O misteriosíssimo caso da cruz celta

Agora por favor vocês vão fazer a gentileza de me explicar como foi que uma coisa dessas aconteceu, porque do contrário eu vou ser obrigada a concordar com a Xuxa e admitir que sim, os duendes existem. E tem um deles bem ali no meu escritório, talvez habitando alguma prateleira de livros ou quem sabe se escondendo atrás de um dicionário ou livro de gramática mais gordinho.

Eu perdi meu pingente de prata com uma cruz celta que ficava num cordão. Vou poupar vocês dos pormenores, mas para os que não acompanhavam o blog antes ou não se lembram (o que é plenamente justificável, nem eu me lembro das coisas que já coloquei aqui), a historinha toda está aqui. Isso aconteceu não ontem, não outro dia, não mês passado, mas há quase 3 anos. ANOS, gente. Nunca mais vi o tal pingente, revirei sala, carro, meu château. Nada. Agora leiam escutem essa: ontem eu me abaixei, como tenho feito quase diariamente nesses quase três anos, para conectar meu notebook na tomada que fica bem do ladinho da minha mesa de trabalho. Pois desconectei a luminária, conectei o notebook e olhei pro chão. Ali, surgida do nada, bem à vista, estava ela. A cruzinha celta. Não estava entalada em algum buraquinho entre o rodapé e o piso, não estava debaixo do pé da mesa nem escondida embaixo de alguma coisa. Não, ela estava ali bem na minha frente, como se tivesse caído do meu cordão há coisa de cinco ou dez minutos. Mas agora imaginem vocês, diletos leitores: quantas vezes nesses quase mil dias eu passei a vassoura no escritório, debaixo e ao lado dessa mesa inclusive? Quantas vezes aquele piso de granito viu o pano de chão molhado pra dar um fim na poeira? Quantas centenas de vezes eu repeti o mesmíssimo gesto de desconectar-luminária-conectar-notebook e caminho inverso no fim do dia, olhando exatamente para aquele pedacinho de chão bem na mira da tomada? Se anteontem não vi nada ali quando desliguei o notebook, e conectá-lo de novo foi a primeira tarefa no dia seguinte, de onde surgiu o pingente?

Alguém pode dizer que vai ver eu o chutei pra debaixo da mesa sem perceber, outro vai alegar que aqueles pontinhos em preto e cinza do piso de granito devem ter criado algum tipo de efeito especial 3D e o pingente nunca saiu dali, ou que já passou da hora de marcar consulta no oftalmologista pra trocar as lentes de contato, minha mãe diria que eu tou é precisando me esmerar nessa faxina e dar uma caprichada na vassoura e no pano de chão, porque tá passando coisa graúda sem eu dar fé. Pode ser. Até o momento, no entanto, a opção dos duendes me devolvendo o pingente parece tão boa quanto qualquer outra.
***

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16 respostas em “O misteriosíssimo caso da cruz celta

  1. quem sabe não é outra visita marota do espírito santo? aproveite e abra uma franquia do Valdomiro ou do Malafaia e comece a usar a cruz pra curar paralíticos ou cegos, que vai dar uma grana.
    bj.

    • hahaha, ô gente, o que seria de mim sem a perspicácia e criatividade desses meus amigos leitores, hein? Eu aqui sondando os mistérios dos fatos e você já vindo com a solução! 😀
      Vai ser o milagre da multiplicação dos 3 euros, maior sucesso… Já tou aqui pensando num nome bem comprido (que essas igrejas pós-modernas costumam caprichar nesse quesito) – que tal Igreja Quântica da Cruz Celta ou algo no gênero?
      bjk e ótimo finde pra você.

  2. notou a coincidência?
    foi só vc propor a igreja quantica que milagres (envolvendo o space-time continuum) começaram a acontecer…

    é um sinal, tô te falando…

  3. Mônica,
    seu primo Marcorelho não passou aí pelas adjacências de sua sala não?
    Aquilo só anda com ET no bolso e ET, dizem as más línguas, é mais poderoso que duende.
    “Possa” ser…
    Beijo

  4. alguma vez nestes 3 anos vc lembrou de procurar no teu pescoço (se é que o local original da medalhinha era no pescoço) ?

    bem… é que ela pode ter caído só no momento que vc se abaixou pra desligar a tomada… tava lá sempre, no lugar dela… sabe lá né…

    outras explicações podemos buscar na literatura…

  5. Aconteceu comigo também! Uma tornozeleira de ouro, presente de natal de 2010.
    Usei por 1 mês e simplesmente sumiu enquanto eu a estava usando. Mês passado minha filha de 4 anos se abaixou no corredor e disse “Mãe, aqui está a sua pulseira!”
    Como sumiu “do nada”, apareceu “do nada” também. Mais de um ano procurando, passando aspirador, varrendo e, até agora, não sei em que acreditar.
    O importante é que ela voltou… mas sumiu denovo, acredita?

    • Nossa! O Fernando Sabino diria que isso é obra do ‘caboclo mexedor’… 🙂 Vai aparecer de novo, pode ter certeza, provavelmente num lugar inusitado como a geladeira ou a gaveta de remédios!
      bjk

    • acredito sim + se foi 1 dunde q fez isso deve ter sido por causa d auguma coisa q vc fez eles ñ fazem maudades diga em seus pensamentos augu d bm p eles e tauvez t perdoem pelo q vc fez contra eles

  6. sabe eu acredito nos duendes nao acho q eles sao travesos pelo contrario sao criaturas boas e gerreiras eu os conheço muito bm e ñ acredito que foram eles e sim um gormi ou um elfo seamês

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