Eu e mais um tanto de ‘eu’

elton e pipa 003Eu acho que já contei aqui, em algum post aí pra trás, que eu não gostava muito do meu nome quando era pequena. Implicância pura e simples, mas é que, para mim, esses nomes proparoxítonos (desculpas antecipadas a todas as Bárbaras, Verônicas e Déboras que não concordarem comigo) soavam muito fortes e um tanto mandões – e nesse quesito bastava meu gênio leonino, que já me dava uma trabalheira danada. Bom mesmo seria poder ser doce e delicada como as Alines, Lucianas e Marinas, mas meus pais acharam por bem me batizar com o nome da mãe de Santo Agostinho, que em priscas eras tinha dado suas voltinhas pela região onde nasci.

Foi só depois de adulta, viajando pelo mundo (bom, pelo menos um pedacinho dele), que eu pude perceber as vantagens de se ter um nome internacional. Todo mundo sabia escrever e pronunciar, ninguém fazia aquela cara de meu-Deus-o-que-é-isso quando eu falava, no máximo me perguntavam se era com ‘c’ ou ‘k’ ou se levava circunflexo. Meus pais só não conseguiram prever uma coisinha.

Os a-pe-li-dos. Devem ser uns 374, por aí. Alguns vêm do nome mesmo, outros têm todo um contexto histórico por trás, geralmente impublicável pelo excesso de bobeira. Na família tem muita gente que me chama de Monique, menos a tia Lúcia, que fazia sua própria versão com ‘Munique’. Moninha eu sou pra vários – o Júnior, a Maruza, a Ni, por exemplo; Mon(i)quinha pra Cris, pro Stélio e pro Paulinho, e Moniquita pra Carol e Dulce. Houve um tempo em que eu fui Schuller pros meus colegas de colégio, e a Ana Flávia ainda me chama assim. O Zé até hoje diz Almôndega, o Jerônimo prefere Môndiga. Eu vou do Mô (pra Vanessa e pro Murilo) ao Mona (pra Clara e Beatriz), passando pelo intermediário Mon, que é como o Graeme e o Luigi muitas vezes me chamam – e o Luigi começou com o Monicats, que a Marisa acabou adotando também. A Bernadette aportuguesou e pra ela eu sou a Moniquete. Pra Cristina, veja como são as coisas, eu sou a Márcia (longa história, mas nesse caso o apelido é mútuo, porque pra mim ela também é Márcia, e isso deixa as outras pessoas um tanto confusas).  Eu e a Ná nos chamamos de Brega. Pra Gi e o Átila, pra Lia e o Humberto, eu sou a Pipa.

E foi justamente com a Pipa que eu dei de cara hoje na hora do almoço. Tá, eu sei que a Pipa em questão é a praia, mas não quero nem saber, sou muito mais antiga do que a promoção da Coca Cola Zero e, pensa bem, quantas pessoas podem se gabar de terem encontrado seu nome E apelido numa latinha de refrigerante, né mesmo?

3 respostas em “Eu e mais um tanto de ‘eu’

  1. Sempre, me zoaram com meu nome… E o pior que quando botaram um apelido em mim foi feinho pra carambra rsrsrs’ Lólôzinha…. Até que enfim hoje me dia meu apelido mudou um pouco….( de Lorrainny para Rainnyzinha rsrsrs’ mais foi bem mais legal do que Lólôzinha…

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