A mente humana

Vejamos um exemplo prático de como a mente humana funciona.
Considere, por exemplo, a foto abaixo.
Vamos analisar, de forma didática, o que a imagem representa para alguns grupos de pessoas.
***

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– Para adolescentes do sexo masculino, ela é uma bunda (e que bunda!). Somente os mais observadores a definirão como uma bunda atravessando a rua.
– Para homens mais maduros, é uma mulher, com uma bunda respeitável, atravessando a rua.
– Homens tarados imaginam logo a mulher pelada.
– Homens sábios e espirituosos meditarão na presença de espírito do fotógrafo que, em face de tal beleza, a compartilhou com a humanidade.
– Para metade das mulheres, essa é uma mulher que definitivamente não deveria ter saído de casa desse jeito.
– A outra metade está imaginando onde ela comprou essa blusa de rendinhas.
– Mulheres sábias e espirituosas meditarão na impermanência da bunda e imaginarão o que vai ser desse traseiro aos 50 anos.
– Apenas crianças, monges e curiosos (que vão clicar para ampliar a foto) provavelmente irão perceber um cachorro dirigindo o táxi.

sem autor
(Daisy do céu, onde é que você arruma essas bobeiras? 
🙂 )
***

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26 respostas em “A mente humana

  1. Chego à conclusão que sou primeiramente um adolescente do sexo masculno, pois assim que vi a foto, vi a bunda e pensei, “Puxa vida! que buuuunda!” Mas imediatamente, virei a mulher comum, e já pensei, “Será que não havia ninguém por perto para dizer-llhe que estava vulgar?” Para logo após ponderar, “Deixa ela mostrar o corpo que é dela, é bem feito. Que mulher não gostaria de ter uma cinturinha de pilão e um bundão?” Então, nesta ordem passei por todos os estágios. Juro! Sem ter lido o texto abaixo,

    • hahaha, pois eu comecei pela blusa de rendinhas! Acho que bunda não me chama tanta atenção assim porque, né, cá na brasilândia é o que mais abunda (no pun intended…) Mas eu estou com você, tem mais é que mostrar o corpão, é dela e ninguém tem nada com isso, né? Se fosse um modelito apelativo, eu poderia até torcer o nariz um pouco. A moça tem é que estar preparada pros assovios e com paciência pra aguentar os sem-noção. Infelizmente, não se sai pelas ruas assim sem ter que aguentar os comentários de praxe…

  2. Mônica,

    Tempos atrás eu e muitos outros tentávamos atravessar uma rua do centro de São Paulo, em uma dessas faixas que não têm sinal. Apesar da faixa nenhum carro parava. De repente, do outro lado da rua, uma tremenda gata, com uns seios – digamos assim – Seios!… Os carros seguintes pararam imediatamente e assim pudemos atravessar. Quando passávamos pelos seios um velhinho que estava ao meu lado disse delicadamente para a dona daquela maravilha: – Obrigado!…

    Abraços,
    Paulo

    • Jeremy, tou meio que cumprimentando com o chapéu dos outros – o texto chegou pra mim via email, não é meu não… Por isso eu acrescentei o ‘sem autor’ no final. Até criei uma tag de ‘textos dos outros’ quando posto algum de outra pessoa, porque não acho legal sair ‘roubartilhando’ essas coisas. Quando eu sei de quem é, dou a assinatura. Mas às vezes é difícil saber o autor, muita coisa bacana chega pra mim via mensagem e raramente alguém se lembra de dar o detalhe… 🙂

  3. Mandou muito bem, Monica!
    Eu, como a Rosana escreveu ali em cima, passei por muitas fases (“puxa, vi uma quase assim ontem!”), mas depois da fase de mulher sábia e espirituosa eu passei pra uma fase não descrita, a da envious bitch que pensou “tô vendo celulite ali” (muito bitchly aliás, já que eu sou daquelas que acredita que bunda sem celulite existe só em fotoshop).

    • hahaha, é verdade. Eu digo pros meus amigos que, se eles encontrarem uma mulher sem celulite (ao vivo e a cores, né, por foto tem photoshop), corre porque não é mulher não… 🙂
      E essa é uma neura muito mais nossa do que deles, né, quase todo homem que eu conheço diz que não está nem aí pra isso.
      bjk

  4. Muito boa…! A piada! Como curioso, já que meio velho pra criança e muito descrente pra monge, não resisti e cliquei. Mas não é que há um cão ao volante!! Um boxer! me parece. Também muito boa a análise da mente humana. Confesso que fiquei feliz ao ser considerado um homem maduro, e normal, acrescente-se! Transmita meus agradecimentos à Daisy.

    • Eu acho que o totó não é boxer não (mas não sei a ‘marca dele’ ou a ‘marcadela’), mas deve ser bastante esperto, porque parece estar dirigindo direitinho! Eu fui direto na história da blusa de rendinha, nem me preocupei com o derrière da moça. E fiquei morrendo de inveja dela conseguir prender as madeixas num coque assim, meu cabelo sempre despenca em dez minutos…

  5. Essa é uma típica foto pega-ratão que circula pelos e-mails de todo mundo.
    Ela brinca com a psiquê de homens e mulheres de forma engenhosa, enaltecendo suas diferenças.
    Valeu.

  6. hahahaha… quanta imaginação fértil, Mônica, minha linda. Depois de toda a sua análise, fico imaginando a imaginação imagética da imagem imaginária da mente das pessoas. Hahahahaha.

    Desculpe o cúmulo da redundância…rsrsrsrs.

    Bjos de montão.

    • Vixe, mas olha que a análise não é minha não (quem dera eu tivesse esses insights! rs), ela chegou pra mim por email e eu postei aqui no blog. Gostaria até de saber quem é o autor, mas essas coisas geralmente chegam ‘sem dono’… 🙂
      bjk

  7. Bem… nem todas são ‘protuberantes’, o que se chamava ‘corpinho de tanajura’,
    quem tem não quer diminuir, não é mesmo?
    Imagino que ‘no front’, ela tenha peitos firmes e de tamanho adequados a seu corpo
    e que a barriga seja corretíssima, ou seja, batidinha, parece ter excelente altura!

    A questão dela, não está propriamente no corpo, mas precisa de um ‘personal stylist’,
    é um corpo que não se adequa a modas e sim um estilo próprio,
    ressaltando ou diminuindo onde seja necessário, para tornar seu visual
    num conjunto harmônico; a considerar – cores, cortes dependendo
    da orientação dos fios do tecido, transparências,
    uso de determinados recursos de costura, tais como gola, babados, bolsos,
    (colocá-los ou não), pregas, tamanho e tipos de botões, modelos com detalhes de zíper,
    tipo de tecido: se encorpado, leve, flexível, esvoaçante e considerando se muito justo
    ou, apenas um contorno levemente emoldurando o corpo!
    além disso: clima e conforto!!!

    Para que qualquer MULHER esteja BEM VESTIDA, existem muitas variáveis
    a serem consideradas de acordo com o corpo de cada uma!
    – Uma vestimenta para cada ocasião, ou uma que possa ser usada
    em situações múltiplas, bastando para isso, mudar algum acessório?!

    Na foto em questão, a mim parece que o uso do branco total, não foi uma escolha feliz,
    do ponto de vista de estilo, equilíbrio e discrição.
    Se fosse um vestido ou conjunto saia e blusa brancas, não chamaria tanta atenção!
    Veja que ela usou uma calça comprida – boca sino – (não a de corte reto) –
    o que alongou demais a figura, a cor – branca…
    é uma cor que REFLETE muita luz.e demarca as reentrâncias do corpo!

    Imaginemos a ‘mesma pessoa’ com a mesma blusa, pois seu tronco está perfeito!
    mas já que optou por calça comprida, se fosse
    em uma cor com tom médio a escuro, e de preferência cores neutras
    em que possa estar versátil, para o trabalho e uma visita no mesmo dia?

    Sim mas isto do ponto de vista analítico (estético), já o inconsciente coletivo,
    não é de se criticar o aspecto redundante alcançado por cada pessoa, visto que,
    vem ‘à tona em cada indivíduo’ aquilo que está em sua genética comportamental,
    de civilizações anteriores.
    A mulher será imaginada por cada qual, de forma peculiar…

    É isso que que vem acalorar, e sempre acrescentar algo a mais àquilo
    que já tínhamos formado em mente sobre o tema.
    Enriquecedor!
    É assim que se fazem as estatísticas, com levantamento de dados, os quais
    nem pensávamos que poderiam render tanto, por exemplo:
    a partir do funcionamento do cérebro do homem e da mulher.
    Abração!

  8. “- Mulheres sábias e espirituosas meditarão na ‘impermanência’ da bunda
    e imaginarão o que vai ser desse traseiro aos 50 anos.”

    Tá Monica,
    a RegiNa, lembrou algo muito importante em sua crônica: a frase acima!

    Uma imagem e tanto para se explorar…

    Isto me recordou leitura, muito interessante de um filósofo,
    sociólogo francês, chamado Gilles Lipovetsky, em seu livro:
    ‘A Terceira Mulher, Permanência e revolução no feminino’,
    no qual ele trata sobre o gênero feminino ao longo dos tempos;
    e há uns poucos anos passados, ele esteve no Brasil para participar de um evento
    fashion, onde falou sobre o luxo e a imagem da mulher.

    — Também tenho vontade de ler um que é provável, esteja melhor inserido
    no seu tema, trata-se de
    ‘O Império do Efémero:
    A moda e o seu destino nas sociedades modernas’

    ‘A Era do Vazio’, já consegui, mas este é sobre a individualidade contemporânea.

    Você há de perguntar: e eu com isso?
    — pois… sua crônica com um toque informal,
    levantou várias questões sobre ‘olhares’ e ainda citou a ‘impermanência’,
    será sim, de utilidade para quem tenha alguma monografia ou tese
    nesta área, e despertar para um estudo sobre tema correlato.

    “Sempre provocador, Baudrillard, à luz das vicissitudes da história contemporânea,
    que Theodor Adorno estava certo quando escreveu:
    “Apenas os exageros são verdadeiros.” citado por Alexandre Duarte.

    Agora eu vou!!! enorme abraço.

    • Legal, você ainda achou mais um monte de coisas!
      Mas o texto não é meu não, veio junto com a foto por email – mas sem nome do autor. Por isso eu coloquei na tag ‘textos dos outros’… 🙂
      abraço!

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