Por que a gente faz o que faz

Aí, num evento em favor dos professores, a jornalista foi lá perguntar pro Matt Damon qualquer coisa sobre ter ou não estabilidade ‘no emprego’ e como isso pode te dar um incentivo pra trabalhar mais e melhor. Perguntou pra pessoa errada, mamãe Damon é professora…
&&&

(aqui, traduzido assim, bem por alto, por esta que vos escreve):
***

Jornalista – Atores não têm estabilidade no emprego, né, então existe um incentivo para trabalhar mais e ser um ator melhor, porque você quer ter um emprego… Então por que não é assim com os professores?
Matt Damon – Você acha que insegurança no trabalho é o que me faz trabalhar duro?
J – Bom, você tem um incentivo pra trabalhar mais, mas se existir estabilidade…
MD – Eu quero ser ator. Não é incentivo, aí que tá. Vocês pegam essa lógica ao estilo MBA, esse é o problema com essa política neste momento, essa visão intrinsecamente paternalista sobre problemas que são muito mais complexos. É como dizer que o professor vai ficar preguiçoso se conseguir estabilidade e alguns benefícios. O professor quer ensinar. Qual outro motivo o levaria a aceitar um salário de merda e uma carga horária super longa e ainda assim fazer seu trabalho, a menos que ele realmente goste de fazer o que faz?
Câmera – Mas 10% dos professores são ruins! Sei lá, 10% dos profissionais de qualquer área são ruins, talvez eles devessem pensar em fazer qualquer outra coisa…
MD –  Ok mas, quer dizer, talvez você seja um bosta de um cameraman, eu sei lá…

Anúncios

7 respostas em “Por que a gente faz o que faz

  1. Eu acho que alguém esqueceu de estudar e se informar…. e como é que o cara afirma que 10% é ruim assim? Baseado nisso, 10% do mundo é uma bosta. Pronto, falei!

    Bjs!

    • O pior é que ele dá o número de 10% (a mãe do Matt Damon pergunta ‘de onde você tirou esse número?’) mas, aparentemente, não se acha parte dele, kkkk…
      bjk

  2. eu gosto do comentário do Damon sobre a Palin, nas eleições de 2008. Ele se mostra verdadeiramente assustado com aquela coisa.

    (pe esse: Eve, eu acho que bem mais que 10% do mundo é uma bosta. Muito mais. A humanidade é um projeto Beta que não deu certo.)

    • A Palin é realmente de dar arrepios… E a gente pode ter certeza de que os cortes que o governo americano vai ter que fazer vai sobrar bonitinho pra educação também. Não é à toa que toda hora vem reitor de universidade e diretor de escolas americanas passear no Brasil, tentando angariar fundos com os alunos daqui. A fonte já estava secando, periga dar pra ver o fundo.

  3. Boa crônica,
    é preciso que se divulgue assuntos de utilidade pública, acooorda gente!!!
    sei que andorinha só não faz verão, mas paulatinamente vai evoluindo raciocínio, evoluindo consciência, e cada qual, em seus pequenos grupos, vão repassando estas informações e problemas que não são pertinentes apenas à nós, aqui, e sim, mundial.
    Pessoas que podem formar opinião, podem gerar reflexos positivos em todo o mundo.
    Lógico, em toda profissão existem responsáveis e irresponsáveis, mas não o suficiente para denegrir uma classe. Por sinal, professores no Brasil, é uma classe de profissionais esquecidos e a maioria trabalha por responsabilidade!
    “Alerta geral!” de quem depende os ‘bons profissionais’ nos 6 próximos anos, não precisamos esperar mais que isto! Mas… com a Copa e Olimpíadas, (sempre haveria uma desculpa, sempre haveria um escândalo) acham que haverá algum passo de progressão na área educacional? sinto muitíssimo, todos sabem também.
    Divulguei a diversos professores de Ensino Médio e Superior, com os votos que sua indignação não gere um AVC, Enfarto, Síndrome do Pânico e outras mazelas pelo contato com a realidade!
    Enorme abraço.

    • É, professor anda numa pitimba de dar dó. Eu me considero super privilegiada, tenho ótimos alunos e trabalho em condições muito boas, mas a galera que leciona nas escolas públicas municipais e estaduais tem muito do que reclamar e pouco do que se orgulhar…
      abração

  4. Sim, Monica e ainda bem que há situações mais específicas, em que apesar da batalha, se possa enquadrar num nível de satisfação compensatório e que fuja do quadro estarrecedor que se nos apresenta, até porque, o estudo de idiomas se considera privilégio e, certamente forma um grupo de alunos promissor!
    Bjkas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s