Embolou

Já tem uns bons dias que o tempo virou cá nas montanhas e um clima subtropical tendendo ao levemente polar invadiu o meu chateau. Tudo bem que aqui tem um daqueles aquecedores portáteis que quebram o maior galho, tem edredons do tamanho da África pra se enrolar na hora de dormir, tem um monte de receitas diferentes de sopas e caldos e umas boas garrafas de vinho para os momentos mais hardcore, mas o problema é que o meu sistema imunológico, do qual sou tão orgulhosa porque não costuma me deixar na mão, uma hora acaba dando o teco e aí, ó, complica a minha vida. Como agora. Pode ter sido o ar condicionado do cinema, pode ter sido o vento na Lagoa dos Ingleses com pouco agasalho, pode não ter sido nada disso, mas eis que surge do nada mais uma dor de cabeça monstro (nem deve ser isso tudo, mas eu nunca tenho dor de cabeça, então qualquer uma, por mais branda que seja, me parece de proporções hecatômbicas) e a sensação de ter sido atropelada em algum momento por uma jamanta sem freio. Sim, é ela, a gripe.

Daí que ficaram pela metade vários posts que comecei mas não tive disposição pra finalizar (Adamastor e Hermengarda, meus dois neurônios, ficam seriamente comprometidos nessas circunstâncias), ficou inacabado – aliás, mal começado – o post sobre o novo filme do Woody Allen, que eu vi e achei tão lindinho, marcha a passos de tartaruga a leitura de um documento de trocentas páginas que eu leio, leio e tenho que reler tudo de novo, porque não consigo reter a informação na cabeça, e quanto mais eu me esforço pra prestar atenção, menos eu consigo me concentrar. Levanto de manhã que nem um zumbi, logo eu, que normalmente durmo que é uma beleza, mas que na atual conjuntura acordo com qualquer barulhinho e até mesmo virando na cama durante a noite. Umas tantas coisinhas que estavam na fila pra serem resolvidas -é verdade que algumas não dependem só de mim pra ter desfecho satisfatório- vão ter que ficar na fila de espera até segunda ordem. A vontade é de ficar na cama o dia inteiro, lendo e dormindo, dormindo e lendo, mas como essa vida não é exatamente um filme de Doris Day, estou de pé às seis da manhã para um longo dia de aulas e elaboração de projetos, e esse é só o primeiro dia da semana. Ainda bem que vem um feriadinho por aí, e já mandei avisar às autoridades competentes que esse vírus tem que cair fora rapidinho, que eu não estou com a menor disposição pra ficar de molho em pleno Corpus Christi.

Então, queridos, eu estou por aqui e tals, mas não estranhem se as coisas andarem um cadinho mais vagarosas no blog nesses dias. Não desliguem, sua ligação é muito importante para nós. No momento estamos com falta de energia nos nossos locutores, mas em breve voltaremos com nossa programação normal.
***

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14 respostas em “Embolou

  1. Monica
    Seu relato sobre a situação está perfeita. Fico assim. Melhoras para vc!!!

    Não ia deixar despercebida a ‘IMAGEM do gatinho’.
    Vou contar uma historinha para vc que está DODÓI…
    Um mimo é bom quando a gente tá assim. Já lhe disse, tenho três persas, todos são ‘xodozinhos’.

    Tão quietos que às vezes dá vontade de berraaar: ‘Falem meninos!!!’,
    O mais velho entretanto, tem o comportamento de um cachorrinho,: companheirãaao, não me larga momento nenhum!
    Têm seus mecanismos de me chamarem para abrir a porta ás 5h30, cheirinho de brisa, né?
    Depois claro, eu volto a dormir!
    Quando chove, os três correm ao meu encontro (cada um tem um miado peculiar!), e insistem, insistem até que eu os acompanho, saem felizes da vida, como quem diz: – ela nos entendeu!… e os corpinhos balançando e pulando, de jeito que lembram ovelhinhas. Quando chegam à varanda… levantam as cabecinhas me olhando, para confirmarem que entendi o convite que me fizeram! Uns amores, me derreto por eles!…
    Ás vezes, á noite, deixo a porta aberta para que eles possam pegar um sereninho, eles não pulam muro,sua capacidade respiratória não lhes permitem esta façanha! (e o meu é alto). Vez ou outra, brincam de pega e de se esconder (com o rabo de fora!),
    Se a dona fosse mais interatativa, sem dúvida fariam muitas peripécias!

    Salvei a imagem para mim com o título;’GATINHO DESESPERADO’, e está mesmo! Ô bixin!
    mas não é que a foto combinou com a crônica, ou seja, contrariado pela gripe!!!

    Bom, depois desta história – verídica heim! – tome um chazinho quente, mantas e mantras para você
    e bom sono. bjkas!

    • ‘Brigada, Vanilda! Eu acho gato um bicho muito fofo, mas não tenho em casa não (pra isso eu sou mais uma ‘dog person’, sabe…). Tenho uma amiga que tem 5 gatas, de todos os tipos, cada uma mais peça rara do que a outra. E é inegável que eles dão ótimas fotos (e ótimas histórias!).

      O chazinho já está na mão, a manta tá me olhando, daqui a pouco vou correr pra ela! 🙂
      bjk

  2. Mônica, sinceros desejos de melhoras.
    Todos queremos que, depois desse breve “descanso forçado”, suas baterias estejam 100% carregadas.
    Você aí, capenga, e eu cá, passando por um perrengue rápido: precisei extrair um dente quebrado, que já estava tendo o canal devidamente tratado…
    Boa semana (curta) procê!
    Beijão!

    • Nossa, nós estamos uma dupla e tanto, né?
      Já vi, pelo tanto que espirrei hoje de manhã, que essa gripe né gripe nada, é rinite alérgica mesmo. A secura do tempo + ar condicionado + deu num estrago danado. Não é muito legal pra dar aula, mas paciência. Eu chego no fim do dia exausta, valendo menos que jornal de ontem. Mas até no feriado eu tou novinha!
      Melhoras pra você também.
      bjk

  3. E o mantra:
    gatinho, leva esta gripe. gatinho leva esta gripe, gatinho, leva esta gripe. gatinho, leva esta gripe. gatinho, leva esta gripe!!! gatinho… leva esta gripe. gatinho, le-va es-ta gri-pe. huuuuuuuum, ooom! Afora brincadeiras, rogo a Deus que esteja bem melhor, e assim que puder quero saber do filme do Wood Allen! Abração!

    • Ah, vou falar do filme sim, a gente se divertiu horrores. É só eu conseguir concatenar as ideias…
      O mantra vai requerer um gatão, viu, a rinite aqui tá braba… 🙂

  4. Aaah, Monica!
    Sei perfeitamente do que está falando, já tive (veja bem, passado), vivia direto com anti-histamínicos e antialérgicos que só serviam como paliativos na crise e aumentavam meu peso, suspendia medicamentos: nova crise.
    Foi então que sob desconfiança de algumas pessoas e esperança minha, optei pela homeopatia, li muito a respeito e decidi ser firme e ‘paciente’ com o tratamento.
    No trabalho, àquela época, me apelidaram de ‘serviço meteorológico’, pois, sempre sabia um ou dois dias antes que ia chover, pelos sintomas que antecediam a crise. Há mais ou menos quinze anos, não as tenho. um ano e meio de tratamento e zás!!!
    Abraços.

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