o ‘para casa’ antes. Analisem a atividade proposta, o capítulo do livro, o livro todo, a coleção, o livro do professor, vejam se a proposta dos autores é adequada ao público que a coleção busca atingir. Depois, se for o caso, detonem. Ou melhor ainda, sugiram outras formas de se abordar o problema. Mas por favor, não saiam por aí falando só por falar. Quem sai de casa pra incendiar o mundo costuma voltar pra buscar os fósforos.

(Pê Esse: a nota oficial da Ação Educativa, responsável pela coleção, está aqui.)
E, querendo esticar a prosa mais um cadinho, um ótimo texto do Sírio Posseti, professor na Unicamp.

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25 respostas em “Todos reclama

  1. finalmente bom senso em uma opinião sobre o assunto. E eu fui dos que horrorizei quando vi as manchetes pela primeira vez mas vc me convenceu: vou recolher as armas e tentar achar uma explicação que não se baseie só no achismo…

    • Pois é, Max, é muito fácil a gente cair na armadilha do palpite. Ainda mais quando se fala de educação. Não vi nenhum jornalista entrevistar ou pedir a opinião de especialistas em educação, alfabetização, etc., e olha que tem muita gente boa disponível. Aqui na UFMG, por exemplo, a Magda Soares é das maiores autoridades no assunto. Com certeza ela teria muita coisa pertinente pra dizer e ajudar todo mundo a ter uma ideia mais completa do problema. Criticar é bom, claro, mas a galera está criticando só na base do ‘ouvir dizer’. Aí fica difícil.

  2. Esse método de atirar antes de perguntar é antigo, mas hoje, com a facilidade de blogs, twitter, etc está tornando as discussões surreais, pois ficam todos discutindo sobre uma ficção, ou apenas defendendo o seu lado ideológico, sem ter realmente a menor idéia do assunto.
    Para contribuir com a discussão dou uma sugestão para o livro didático, de uma amiga que viu numa birosca no nordeste: “vende peixe-se”

  3. Estava vindo prá casa agorinha e ouví uma entrevista na CBN com uma pessoa, acredito ser a autora ou organizadora deste livro, me pareceu alguem muito inteligente e experiente na área de educação. Mas na hora pensei “quanto barulho por nada, mas garanto que a Mônica vai comentar no seu blog”. E num é que tava aqui mêsm?

    • ‘Vindo pra casa’? ÀS 4 E POUCO DA TARDE? Bem que mamãe me disse que eu devia fazer medicina… 😛
      Pois é, muito barulho por nada, o povo adora uma polêmica à toa.
      Mas acho que essa história de gramática normativa, de imposição de uma norma pra tudo (embora a gente não respeite essa norma ao falar, é só gravar alguém falando casualmente por uns 5 minutinhos e vai ver como é nosso ‘bom português’…), isso é bem da língua portuguesa. No francês eu também achava isso. Já o inglês tem bem claro que existe uma norma que deve guiar, mas a noção do que é certo e errado não se sobrepõe à de adequado ou inadequado.
      Claro que eu não ia deixar um barraco desses passar! 😀

  4. Mônica, eu sou terminantemente contra quarquer tipo de erro na língua portugueza. Mais isso me faiz lembrá o meu (mui saudoso) professor de portuguêiz do colégio, que dizia que a gente tem que sabê a regra pra podê quebrar-la. Entends? Entaum, não acompanhei eça história de perto, mais de longe me parece que tão querendo primero quebrar-la pra despois ensinar-la… Ou não. Sei lá…
    Abração.

    • Né não, Daniel, é quels tão querendo que os aluno pensem sobre as diferença entre o oral e o escrito e quandé que a gente pode ser fleksível. Na ora de ensiná as regra, o livro faz tudo bunitinho. Acho que o povo é que ezagerou no auê. Tamém acho que a jente tem que tomá çertas precaussões, mais a galera já sai xutando a porta sem nem saber o que tem atráz…
      abrassão!

  5. O primeiro texto lúcido que encontro sobre o assunto. Li o tal capítulo do livro e realmente em momento algum seu texto “prescreve” o desvio da norma culta ORAL. Discordei do texto por questões metodológicas. Meus alunos são exatamente aqueles a quem o livro se destina. Acredito que são perfeitamente capazes de discutir essas questões todas, mas não exatamente nestes termos. Todos que chegam a minhas turmas do curso noturno sabem muito bem o que é preconceito linguístico porque são vítimas dele em seu cotidiano. E a tal ponto que não se sentem capazes de responder às perguntas mais simples MESMO QUANDO SABEM A RESPOSTA. Então, vale menos o discurso, do livro e do professor, e mais a ATITUDE, a ação pedagógica em relação à linguagem e a todas as normas. É preciso mostrar, pela ação educativa, que a linguagem se realiza em sua plenitude na interação entre as pessoas. Este é mais um factoide criado pela mídia, encabeçada pelas organizações globo de desjornalismo… Em mais de vinte anos de magistério já tive em mãos livros muito mais falhos em termos de “desvio da norma” e distribuído pelo mesmo MEC em outros governos. Nenhum deles sofreu tamanha difamação…
    Há que se destacar também o discurso de inflamado político a bradar, sobre o caso do polêmico capítulo: “erros gramaticais grosseiros que transformam a ortografia em pornografia gramatical”(http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/05/17/haddad-falta-audiencia-do-senado-sobre-livros-didaticos-lider-do-psdb-pede-recolhimento-de-obras-com-erros-924480651.asp) Se no lugar de um livro didático tivéssemos este senhor querendo opinar sobre a formação de médicos, estaríamos bem arranjados…

    • Olá Suraia,
      obrigada por trazer o ponto de vista de alguém que está dentro da sala de aula com esse tipo de aluno e, ainda por cima, viu o tal capítulo! Li algumas pessoas elogiando o livro mas criticando exatamente o que você comentou, a maneira como a questão foi colocada. Mas é que tem muita gente que, não sabendo nada sobre metodologia, jamais veria isso, né? Mais fácil criticar só o que está ali, impresso e ver o circo pegar fogo, mesmo sendo absurdamente ridículo. Imagino que, numa segunda edição, os autores até pensem em reformular a atividade. Enquanto isso, claro, o professor pode muito bem balancear o que está no livro, trazendo outros pontos de vista, criticando o que está sendo discutido, etc. Livro didático não é lei, quem está em sala de aula sabe como a gente tem que mudar, adaptar e complementar o que está ali, de acordo com cada turma…
      Interessante essa de ‘pornografia gramatical’, o Congresso tem atitudes bem mais ‘pornográficas’ e os parlamentares não veem problema nenhum…
      abraço

      • Na história toda, o que mais me chamou a atenção foi a virulência com que investiram contra a pessoa da autora. O site da veja (argh) tem comentários que valeriam um bom processo por ofensa pessoal… Bom, de qualquer modo o Marcos Bagno respondeu e bastante bem à questão (só procurar o blog do Bagno) e ainda apontou ao final os desvios da norma cometidos pelos próprios jornalistas que badavam em favor da gramática…
        Bem, desta vez não posso deixar de dizer que AMEI seu blog. Quando crescer quero ser blogueira assim, igual a você!

        ***

        Suraia, vou responder aqui porque acabou o ‘responder’: também fiquei passada com o nível das críticas. Primeiro porque não vi ali ninguém se dignar a conversar com a própria Heloísa Ramos, que tem anos e anos de experiência com ensino de português. Até parece que estavam falando de uma estagiária (e nem se fosse isso se justificaria!). Aliás, ninguém ouviu ninguém que eles não soubessem de antemão que iria concordar com a crítica. Muito feio isso, se a gente critica, tem que aceitar a crítica da crítica também e expor o lado B das coisas. Tá aí o Bagno, aqui na UFMG tem a Magda Soares, tem gente competente adoidado. Tá faltando gente competente é no jornalismo, pelo visto. A galera do twitter eu nem considero, porque aquilo ali é máquina de fazer doido (e eu tou lá, firme!), você diz ‘pires de oliveira’, o cara entende ‘pratinho de azeitona’ e salve-se quem puder.

        A dica da página do Bagno é ótima, quem quiser ler, o link pra postagem é http://marcosbagno.com.br/site/?page_id=745

        Obrigada! Se você não tem um blog, fica a dica, faça um! É muito legal e a gente conhece muita gente boa por esse universo. Recomendo demais!

  6. Menina, falando nisso… dei aula para EJA num colégio estadual do Rio de Janeiro antes vir pra essas bandas de cá. Ensinava línguas espanhola e portuguesa àqueles cidadãos que mal falavam o português (na minha concepção, porque entre eles, eles se entendiam muuuuito bem). Cê tem noção do trabalho que era fazê-los enxergar, por exemplo, um sujeito numa frase? Cê tem noção do parto de gêmeos que eu vivia todas as noites (dava aulas à noite) quando tive que fazê-los falar OS MENINOS FORAM AO PARQUE? Eu acho essa discussão toda puuuuuura balela. Que fique claro que não li nada do livro. O que concluí daquela época é que a realidade deles é outra, a sociedade deles é outra e poucos saem para a superfície. O certo para eles era o que eles tinham como modelo ali nas suas casas e não o que eu dizia. Tinha peninha deles porque muito MEMORIZAVAM essas regras para as avaliações. Ou seja, era um sacrifício, sim, para eles falar um bom português!!! E de nada adiantava explicar regras gramaticais porque, colocando os pés para fora de sala de aula, a realidade deles voltava e tudo vinha à tona. Até que um belo dia, chutei o balde e fui ensinar outras coisas: a ler bem, a comprender o que eles liam, os direitos e os deveres deles como cidadãos… Enfim… Acho que quem entende é quem está numa sala de aula de um EJA da vida.

    • Pois é, Karine, existe o português de ‘falar entre eles’ e o ‘português de falar com o rei’, né? Não é um OU outro, é um E outro. Isso não vale só na linguagem oral, vale na escrita também. Meus amigos me enviam mensagens no celular sem acentos, maiúsculas ou pontuação. Todos foram educados na norma ‘culta’. Mas meu tio, que era juiz, mandou voltar pro advogado um ofício redigido num teclado americano, sem acentos. Quer dizer, no sms pode, numa petição não pode. Simples assim.

      E olha, problema pra fazer o pessoal ver sujeito, verbo, etc. eu tenho com meus alunos também, e ali todos são de classe média pra cima. Na verdade acho que as regras gramaticais ajudam (até na hora de estabelecer categorias e organizar tudo) mas a galera querer que ela seja soberana em TODOS os contextos é bobagem…
      bjk

  7. Minha língua

    Meu bom português
    É como um barco que navega rumo ao horizonte.
    Vez por outra surge um vento lateral
    Que, de súbito sobre as velas, inclina a embarcação
    E, nessa inclinação, o leve barco se desequilibra
    Mas não deixa de procurar um rumo certo.
    Cláudio Farias

    Bjos de montão.

  8. para Monica,(I), agora deve ser…
    para Monica (1).
    Parabéns por sua explanação, pelas opiniões indicadas para reflexão, e, às pessoas que aqui se colocaram!

    Diante disto fiquei reticente no meu pensar e na minha escrita, contudo, arrisco um comentário correlato ao tema e quem sabe possa ter alguma relevância – uma ótica a partir de outros ângulos.

    Não questiono o que foi dito, visto que sua crônica, comentaristas e pessoas aqui referendadas, o fizeram de maneira inquestionável, sem deixar margens para dubiedades e com solidez de informações, entendi perfeitamente!

    Não há dubiedade, só algo que talvez possa ‘complementar’ as abordagens.

    Quando surgem novos ditames, com respeito a qualquer assunto, é perspicaz que antes de emitirmos nossos raciocínios (se forem com conhecimento de causa), observemos os vários ângulos que a questão se nos oferece (foi assim que aprendi, ou… me ensinaram errado?!)

    Percebi que por ser um assunto vasto, precisamos considerar inclusive, os ‘alvos’ mais além das questões gramaticais, quais sejam:
    educadores; educandos; profissionais da informação, frequentadores de redes sociais; quaisquer pessoas que façam uso do idioma português-brasileiro!!!
    São os fatores: tempo; avaliação; informalidade na linguagem e preconceito (este, enunciado acima).

    • Concordo, Vanilda, uma questão que envolve tantos ângulos ser abordado apenas por um lado (e os jornalistas e ‘opinionistas’ de plantão adoram fazer isso, é querer simplificar demais as coisas, né?

  9. para Monica (2)

    – TEMPO. Costumo dizer que, antes o tempo era nosso aliado, hoje, nosso inimigo; sem tempo, o texto fica imaturo, sem possibilidade de aperfeiçoamento e devidas correções.
    Tempo virtual e real não estão mensurados de forma equalizada, nem equitativa.
    Parece-me que falamos e escrevemos atropelando o raciocínio e as palavras! evidente que o resultado será desastroso. Tempo para concordância, principalmente? NULO!…

    – AVALIAÇÂO. Em sala de aula ou empíricamente. Quais são ou serão os parâmetros didáticos: coerentes com a diversidade de situações e sobretudo, justos?

    – INFORMALIDADE NA LINGUAGEM. Claro, nenhum de nós, tem obrigação de viver permanentemente apegados a rigidez aplicada à documentos oficiais, ou presos a cânones academicistas, culminaria no TÉDIO!
    – Flexibilidade e leveza, também são recursos que podem resultar em conversas ou textos válidos e também humorados, o que é salutar, precisamos oxigenar o idioma, por quê não?
    Desrespeitá-lo e empobrecê-lo, e questões advindas para um futuro não tão longínquo, ‘é outra discussão’!
    – Retórica, oratória, deverão ser usadas em ambientes com pertinência para tal, nestes casos, não se pode abolir a ética em determinadas profissões ou atuações de seres humanos em diferentes áreas na sociedade, correndo o risco de banalizar ou denegrir tanto o vernáculo, como as pessoas!.

    – PRECONCEITO. Sinceramente, já estou ‘cheia’ com esta palavra! está presente no cotidiano (quotidiano), não podemos negar, entretanto se não dermos tanta ênfase, ele (o preconceito) diminuirá, já é uma situação comportamental: só melhora se não acionarmos com frequência a catapulta! haja visto o fenômeno ‘bullying’ – uma variável – também está permanecendo devido ao grau de importância que a sociedade está atribuindo.
    Preconceito? (Orgulho e Preconceito – caminham juntos, (viva Austen!) Não supervalorizar?! então, não se propaga!!!
    a) preconceito com quem fala coloquialmente.
    b) preconceito com quem ‘TENTA’ falar corretamente.
    Nenhuma crítica, a nenhuma das situações.
    Respeito às condições educacionais de cada um, o histórico de vida pessoal, seja econômico e de outras ordens devem ser levados em conta!
    Sábios também por pressa ou descuido, não se isentam de falhas (cuidado apresentadores!).
    Minha vida profissional, além de diletante na literatura, clássica ou moderna, foi dedicada em Editora de instiuição oficial, federal, portanto, sei o ‘quão complexo, árduo’ este trabalho: dos originais, revisao, cotejo e inclusive lidar com os autores x editores, com suas vaidades e preciosismos! Colocar um livro no mercado, seja ele acadêmico ou comercial em editoras no setor privado, é um trabalho lindo e de periculosidade ao mesmo tempo!
    Como leitora já encontrei erros crassos, mas o ser humano, não é infalível, claro!
    Eu erro, erro, erro, por mais cuidado que necessite!
    É um turbilhão de informações e regras, normas, claro, não deveria ocorrer… mas impossível controlar tudo!
    Corrijam-me ortograficamente e nas opiniões, em parte subjetivas, mas baseada na experiência – o fazer o livro, o publicar, sua apresentação no mercado, em tudo não pode prescindir das justificativas do como escrever e para quem escrever. Grande abraço, fico contente se tiver contribuido com outras faces da questão!

  10. Monica
    Gostei do “‘opinionistas’ de plantão”, a essência reside no exatamente no ‘istas’, para ser precisa!

    Emitem suas opiniões sem ‘tempo’ de respaldá-las.
    Sua crônica e alguns comentários dos presentes, foram respaldadas – profissionais na área e leigos souberam se colocar!
    Desta forma acrescentamos e apreendenmos, ISTO é o que importa!

  11. E.T.:
    – (Orgulho e Preconceito – caminham juntos, (viva Austen!))
    – reside exatamente no…
    – e apreendemos,…

    Olha só, fui falar em tempo, pressa!!!

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