Onqofui: Escarpas do Lago (MG)

Eu precisaria de muitas vidas pra dar conta de todos os lugares maravilhosos que ainda quero visitar – sem contar aqueles que valem uma segunda, terceira ou infinitas revisitas, porque sempre vai ficar faltando fazer alguma coisa: não deu tempo de experimentar o peixinho frito imbatível do restaurante tal, o museu X estava fechado, choveu e não deu pra passar o dia na praia Y, imperdoável. Junte isso à sempre presente falta de tempo e dinheiro (inventaram a tal da MegaSena, mas por enquanto a Isaura aqui tem mesmo é que ir pro tronco todo dia garantir o leite das crianças) e você pode ter uma ideia da complexidade da tarefa.

Mas sempre dá pra dar uma fugidinha eventual, né? Um pulinho rápido que te deixa querendo mais, é verdade, mas que já é um começo de conversa. Às vezes a gente fica só pensando nas viagens longas, complicadíssimas, que precisam ser planejadas com muita antecedência e se esquece dos pequenos passeios que têm o poder de nos descansar e recarregam as baterias.

Escarpas do Lago, por exemplo, nem fica assim tão longe de BH, são 280km, pegando a saída pra São Paulo e depois a MG050 rumo ao sudoeste do estado. A estrada, com 4 pedágios até Capitólio, é bem sinalizada e pavimentada, mas é incrível que não tenha pista dupla o tempo todo (quando é que esse pessoal vai entender que Minas Gerais é montanhas e que é o fim da dinastia ficar hoooooras atrás de uma fila de caminhões morro acima a 20km/h?)

Nós escolhemos um fim de semana comum de fim de férias, e quem quiser sossego deve evitar os feriados mais badalados, sobretudo a Semana Santa, quando o balneário bomba com uma festa atrás da outra, música alta a noite toda, mega shows e a barulheira inevitável de gente e carros pelas ruas e lanchas pelo lago de Furnas.

O lago, claro, é a grande atração do lugar. Grande não, enorme. Tem quase 1440km2 e banha 34 municípios do estado. Em dias de sol a água, limpíssima, vai do azul a um verde absolutamente maravilhoso. Por todo canto existem cachoeiras e pequenas enseadas onde é super tranquilo nadar e a região dos canyons é de tirar o fôlego de tão linda. Pra quem for ficar mais tempo, a hidrelétrica de Furnas fica a uns 30km de Escarpas (um parêntesis educativo nas férias às vezes cai bem, né?) e a Serra da Canastra, lindona, também não está longe. Na volta do passeio de carro ou de barco, ainda dá pra parar nos restaurantes da região para uma tilápia frita com uma cervejinha gelada.

Aqui algumas fotos pra você ver e animar a conhecer ao vivo. As fotos são minhas, mas as dos canyons são do Cláudio Melo. E a aérea dos canyons eu tirei deste site.
***

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12 respostas em “Onqofui: Escarpas do Lago (MG)

  1. Gosto muito de suas dicas e, confesso, ainda não fui a nenhuma delas. Pudera, estou em São Paulo, tenho muitas outras coisas a administrar antes de sair pelo mundo a conferir o que indicam de belo e bom. Este roteiro já está anotado.
    Agora, seus textos são encantadores.
    Abraço.

    • Oi Leda, obrigada!
      Pois é, menina, a gente fica num batidão danado, um monte de coisas urgentes pra resolver, quando vê passou um tempão e a lista de pendências de coisas legais pra fazer só cresce… Eu também fico assim, por mais que tente evitar. Mas um pouco é a gente mesma que tem que forçar pras coisas acontecerem, né, se organizar, ver onde dá pra ir sem comprometer muito tempo e grana, tem muito lugar bacana e bastante acessível. Enquanto isso, vai anotando na listinha, aí não vai faltar programa legal pra fazer quando você vier a Minas!
      bjk

  2. Belas as fotos, tenho muita vontade de conhecer Escarpas e Furnas, também está na minha lista. Pena que lá não tem caipirinha de gengibre com canela…
    Bj.

    • É deveras! A menos, é claro, que a gente mesmo providencie, né? Limão, cachaça e gengibre a gente acha por lá. 😉
      Vamos combinar, uai, o lugar é lindo demais, pra todo lado que olha é uma maravilha. E a Canastra tá ali pertinho…
      bjk

  3. “Eu precisaria de muitas vidas pra dar conta de todos os lugares maravilhosos que ainda quero visitar.”

    Confesso que parei de ler o artigo neste ponto. Não consegui prosseguir, tomado pelos meus próprios pensamentos, acometido de um senso de urgência imensa, muito maior que o usual. Tenho pressa de realizações. Tenho pressa de poder construir minha casinha à beira-mar. Tenho pressa de poder passar as tardes com minha família e com meus amigos, bebendo água de coco e comendo peixinhos grelhados que eu mesmo pesquei. Tenho pressa de fazer alguma coisa que ajude a mudar esse mundo desgraçadamente fora de rota um tititiquinho que seja na direção certa. E tenho pressa de não ter mais pressa de nada disso.

    Ô vidinha complicada, que não deveria ser complicada.

    Estou de volta, querida. 🙂

    • É, moço, é a Síndrome do Coelho Branco, ‘Eu tenho pressa à beça!’… Mas a caminhada de muito quilômetros começa com o primeiro passo, né? A gente vai indo, vai indo, quando percebe… ‘IU’!!! 🙂

      Andaste sumido, pescando e construindo casinha à beira-mar? Bom vê-lo de volta, eu sempre passo lá no seu canto mas sabe como é, eu sou da turma de Bora-Bora, Iraque é para os fortes, kkkkk…
      bjk e ‘seje’ muito bem vindo!

      • Quisera Deus que fosse construindo casinha à beira-mar… foi um oceano de encrencas de saúde e de trabalho, com direito a reprise banco pagando cheque roubado com assinatura falsificada apesar de eu ter feito o registro no SPC e bloqueado os talões. Uma gracinha de passeio pelo Afeganistão assobiando Yankee Doodle. 😛 Mas sobrevivi e – que venga el toro – estou pronto para a próxima. 🙂

        Agora é correr atrás dos posts perdidos aqui, no Cágado Xadrez, À Sombra do Pensamento, com Letras Saltitando e por aí afora…

  4. Mônica,
    sou daquela região, você sabe disto e passou ao largo de minha cidade natal em direção a Capitólio.
    A região de Escarpas é meio que o início da Formação Bambuí e região cárstica do mesmo nível de importância que Lagoa Santa, já que esta Formação Bambuí segue pelo estado de Minas Gerais até a divisa com a Bahia, passando por Lagoa Santa, Confins, Sete Lagoas e outras cidades próximas daqui de BH e velhas conhecidas nossas.
    Digo isto tudo porque temos lá grutas belíssimas. Já estão catalogadas cerca de 500, mas o potencial turístico deste magnífico patrimônio natural nunca foi explorado.
    Um amigo e conterrâneo meu, Cyro José Soares, fotografou para um livro a respeito, “Grutas e Cavernas do Cárstico do Alto São Francisco” e você, esta “tudista” de primeira hora pode admirar este trabalho no site http://www.grutasecavernas.com.br
    A redação é excelente e muito didática.
    Boa vigem!
    Stélio

    • Nossa, belíssimo site! Dei uma passada pelas fotos e babei. Depois vou voltar pra explorar – virtualmente falando – tudo. Tem cada lugar pra gente ainda ver nessa vida, né… Quando passamos pela sua terra, a pequena perguntou `Que cidade é essa?’ E eu falei ‘Formiga’. Ela me olhou com aquela cara de espanto: ‘Formiiiiiiiga???’ e morreu de rir. Criança se diverte com coisinha de nada, né? Morro de inveja! 🙂
      bjk

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