Murphy vai às compras

Saí de casa no meio da tarde de um domingo, basicamente porque estava impossível aguentar dentro de casa os 33 graus com 13% de umidade do ar (e isso porque ainda seriam dez dias até o fim do inverno). Lugar mais óbvio para ir com um mínimo de refrigeração decente – shopping. Boa oportunidade de matar alguns coelhos de uma vezada só, fugindo do calor, olhando alguns presentinhos de aniversário para o meu movimentado setembro e, quem sabe, encontrando algumas peças para compor um guarda-roupa condizente com o verão 2012 que, se for seguir a amostra do inverno 2011, tá prometendo ser de lascar. Eu só não sabia era que Murphy estava comigo. Constatação empírica no fim da brincadeira, depois de horas batendo perna:
– o que é de boa qualidade tá custando uma fortuna;
– o que tem preço acessível é de baixa qualidade;
– se é de boa qualidade e o preço tá bom, não tem o seu número;
– ou a cor não te favorece; ou o modelo é feio;
– ou só tem aquele exemplar da vitrine, que está desbotado/sujo/com um defeitinho.
Daí que voltei pra casa sem comprar nada do que eu precisava/queria. Mas pelo menos estava uns dez graus mais fresquinha.
***

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13 respostas em “Murphy vai às compras

  1. é…está difícil comprar roupa. Não que eu liguei muito para isso, ainda mais nesse calor de Salvador onde o meu uniforme é bermuda e camiseta 🙂 Mas quando quero algo melhor é impossível achar “alguma” qualidade sem ter preço extorsivo.Ontem vi um chapéu (item obrigatório do vestuário soteropolitano) bonitinho numa loja de rua, parei para ver e o precinho R$130. Eu não costumo andar com isso na carteira portanto não vou andar com esse valor na cabeça 🙂 Ainda mais sabendo que tudo é Made in China. Eu acho que a solução é voltarmos a boa e velha costureira do bairro. Quer saber? Acho é bom 🙂

    • Estava pensando exatamente nisso: se é pra dar dinheiro pra alguém, que seja para uma costureira, que taí trabalhando e cavando o seu, né? Porque nas lojas está mesmo um abuso. E Belo Horizonte tem um dos comércios (se não for O comércio) mais caro do país. Coizdidôido.

      • Concordo! Até acho que deveria existir uma campanha de valorização do produto nacional. Até Zara – e outras – resolveram copiar o modelito chines e fazem as peças Made in bolivianos na periferia. A coisa vai mal, muito mal no mundo das confecções. Fora o que a Alessandra comentou sobre a numeração estapafúrdia. Fora a ditadura da “modinha” onde fica tudo igual. Portanto…vivam as costureiras!

  2. Além dos aspectos preço/qualidade tem outro complicador: não existe padrão para a numeração das roupas. Dependendo da marca, você veste 40, 42, 44 ou 46…
    E a “tendência” das pernas de calça cada vez mais justas? Só pras Barbies, Susies e Giseles…
    Na hora das compras, dá uma pregui…

    • Priscila, é a história da minha vida! 🙂
      Com sapato é mais ou menos isso, quando a moça me pergunta ‘qual o número?’, eu digo ‘fia, pode trazer do 35 ao 37, vai ser na base da tentativa e erro’. Canseira, viu…

  3. aí tá pó… aqui tá água…

    eu e a Grasi resolvemos os problemas com o Murphy… demos a luz a um filho virtual, plasmado na vontade absoluta dos amigos e familiares que tivessemos um real… e contratamos Murphy de babá… sempre que saímos, deixamos ele em casa cuidando do junior.

    • Menino, aí ‘embaixo’ tá o maior toró, hein… Tenho primos em Santa Catarina, o pessoal tá contando altas histórias de terror. Hoje o tempo virou por aqui. Murphy rides again: ficamos tanto tempo no sol e na seca, e eu só preciso de mais esse próximo fim de semana de tempo firme, depois pode chover (com moderação, né, que enchente eu tou dispensando). Vamos ver se São Pedro dá uma mãozinha e quebra meu galho. Minha programação vindoura debaixo d’água vai dar bem mais trabalho.

  4. Monica, aqui em São Paulo também é assim. Quando é bom, é caro. Quando é barato é ruim. Quando é bom e barato, não pode experimentar (bairro do Bom Retiro), o que é chique é caríssimo, e o que é cafona não te serve.
    As calças “skinny” usadas por adolescentes gordinhas são de assustar, as pobres pessoas não notaram que a moda é apenas um conceito, não é para se usar?
    Viva a costureira (que quando é boa, é cara, ou tá cheia de serviço) !

    • Melhor virar índio e viver peladão, né…
      A falta de noção do pessoal com o que se usa e o que se deve usar é uma loucura. Não tenho nada contra calças skinny, mas não é pra qualquer uma (definitivamente não é pra mim, detesto roupa me apertando demais no corpo). Além disso, nem faz bem, o corpo precisa de espaço pra ‘respirar’ dentro da roupa.
      Sou do time da Coco Chanel, que dizia que ‘a roupa deve ser justa o bastante para mostrar que você é mulher, mas solta o suficiente para mostrar que você é uma lady…’ Desafiar mlle. Chanel, quem há de? 😉

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