Nice and rough

É verdade que a música, composta pelo John Fogerty, já era ótima desde o princípio, mas eu acho que quem realmente descobriu e explorou seu verdadeiro potencial foi Ike Turner, com uma versão kick-ass na voz da Tina Turner em 1971. Quarenta anos depois, é a marca mais do que registrada de Tina, e ninguém consegue imaginar um fim de show mais eletrizante do que este com Proud Mary – se eu estivesse na plateia, provavelmente passaria a noite em claro depois disso. A versão ao vivo é basicamente a mesma de sempre, mas ao longo dos muitos anos ganhou novos arranjos e foi ficando cada vez mais sofisticada no palco.
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Não existem muitas Estrelas assim, com um grande ‘E’ maiúsculo, no show business e na minha modestíssima opinião, nenhuma delas é como Tina Turner. Depois de comer o pão que o diabo amassou (‘com a bunda’, completaria meu avô), aguentar os sopapos frequentes do marido Ike e habitar o porão do fundo do poço por um longo tempo, ela deu não só a volta por cima – foi um duplo mortal carpado com meio parafuso – como ainda hoje, nos seus 72 anos completados no último dia 26 de novembro, dá olé em muita estrelinha que precisa se valer de mil (d)efeitos especiais e playback para aguentar o rojão do combo canto-e-dança de um concerto de duas horas (hello, Britney!). Esse vídeo faz parte da turnê que comemorou, em 2009, os 70 anos da cantora. Olha, eu não consigo me lembrar de muitos artistas que chegam na derradeira música de um show com esse pique todo, toda essa energia de enlouquecer o público e esse sorrisão de quem parece que ainda aguentaria mais duas horas cantando e dançando em cima do salto alto. E nem muitas mulheres que podem se dar ao luxo de enfiar um vestidinho desses e ficar sexy e não vulgar, exibindo o decotão e um par de pernas de arrasar. Poderosa a Anna Mae.
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8 respostas em “Nice and rough

  1. Por coincidência, um dia desses assistimos um DVD com shows da Tina. É contagiante. E, como você disse, ela é muito sexy, até comentei com minha mulher: depois de você a Tina é a coroa mais gostosa que conheço. Ela riu, mas acho que não acreditou em mim.

  2. Essa é a diferença entre as verdadeiras cantoras e as “estrelinhas” criadas da poeira do nada de hoje em dia. Ignorância é tudo! Belo post, Monica, como sempre!

    • Valeu, Jeremy. Não são muitos os artistas por aí carregando os mesmos quilates de ms. Turner, sem dúvida. Hoje existe uma infra espetacular por trás deles, tanto no estúdio como ao vivo, mas qualidade meeeeesmo, anda em falta no mercado. Os grandes ainda são os de muitos anos atrás, quando eles se forem, vai ficar um rombo no show bizz…
      abraço!

    • Uai, a poção do Asterix não era pra deixar forte? 🙂
      Bom, vai que te deixa com mais pique, né, procede…
      Mas essa mulher é mesmo um espetáculo, sou super fã.
      bjk

    • Ah, é só cáusqui ainda não deu tempo… Já era pr’eu ter postado, mas já viu né, tem essa de fila preferencial para terceira idade, Tina entrou na vaga! 🙂 Mas loguinho a musguinha da Amanda entra aqui, até porque a letra é coisa phynnah.
      Fala pra dona Patroa ser compreensiva, se fosse uma versão do Exaltasamba e uma do Chiclete com Banana, né, mas Tina e Tina, Tina e Creedence?

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