Viver em comunidade

Então que temos vizinho novo nas imediações, um moço muito simpático e educado com seu cachorrinho fofo e simpático. Quer dizer. Isso até que ele (o moço muito simpático e educado) resolva sair de casa por qualquer motivo e por qualquer duração de tempo, porque aí ele (o cachorrinho fofo e simpático) começa a chorar e chorar e chorar quase ininterruptamente por horas a fio, com milimétricos e quase imperceptíveis intervalos de paz e sossego, que eu imagino sejam pra ele beber um gole d’água, recuperar o fôlego ou tirar um cochilinho de minutos. Pela manhã já não é uma boa ideia, mas os uivos de um cachorrinho fofo e simpático durante o dia adquirem contornos de som dolby stereo digital HD plus às duas da madrugada, quando a rua está mergulhada no mais absoluto silêncio. Por enquanto estou na fé de que isso seja passageiro e que o cachorrinho fofo e simpático está apenas sofrendo com a mudança de endereço, as baixas temperaturas da esquina do Morro dos Ventos Uivantes com Winterfell e uma eventual crise de PCA (Puta Carência Afetiva), e que brevemente ele vai entender tudo e vai dormir bonitinho como é de bom tom em todas as criaturas de hábitos diurnos. Mas vamos acompanhar o desenrolar dos fatos. Olha, viver em comunidade não é fáceol.

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