Nem tudo são flores

Amigo finalmente começou a estudar inglês, curso intensivão no mês de férias numa dessas escolas maravilhosas que prometem fluência total no idioma em tempo recorde – a gente tenta ponderar, dizendo que a coisa não funciona bem assim, a vida não é uma lanchonete de fast food e a gente não aprende como se comesse um big Mac, mas quem sou eu para cortar pela raiz o entusiasmo do meu amigo, né, vai que Santo Expedito, protetor das causas urgentes, tá na direção da tal escola? Logo nos primeiros dias ele estava nas nuvens com a promessa de uma língua sem masculinos e femininos e praticamente sem conjugações verbais. A alegria durou pouco, acabou ainda ontem, quando foi apresentado ao caos da relação entre a pronúncia e a ortografia. “Como pode girl e word – uma palavra com ‘i’, outra com ‘o’, terem o mesmo som de ‘â’?”. Parece mesmo coisa do capeta, eu concordei, sem a menor coragem de contar pra ele que heard, nerd e curb também estão nesse grupo…
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12 respostas em “Nem tudo são flores

    • beeeem mais! É pra aprender inglês junto com aquele método de perder peso sentado, só com aquela maquininha que faz massagem e elimina as gordurinhas. Ô gente, e eu fico aqui complicando a minha vida, né…

  1. Olha, não me fala de inglês, não… que a coisa aqui, além de alemã, tá russo… rsrs

    Bjs!

    ah, lembrei de um vídeo bem legal! Uma alemã lendo uma “novela” com nomes em inglês. Olha só o tamanho do sofrimento com o “th”… hahahaha
    Desconta o alemão e escuta só os nomes ingleses.

    • hahaha, coitada da moça!!! O ‘th’ já é uma dureza pros brasileiros, né, pros alemães é assim, quase impossível. E a peruquinha dela, kicôizrrorosa?! 😀
      Adorei!
      bjk

  2. Coitado, fico pensando quando o coitado for tentar entender como o duplo “oo” pode ter uma pronúncia em “foot”, outra em “boot” e uma terceira em “blood” ou aceitar consoantes mudas em “knee”, “gnat”, “muscle” e “psyche”. Sem falar no mistério de “ough”: A rough-coated, dough-faced, thoughtful ploughman strode through the streets of Scarborough; after falling into a slough, he coughed and hiccoughed.

    • Nossa, show essa frase dos ‘ough’, eu não conhecia – mas é claro que vou passar pros alunos, hehehe… Os ‘oo’ e os ‘ea’ são pedras no sapato de todos. O consolo, eu sempre digo pro pessoal, é que mesmo os nativos têm o maior problemão com a grafia das palavras. Daí a gente pode relaxar um pouquinho!

  3. Nossa… não me deixa em panico!! Estou indo para Irlanda em março para estudar inglês e dizem que a pronuncia dos irlandeses é de encasquetar qualquer um!! Espero que pelo menos 1 aninho me deixe com os ouvidos afiados!! 😉

    • Ah, preocupa não! Ainda mais na Irlanda, é só ir pra um pub, pedir ‘a pint of Guinness’ e, depois da primeira cerveja, em dois minutos você vai falar e entender tudo!!! 🙂 A pronúncia deles é diferente, claro, mas não necessariamente mais difícil, e o pessoal é muito gente boa. Amei o país e tenho muita vontade de voltar – deu pra rodar um bocado mas, como sempre acontece, ficaram várias pendências para uma próxima viagem…

  4. Então, se você voltar esse ano lá, poderíamos marcar um encontro… uma pint num pub irlandes!! rsrs… Ouvi falar muito da simpatia do povo pelos estrangeiros mesmo… as expectativas são boas!!

    • Ôôô… nem me fale! Vontade não falta. Mas é aquela história, a lista de pendências de ‘a visitar’ só faz crescer Por enquanto o trabalho me segura por aqui, mas quem sabe? Ia ser ótimo encontrar você para tomar umas. Você vai adorar, pode ter certeza!

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