Boo

halloween boo

Anúncios

Crise de bistinênça

Aparentemente, a ausência de ‘pisódeo’ inédito de Game of Thrones na noite de hoje causou uma crise de abstinência de proporções hecatômbicas sem precedentes entre meus amiguinhos seguidores da série. Tremores de mãos, ranger de dentes e choros convulsivos ecoaram de maneira generalizada pelo ciberespaço. Brace yourselves, meus queridos, respirem fundo e pausadamente pra não hiperventilar; pelo andar da carruagem de escrita dos livros por parte de sêo George R.R. Martin, a situação pode se agravar em temporadas vindouras. Hoje foi só por motivos de: feriado não dá ibope…

Recadinho pro ‘sêo’ Barack

OK, beleza, sêo Barack. Mais 4 anos de democratas no poder, grazadeus. Mas, se eu fosse o senhor, daria um jeito de dar uma aprumada na vida e uma acelerada pra resolver as pendências todas por aí, do contrário a galera que te elegeu (e a que não te elegeu também) vai ficar muito p. da vida. E quando os americanos ficam p. da vida, eles costumam eleger republicanos. E aí sempre sobra m**** pro mundo todo limpar depois…

Nova trilogia

Amiga pergunta se eu li a primeira prestação da tal trilogia ’50 tons de cinza’. Li não, mas se o livro todo estiver no nível (e aqui eu quero dizer nível literário, né conteúdo não) das poucas páginas que li numa dessas revistas femininas que ficam dando sopa no salão de beleza ou na sala de espera do médico, olha, acho que eu vou passar, gradecida, quero não. Ela concordou, também achou um pouco mal escrito demais para todo o sucesso que tá fazendo, mas no fim concordamos que um soft-porn sempre faz sucesso com a galera, ainda mais travestido de uma linguagem supostamente mais hardcore. E foi aí que, embalados por um tantinho assim a mais de teor etílico do que dita o bom senso, resolvemos nós 5 à mesa que vamos escrever um best-seller também. Só que a nossa praia é viagens, modosque estamos pensando em algo como ‘Do Peru ao Butão – uma odisseia de prazeres’, ou algo no gênero. Era pra ser um livro só, mas já estamos de olho numa trilogia, depois que alguém lembrou que não dá pra ir do Peru ao Butão sem incluir a Chechênia, tem muita gente que faz questão da Chechênia. E o Paulo Coelho ainda fica espalhando pra todo mundo que ele é o intelectual mais importante deste país, rá.

Não entendi a braveza

Um bocadinho de gente muito brava e irritada pela internêta e alhures com a entrevista que dona Rosane Collor (aliás, ex-Collor) deu no Fantástico, o Show da Vida, hoje em dia muito mais show do que vida. Não entendo o motivo de tanta revolta e todo esse pegar em armas. Já faz tempo que o programa da dona gRobo anda meio capenga no quesito popularidade – e a gente sabe que tudo se resume a uma matemática facinha do tipo ‘mais telespectadores, mais anunciantes, mais dindin’. Tá fácil pra ninguém conseguir empolgar a galera, agora que qualquer sub-celebridade tem amplo acesso a militrocentos programas e sites de fofocas e vida bandida. Há que se pensar em alternativas para atrair a atenção do pessoal e gerar nem que seja um leve erguer de sobrancelhas em sinal de mínimo interesse.

Não vi a entrevista – se eu assisto a pouquíssimos bons programas de TV, imagina então minha disponibilidade pra assistir porcarias como o Fantástico – mas imagino que não deve ter sido nada diferente do que qualquer um de nós pudesse esperar de uma senhorinha que foi um zero à esquerda durante o tempo em que poderia ter se destacado de maneira positiva fazendo alguma coisa que prestasse como primeira-dama. Falar de magia negra, teorias de conspiração, poderes paralelos, isso tudo parece brincadeira de criança perto do que temos visto na Corte desde que o ex-marido foi posto pra correr. Acho que, no fundo, o pessoal que ficou bravo se irritou foi com o fato de ter caído no conto da rede gRobo e achado que aquela entrevista poderia trazer algum dado novo sobre qualquer coisa. Rá. Vão sonhando.

Minha avó gostava de assistir ao programa do Flávio Cavalcanti, um desses programas de auditório dos anos 60 e 70 onde muitas e muitas vezes eram ‘discutidos’ temas escandalosos, a vida duzôtro e outras cositas. De vez em quando ela comentava muito irritada com meu pai: “Viu só que absurdo o que mostraram ontem no programa do Flávio Cavalcanti?” E meu pai respondia: “Bem feito, quem mandou a senhora ficar vendo programa de Flávio Cavalcanti?” Pelo menos naquela época de imagens em preto-e-branco e nadinha de canais a cabo ou DVD a minha avó tinha poucas alternativas. Hoje eu francamente não sei como é que as pessoas ainda se esquecem da existência do controle remoto pra trocar de canal ou daquele botão sensacional chamado ON/OFF, que em um segundo põe fim ao nosso sofrimento.

Então eu digo procês o que meu pai dizia pra minha avó: bem feito, quem mandou vocês ficarem assistindo ao Fantástico?