curtinhas

lincoln* Essa cena aqui. Era nessa cena que o filme deveria ter terminado, Steven, não precisava desenhar pro pessoal entender. A cena é tão linda, o mordomo dizendo ao presidente que a primeira-dama o aguardava na carruagem para irem ao teatro, ele se despedindo dos amigos com um ‘mas bem que eu preferia ficar aqui comemorando com vocês’, a silhueta meio encurvada caminhando lentamente contra a luz a caminho da porta. Todo mundo sabe o que vai acontecer no teatro, quase dá vontade de gritar pra tela ‘vai não, Abraham!’, todo mundo sabe. Seu filme é muito bom, Steven, Daniel está maravilhoso como Lincoln, mas não precisava ir adiante. Era a cena mais bonita do filme, mais delicada e mais forte, o ‘the end’ devia ter entrado exatamente ali.

* Me falaram de Amour, que é um filme lindo, tocante, desses que marcam, mas não estou pra esse tipo de filme no momento não. Então fui ver o chileno NO, que além de levantar o astral e falar de coisa boa – o plebiscito que em 1988 tirou Pinochet do poder – ainda tem o bonitinho do Gael García Bernal na tela, e esse é um combo que eu não desdenho de jeito nenhum.

* Criatura sentada do meu lado no cinema comenta com o namorado lá pelas tantas: “Mas esse filme não vai acabar não, pelamordedeus, já não aguento mais essa cantoria?!” Sim, diletos amiguinhos. Era uma sessão de Les Misérables… (meus zoín reviram desconsolados) Uma ingrata ela, tinha o Wolverine sendo perseguido pelo Gladiador, tinha Paris com Notre Dame e tudo e algumas das músicas mais bacanas feitas para um musical, o que mais a mocinha queria num filme que é a adaptação de um musical, deusmeu?

* Faz tempo que o Tarantino tá dirigindo mais ou menos o mesmo filme e a gente nem aí, a gente gosta do mesmo jeito. Tem sempre o underdog – pode ser a moça, o negro, a judia – que vai dar a volta por cima no final, tem sempre uma trilha sonora de arrasar, não falta aquela cena de banho de sangue e carnificina que acaba com o estoque de ketchup de Hollywood. E tem aquela ponta de atores que te fazem pensar ‘uai, mas ele não tinha morrido?’. Em Django foram o Franco Nero e o Don ‘Miami Vice’ Johnson, que eu não via desde mil novecentos e matusalém de fraldas. E aquele bando de atores maravilhosos, mas eu olhei pro Leonardo di Caprio e pensei ‘ó céus, esse menino não envelhece, o rosto não envelhece, a voz dele não envelhece, como é que ele quer me convencer que dá conta de encarar o Christoph Waltz?’. Até ele resolver dar aquele murro na mesa da sala de jantar. Aí sim, senti firmeza.

* O pessoal do marketing inventa umas coisas que eu vou te contar. Não tem ‘as aventuras’ de Pi, isso não é animação da Pixar pra meninada se esbaldar. Por favor, senhores, parem de achar que só títulos de filme de ação conseguem arrancar as pessoas de casa pro cinema. O Ang Lee teve uma trabalheira insana pra adaptar um livro como aquele e fazer um filme bonito, poético, reflexivo pra gente assistir. Tenham dó.

* Aí você lê no jornal que O Mestre tem Joaquin Phoenix e Philip Seymour Hoffman no elenco e pensa ‘ôba!’. Duas horas e tanto depois, você sai do cinema se perguntando ‘pois é, então?’. O filme não chega em lugar nenhum, a história fica só por ali, rodopiando que nem enceradeira ligada. Olha, tinha muito, mas muito tempo que eu não via um filme tão chato com atores tão bons. Vai entender.

* Em compensação, saí de casa pra ver Argo sabendo tão somente que era um filme sobre o caso dos reféns na embaixada americana em Teerã. Véia que sou, me lembrava muito bem da história toda. E agora estou aqui pensando em como seria engraçado ver um filme bom desses levando a estatueta principal, quando seu diretor nem mesmo entrou na lista. Uma injustiça. Ben Affleck é bom ator, tem aquela phynna estampa que Deus lhe deu e que nós agradecemos penhoradamente, e ainda está se saindo um diretor de primeira.

* Eu dava quase nada pelo Bradley Cooper, e nos últimos tempos também não estava achando o Robert de Niro grandes coisas não. Mas O Lado Bom da Vida é daqueles filmes redondinhos, sabe, sem nada de muito espalhafatoso ou sensacionante (sensacional + emocionante), mas está tudo lá certinho – atores, roteiro, fotografia, direção, trilha. Trilha, gente, com Bob Dylan e Johnny Cash cantando Girl from the North Country e me levando de volta à infância. Gostei demais.

* Paperman é o curta de animação da Disney candidato ao Oscar. Olha, uma lindeza.

* Assistir a O Hobbit é uma coisa, mas aí você encontra no Iutubi uma série de videoblogs com mais de uma hora de making of, dando um monte de detalhes sobre a produção de proporções transamazônicas do filme e então conclui que por ali é todo mundo – da moça do cafezinho ao diretor – muito, mas muito bom de serviço.

2 respostas em “curtinhas

  1. Ai, Mônica kkkkk Bom, eu não gostei de “Amor”…. saí do filme depressiva! Muita tristeza pra quase 2h de vida. Quanto aos “miseráveis”, não gosto de filme musical, kkkkkk “No”, achei fabuloso, e aquele ator… é liiiindo. Tô querendo ver os outros dessa lista, mas olha, o tempo tá dificil, kkkk Bjo

    • Nem me fale em falta de tempo, olha só o estado do blog… 😀
      Ainda não animei a encarar ‘Amour’, tá na lista mas sei lá quando vou criar coragem. E ainda aparecem outras coisas pra assistir, aí vai ficando cada vez mais difícil! bjk

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