Ipê branco

foto: Roberto Lima

Eu era pequena e sempre sabia que o meu aniversário estava chegando quando os ipês da cidade começavam a florir. Agosto, com seus dias de sol morninho e céu muito azul, sempre foi o mês deles, e o vento de levantar a saia do colégio e embaraçar o meu cabelo também espalhava as flores pelas calçadas e sobre a grama dos parques e praças. Algumas árvores, talvez tentando driblar a ventania, ameaçavam uma primeira florada no final de julho, mas o verdadeiro espetáculo ficava mesmo para o mês seguinte. Achava lindo ver como as folhinhas verdes simplesmente desapareciam dos galhos para dar lugar às flores brancas, amarelas, rosas e roxas, e em poucos dias estavam todas no chão, deixando os galhos totalmente descobertos. E era só esperar um pouquinho que começava tudo de novo.

Por aqui quem domina são os ipês-amarelos e os rosa, enquanto os brancos e roxos são menos comuns, a gente tem que andar com a câmera preparada por aí porque nunca sabe quando vai encontrar um carregadinho de flor; e se resolver voltar no dia seguinte, o visual pode ser completamente diferente. Então, quando o Roberto avisou que esse ipê-branco estava florindo no Belvedere, peguei minha câmera correndo e fui lá registrar também. Coisa mais linda enfeitando a frente do edifício, as pessoas diminuiam o passo (algumas fotografavam com seus celulares pra não perder a chance), os carros reduzindo a velocidade pra dar tempo de admirar toda aquela beleza, na calçada um tapete branco começando a ser formar. Poucos dias depois, quem passar por ali e vir a árvore sem flores, sem folhas, nada, talvez nem faça ideia do espetáculo que perdeu…

(foto do ipê, no alto: Roberto G. de Lima)
***

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12 respostas em “Ipê branco

    • Eles florem muito rápido, Luciana, a gente tem que dar sorte de passar no dia mais bonito, senão perde… No dia seguinte ao da foto, já era bem diferente, várias flores estavam no chão (ainda mais com a ventania típica de agosto!). Fica muito lindo e eu acho a cara do meu aniversário! 🙂
      bjk

    • Max, os amarelos estão estourando de tão lindos! E o contraste deles com o céu muito azul, com o sol batendo forte nas flores, é de parar e querer fotografar de 5 em 5 minutos…

  1. Mônica,
    os ipês brancos são os mais raros e de crescimento mais lento, talvez por isto mesmo.
    Um ipê branco é uma joia que deve ser preservada e muito respeitada.
    Como ele, os amarelos e roxos são originários do Brasil.
    Já o ipê rosa, tão disseminado entre nós aqui em BH, é exótico.
    Obrigado pelo envio da foto.
    Magnífica!
    Beijim

    • Taí, não sabia que o rosa era ‘importado’…
      Me disseram que tem um branco lindão florindo na frente do Conservatório da UFMG, não vi ainda.
      São árvores muito muito lindas mesmo.
      bjk

  2. Mônica, as flores foram feitas especialemte para embelezar a vida de pessoas tão especiais quanto elas. E com não podia ser diferente. Deus quis preparar o dia do teu nascimento dessa forma, para lembrar que alguém espécial estava por vir. O amarelo e o rosa dos ipês combinam perfeitamente com ocasiões especiais, como é o caso de seu aniversário. Para que lembrete melhor do que esse, não é verdade. Agora já sei: segunda metade de agosto, ipê florido, vem chegando o dia especial de um ser querido, você.

    Bjos de montão.

    • Nóóóó, encheu a minha bola, Cláudio!!! Obrigada!!! 🙂
      Os ipês aqui em BH ficam absurdamente lindos nesta época, principalmente quando o tempo está seco – o que tem sido a tônica por aqui. Aliás, o inverno é realmente o mês das flores, por incrível que pareça, elas ficam lindas e a gente vê de todo tipo. Eu, como sou chegada em flores, tenho vontade de só circular com a câmera em punho. Vai que de repente tem um canteiro, uma janela, um jardinzinho qualquer dando o maior show e eu perco???
      bjk

  3. Oi Mônica, bom dia. Estava pesquisando sobre ipês brancos em BH e vi seu blog. Sabe me dizer onde fica esse do Belvedere? Sabe de outros pela cidade? Obrigado.

    • Oi Elvécio! Esses do Belvedere ficam na rua João Antônio Azeredo, pertinho da Lagoa Seca. É a rua da ‘fronteira’, com prédios de um lado e casas do outro. Os ipês ficam bem no meio do quarteirão.

      • Obrigado Mônica. Ajudou demais. Tem dois muito bonitos no bairro São Luiz, Pampulha. Adivinha o endereço? Alameda do Ipê Branco! hahaha

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