Um mudo no Oscar?

O cinema começou a falar pra valer em 1927, com Al Jolson soltando seu gogó anasalado em The Jazz Singer, e de lá pra cá filme de longa metragem que se preza tem que ter som dolby stereo surround megablasterplus, cores em profusão, efeitos especiais e, pra novíssima geração, imagem 3D em HD. Imagino então a trabalheira que deve ter sido para o diretor francês Michel Hazanavicius convencer os donos do dindin de que valia a pena apostar seus tostões em um filme mudo em preto-e-branco. Mas valeu a pena insistir, né, porque seu The Artist ganhou o prêmio principal da associação de críticos de Nova York, a New York Film Critics Circle (NYFCC) e já começa a rolar o inevitável ‘esse vai pro Oscar’. Cá pra nós, não seria o máximo? Depois da avalanche de blockbusters dos tempos das vacas gordas, é legal ver o cinema voltando a ‘por sentido’ numa boa história bem contada…
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2 respostas em “Um mudo no Oscar?

  1. Tô lendo esse post com uma semana de atraso, mas fiquei deveras interessado no filme. O Jean Dujardin é um p**a ator de comédia, me acabo de rir dos filmes em que ele faz o divertidíssimo agente 0SS 117 (uma espécie de 007 sem-noção), tenho os dois com ele em DVD para quem quiser emprestado. Estou de olho vivo, Faro Fino.

    • Ah, é ele quem faz aquele agente? Me lembro de ver o trailer no cinema, mas nunca vi o filme. Acho que vai ser no mínimo curioso assistir a um filme mudo em preto-e-branco em pleno 2012, né? Imagina a galera do 3D e CGI enfrentando uma realidade dessas… 🙂

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