Mais Coelho, menos Rosa

Para este Dia Mundial do Livro, a dica daora vem de um dos nobres parlamentares (pra lamentares…) das montanhas: galera, mais Paulo Coelho, menos Guimarães Rosa, por favor. Se depender desse senhorinho, que jura de pé junto que essa celeuma toda não passa de intriga da oposição, as escolas de agora em diante devem priorizar a leitura de livros escritos de acordo com a norma culta (e aí, como anda a sua mesóclise? e o o uso dos pronomes oblíquos, vai bem?). A sugestão inicial era até mais hardcore, era pra proibir mesmo essa invasão nefasta da linguagem popular no ambiente escolar, afinal de contas deve ser por causa do Riobaldo que a nossa língua pátria anda assim, caindo pelas tabelas. Olha, é cada coisa que aparece nesse mundo que eu nem sei. Meu caro senhor, se é pra todo mundo ‘ler e escrever bonitinho’, manda bloquear o Twitter urgente.

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3 respostas em “Mais Coelho, menos Rosa

  1. este nobre deputado (ah! a nobreza jamais pensou que flertaria tanto com a lama, mesmo nos seus piores momentos…) poderia ir com algum guia no museu da língua em SP… guia? Sim, claro… sozinho ele não entenderia nada.

    • Pois é, deve ter passado longe. E se tivesse visitado esse museu em 2006, com aquela exposição maravilhosa sobre Guimarães Rosa, pensaria duas vezes antes de ficar inventando bobagem pra passar o tempo na Assembleia…

  2. Monica
    É como já disse aqui: temos que nos pautar, pelo ‘correto’ conforme nossa etimologia,
    isto nunca foi dificuldade antes… involuir… baseando-nos pelo popularesco,
    pelos erros que agora são considerados “certos”, a tal da inversão de valores
    até no idioma!
    Ora, a educação e a cultura sempre exigiram bom nível dos estudantes
    de duas ou três décadas anteriores, e ‘ninguém se intimidou com isto’, ao contrário,
    era um estímulo, um patamar para conseguir nível ideal, para exercer
    com primor suas funções, fossem quaisquer delas.

    Ultimamente o que vemos? reportagens, denunciando vagas para serem preenchidas
    e pessoas incapacitadas para ocupar os cargos. Bonito, heim???
    Imaginemos com a licenciosidade, e falta de rigor vergonhosos, impostos pelos
    legisladores da Cultura, o que será muito breve, mas muito breve mesmo, deste país?!

    Estamos cercados de pessoas que dizem ‘NÃO GOSTAR DE LER’… Que vergonha!
    é exatamente após sermos diplomados, que inicia a verdadeira maratona para que
    se tenha um lugar ao sol, na competição que aumenta diariamente (para os capazes).

    O excelente profissional, ‘se faz sozinho após sua graduação’, com leituras: atualizações,
    especializações permanentes em seguida com orientadores para mestrados, doutorados.
    Quem pensa que recebe o ‘canudinho’ e aí termina tudo… minhas condolências!

    Se tomarmos os exemplos de políticos eleitos pela nação, como um ex-Ministro do Trabalho:
    que linguajar! que porte! que diplomacia!, o comportamento na Câmara e no Senado é de lamentar os pais que porventura são, imaginem, gestores de um país como este!
    O nível não apenas educacional ‘doméstico’ com também cultural…
    Que se pode esperar de quem não tem ‘berço’, não digo… dinheiro?!

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