Sinal dos tempos

Antigamente – e olha que até nem tão antigamente assim – eu preparava uma apresentação da seguinte maneira: selecionava o material que ia usar, digitava tudo no Word, imprimia e fazia uma meia dúzia de umas dez transparências para exibir na hora no retroprojetor. Porque, né, isso era o máximo ‘a nível’ de tecnologia de ponta. Aproveitava e fazia um guia rápido da palestra com os pontos principais, xerocava tudo em número suficiente (ou quase) para os presentes na plateia, porque vai que não tinha retroprojetor ou ele não funcionava a contento? De vez em quando até levava uma lampadazinha de reserva pro caso da original queimar, porque é claro que o organizador nunca pensava nesses detalhes sem importância.

Depois passei a perguntar se tinha computador na sala, se dava pra usar Power Point, e a vida ficou um bocado mais fácil. Computador com acesso a internet nem pensar, então às vezes eu baixava uma página ou arquivo que seria importante na apresentação. Dava trabalho, mas assim eu podia guardar a apresentação, fazer modificações sem ter que jogar a transparência fora, a qualidade era melhor, etc. Já era um super avanço.

Hoje ficou tudo muito mais prático, ou quase. Tem computador, tem conexão wireless, tem datashow. Só que agora eu preparo minha apresentação e gravo uma cópia no meu notebook, outra no pendrive (aliás, algumas versões diferentes, né, porque nunca sei se a minha e a do computador são compatíveis), jogo uma no Google Docs e, por segurança, envio uma pros meus dois endereços de e-mail. Às vezes até faço uma cópia em CD, aquela coisa mais jurássica. Porque, oi?, neura parece mesmo ser meu sobrenome.
***

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5 respostas em “Sinal dos tempos

  1. Mônica,

    Estou no futuro. Estou lendo um post seu que começa assim:
    “Antigamente – e olha que até nem tão antigamente assim – eu preparava minha apresentação, gravava uma cópia no meu notebook, outra no pendrive…”
    Eu me lembrei do passado – e olha que nem tão distante assim!…

    Grande abraço,
    Paulo

  2. É, Monica, acho que é só perfeccionismo. Mas pensando bem, perfeccionismo é quase um sinônimo de neurose, logo, você é quase neurótica, uma neurótica do bem. Quase. Ou é, tanto faz… risos… um grande abraço!

    • hahaha, da neura eu não tenho a menor dúvida!!! Mas é que antigamente a única coisa que realmente podia dar errado era a lâmpada do retroprojetor queimar. Ou ele não funcionar por qualquer motivo. De qualquer maneira, as pessoas sabiam que as coisas davam errado e a ‘culpa’ era do equipamento. Agora todo mundo espera que tudo funcione e pouca gente dá conta de prestar atenção a uma palestra só na base do ‘cuspe’…
      abraço!

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